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Tempo do áudio - 1min51
LOC/REPÓRTER: Para quem faz pode ser uma simples brincadeira, mas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, SAMU/192, os trotes representam uma grande perda de tempo, dinheiro e até vidas. Os profissionais que atendem os telefonemas já estão treinados para diferenciar as situações, mas mesmo assim, as "brincadeiras de mau gosto" atrapalham o trabalho das telefonistas, que perdem tempo quando poderiam estar prestando atendimento a pessoas que realmente necessitam. O coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Clésio de Castro, explica que enquanto isso, quem realmente precisa de atendimento tem que esperar.
TEC/SONORA: coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde – Clésio de Castro
"Em relação aos trotes de telefone, ou seja, chamadas que fazem para o 192 e que não são verdadeiras atrapalha o serviço do Samu por dois aspectos: um é a ocupação das ligações telefônicas e também, quando não identificadas, a saída de ambulâncias. E aí é um prejuízo mais grave, porque essas ambulâncias que saem para atender um chamado que não existe, ou seja, pra atender um trote, muitas vezes deixam de estar atendendo chamados reais, onde deveria estar sendo utilizadas para salvar vidas."
LOC/REPÓRTER: O coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Clésio de Castro, acrescenta que quando a pessoa liga para o SAMU/192, cai numa central de regulação, onde, além das telefonistas, estão profissionais de saúde, inclusive médicos. São eles que definem o tipo de atendimento, dependendo da gravidade do caso. Ele lembra também que trote é crime previsto no Código Penal Brasileiro. Quem comete essa prática pode ser preso e autuado. A pena prevista é de detenção de um a seis meses, ou multa.
Reportagem, Juliana Costa