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57% da população reprova comemoração do golpe de 1964, aponta DataFolha

Entre jovens com idade de 16 a 24 anos, o índice de reprovação chega a 64%; entre os que se dizem a favor da celebração da data, 42% têm mais de 60 anos

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Foto: Wikipedia

Ao contrário do que pensa o presidente Jair Bolsonaro, a comemoração da data que marcou o início da ditadura militar no Brasil não tem o apoio da maioria da população. Pesquisa DataFolha, divulgada neste sábado (6) pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra que a comemoração do golpe de 1964, lembrada inclusive por vídeo no atual governo, é reprovada por 57% dos entrevistados.

O DataFolha entrevistou 2.086 pessoas em 130 municípios entre terça e quarta-feira dessa semana. Desses entrevistados, 36% disseram que a data merece comemoração e outros 7% não souberam responder ou não quiseram opinar sobre o tema. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

De acordo com a pesquisa, os jovens mais escolarizados e mais ricos da população são os que mais reprovam menções ao golpe. Entre as pessoas de 16 a 24 anos, 64% são contrários à comemoração da data. O índice chega a 67% entre quem tem ensino superior e a 72% entre aqueles de renda familiar mensal superior a dez salários mínimos.
 
Entre as pessoas que se dizem favoráveis à celebração do golpe, 42% têm mais de 60 anos, 43% têm ensino fundamental completo e 39% têm renda mensal familiar de até dois salários mínimos.
 
A polêmica em torno do tema começou no último dia 25 de março, quando o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que Bolsonaro havia determinado ao Ministério da Defesa "comemorações devidas" e alusivas ao dia 31 de março de 1964 em quartéis de todo o país. Após a repercussão negativa, o presidente tentou se justificar ao dizer que a ideia era "rememorar, e não comemorar o golpe de 1964".

Após as declarações de membros do governo federal, a Defensoria Pública da União foi à Justiça para barrar as comemorações, assim como familiares de vítimas da ditadura. A Justiça Federal chegou a proibir eventos que fizessem referência à data, mas a liminar acabou cassada.

 

Juliana Gonçalves

A carreira jornalística de Juliana deu início com assessoria de imprensa. Após um tempo, entrou como estagiária na redação da Agência do Rádio. Trabalhou, também, na TV Band com foco em política por um tempo e voltou para nossa redação como repórter em 2018.


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Ao contrário do que pensa o presidente Jair Bolsonaro, a comemoração da data que marcou o início da ditadura militar no Brasil não tem o apoio da maioria da população. Pesquisa DataFolha, divulgada neste sábado (6) pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra que a comemoração do golpe de 1964, lembrada inclusive por vídeo no atual governo, é reprovada por 57% dos entrevistados.

O DataFolha entrevistou 2.086 pessoas em 130 municípios entre terça e quarta-feira dessa semana. Desses entrevistados, 36% disseram que a data merece comemoração e outros 7% não souberam responder ou não quiseram opinar sobre o tema. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

De acordo com a pesquisa, os jovens mais escolarizados e mais ricos da população são os que mais reprovam menções ao golpe. Entre as pessoas de 16 a 24 anos, 64% são contrários à comemoração da data. O índice chega a 67% entre quem tem ensino superior e a 72% entre aqueles de renda familiar mensal superior a dez salários mínimos.
 
Entre as pessoas que se dizem favoráveis à celebração do golpe, 42% têm mais de 60 anos, 43% têm ensino fundamental completo e 39% têm renda mensal familiar de até dois salários mínimos.
 
A polêmica em torno do tema começou no último dia 25 de março, quando o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que Bolsonaro havia determinado ao Ministério da Defesa "comemorações devidas" e alusivas ao dia 31 de março de 1964 em quartéis de todo o país. Após a repercussão negativa, o presidente tentou se justificar ao dizer que a ideia era "rememorar, e não comemorar o golpe de 1964".

Após as declarações de membros do governo federal, a Defensoria Pública da União foi à Justiça para barrar as comemorações, assim como familiares de vítimas da ditadura. A Justiça Federal chegou a proibir eventos que fizessem referência à data, mas a liminar acabou cassada.

Reportagem, Juliana Gonçalves