Tempo do áudio – 2min03 LOC/REPÓRTER: O número de casos graves da gripe H1N1 vem caindo em todas as regiões do País desde março. Enquanto no começo daquele mês foram registradas setenta e nove internações pela doença, entre os dias onze e dezessete de julho deste ano, em pleno inverno, nenhum caso de internação por gripe A foi registrado na rede pública de saúde. A mesma diminuição percebida no número de casos graves também é observada em relação ao número de mortes. Para o ministro da Saúde, Jose Gomes Temporão, o Brasil só conseguiu chegar a essa queda no número de casos por causa da grande campanha de vacinação contra a influenza H1N1. TEC/SONORA: ministro da Saúde – José Gomes Temporão "Esse ano, a vacina fez toda diferença. O Brasil se preparou, do ponto de vista da aquisição e produção da vacina, fizemos uma gigantesca mobilização nacional e estamos comemorando, até o momento, oitenta e sete milhões de pessoas vacinadas contra a gripe. Isso muda radicalmente o quadro e é o que nós estamos vendo na realidade. O Brasil foi o país do mundo que mais vacinou proporcionalmente sua população e isso de fato está protegendo a população brasileira." LOC/REPÓRTER: O ministro da Saúde lembra que, no ano passado, o Brasil e o mundo foram surpreendidos com a chegada da gripe A. TEC/SONORA: ministro da Saúde – José Gomes Temporão "No ano passado, surgiu uma nova doença no mundo, uma doença desconhecida ninguém sabia exatamente qual ia ser o comportamento, e nós não tínhamos uma vacina no ano passado. Então, nós tínhamos que enfrentar aquela situação com as armas tradicionais da saúde pública: vigilância, tratamento, medicação, internação quando necessário. Nós tivemos uma situação complexa em todo o mundo, no Brasil não foi diferente." LOC/REPÓRTER: Apesar dos bons resultados, Jose Gomes Temporão ressalta a importância de toda a população não esquecer os cuidados para evitar a transmissão da gripe A, como: lavar as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar. Reportagem, Cynthia Ribeiro |