Não gosto de dívidas, mas, depois de estudar um pouco, reconheço que elas são uma forma de crescimento das empresas e, se escolhidas com muito critério e muito bem administradas - ou seja, pagas em dia, são um fator de crescimento e melhora da qualidade de vida.
O crédito consignado foi uma inovação. Muitos aposentados passaram a consumir mais. Mas muitos botaram o pé no barro.
Pelo menos tem juros mais baixo, mas ainda altos.
16:10 - 12/07/2007 O Estado de São Paulo
CONSIGNADO: Mais de 8 milhões de aposentados e pensionistas já recorreram ao empréstimo com desconto em folha
Volume total de crédito chega a R$ 25,4 bilhões
Da Redação (Brasília) – O acumulado de operações de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de 18.990.861 de maio de 2004 até junho este ano. O número de pessoas que recorreram aos empréstimos neste período é de 8.089.890 e o total de recursos liberados foi de R$ 25.488.578.319,39. Só no mês de junho foram registradas 849.993 operações, e emprestados R$ 876.398.829,75.
Como um beneficiário pode obter diversos empréstimos, respeitando-se o limite de endividamento de 30% do valor do benefício, o número de operações é significativamente maior do que o número de pessoas que recorreram ao consignado -(confira as planilhas).
Do total de empréstimos acumulado, ainda estão ativas 12.534.898 operações, o que corresponde a R$ 20.110.120.363,32. O total de empréstimos quitados é de 4.634.924 (R$ 1.672.510.029,44). Já o de cancelados, aqueles excluídos do sistema antes de ser feito o pagamento da primeira parcela – o que é comandado pelos bancos – é de 464.079 (R$ 510.846.437,98); e o de liquidados - excluídos do sistema após o pagamento da primeira parcela, o que pode ocorrer quando o segurado decide fazer um novo empréstimo antes de encerrar o primeiro -, é de 1.356.960 (R$ 3.195.101.488,15).
Juros – Atualmente, o teto da taxa de juros para o empréstimo com desconto em folha na rede bancária estipulada pelo Conselho Nacional da Previdência Social é de 2,64% ao mês, ou 36,66% ao ano. O teto anterior era de 2,72%. O teto dos juros do empréstimo consignado acompanha a redução da taxa básica de juros (Selic), determinada pelo Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central, que passou de 13% para 12% ao ano, entre fevereiro de 2007 e o último dia 6 de junho.
Em abril de 2006, a maior taxa praticada pelos bancos era de 4,5%, para o período de 15 meses. Em maio, as maiores taxas continuavam a superar, em muitos casos, o patamar de 4% ao mês. A partir de junho de 2006, com a instituição do limite máximo para as taxas de juros praticadas pelos bancos nas operações de crédito consignado, as maiores taxas passaram a ser iguais ao valor do teto estipulado.
Na primeira vez que a Previdência Social limitou a taxa de juros o teto foi fixado em 2,9% ao mês. A partir de 28 de julho de 2006, com a queda de 0,5% na taxa Selic, o teto da taxa de juros passou para 2,86% ao mês. A taxa permaneceu neste patamar até 25 de outubro do mesmo ano, quando o valor máximo de taxas de juros caiu para 2,78%. Em 2 de março de 2007, o percentual máximo a ser aplicado aos empréstimos foi para 2,72%.
Histórico - As operações de empréstimo consignado a aposentados e pensionistas do INSS começaram a ser realizadas em maio de 2004, época em que era cobrada uma Taxa de Abertura de Crédito (TAC) para realizar a operação. Em 15 de maio de 2006, o INSS publicou a Instrução Normativa nº 5, proibindo a cobrança da TAC, bem como de demais taxas administrativas sobre as operações de empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil, de forma que a taxa de juros passasse a expressar o custo efetivo do empréstimo. A proibição permanece até hoje. (ACS/MPS)