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Abastecimento precário de água e risco de Dengue, Zika e Chikungunya preocupam produtores de Mário Campos

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Com o rompimento da barragem em Brumadinho, várias cidades vizinhas ainda sofrem com os impactos da lama. Um mês após a tragédia, os moradores de Mário Campos, que fica a 10 quilômetros do Córrego do Feijão, tentam se reerguer sem o rio Paraopeba, que foi completamente tomado pelos rejeitos. Isso porque o maior desastre ambiental do Brasil causou problemas graves para a saúde dos mineiros e prejudicou a agricultura da região, principal atividade econômica da cidade.


Segundo o gerente do Departamento de Agricultura de Mário Campos, Marildo Ferreira, conhecido como Ferreirinha, a maioria dos produtores que dependiam da água do rio para irrigar as plantações não têm de onde tirar seu sustento. Milho, feijão e cana-de-açúcar, principais cultivos da região, agora fazem parte do passado.  

Um desses agricultores afetados, Ronaldo Dias de Souza, de 41 anos, da Fazenda Grota da Ponta, conta que a situação é crítica. A empresa Vale, responsável pela barragem de Brumadinho, tem fornecido água potável para alguns produtores através de caminhões-pipa. O problema, segundo Ronaldo, é que a quantidade não é suficiente para atender a demanda dos produtores.

“A gente foi afetado, eu estou com muita perda. Eles falam em ressarcir a gente e chega e mudam as ideias e não faz nada pra gente. A gente precisa ser ressarcido do prejuízo que tomamos. A gente depende da água do rio Paraopeba. A gente quer fazer uma plantação grande, mas a gente fica com medo de fazer e eles pararem de fornecer água para gente. A riqueza daqui é essa, não tem outra coisa. Fora os trabalhadores que trabalham comigo, eu tenho três funcionários, e agora como vou fazer para pagar eles?”

Além do abastecimento precário de água, outro problema tem preocupado os agentes de saúde da região: o risco de proliferação do mosquito que causa Dengue, Zika e Chikungunya. De acordo com dados do último Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti, o LIRAa, do Ministério da Saúde, o Índice de Infestação Predial do mosquito transmissor é de 3% em Mário Campos, considerado em alerta para epidemia das doenças.

Segundo Éder Campos, secretário Municipal de Saúde de Mário Campos, as doenças causadas pelo Aedes Aegypti tiveram um aumento significativo em janeiro. Ele relata que na semana seguinte ao rompimento da barragem, a cidade teve mais de 100 casos suspeitos de Dengue. 

“Acho que toda região foi afetada por conta da fauna e flora, que tudo ficou destruído. Nossa região toda está em alerta com a proliferação (do mosquito)”.

Vale lembrar que o mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya vive dentro de casa, tem hábitos diurnos e ataca, em geral, ao amanhecer e ao entardecer. Como dica aos moradores da região, o secretário de Saúde do município ressalta que é preciso tomar cuidado com o acúmulo e descarte indevido de lixo, fatores que contribuem para a proliferação do mosquito. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

Agência do Rádio



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Com o rompimento da barragem em Brumadinho, várias cidades vizinhas ainda sofrem com os impactos da lama. Um mês após a tragédia, os moradores de Mário Campos, que fica a 10 quilômetros do Córrego do Feijão, tentam se reerguer sem o rio Paraopeba, que foi completamente tomado pelos rejeitos. Isso porque o maior desastre ambiental do Brasil causou problemas graves para a saúde dos mineiros e prejudicou a agricultura da região, principal atividade econômica da cidade.

Segundo o gerente do Departamento de Agricultura de Mário Campos, Marildo Ferreira, conhecido como Ferreirinha, a maioria dos produtores que dependiam da água do rio para irrigar as plantações não têm de onde tirar seu sustento. Milho, feijão e cana-de-açúcar, principais cultivos da região, agora fazem parte do passado.  

Um desses agricultores afetados, Ronaldo Dias de Souza, de 41 anos, da Fazenda Grota da Ponta, conta que a situação é crítica. A empresa Vale, responsável pela barragem de Brumadinho, tem fornecido água potável para alguns produtores através de caminhões-pipa. O problema, segundo Ronaldo, é que a quantidade não é suficiente para atender a demanda dos produtores.
 

“A gente foi afetado, eu estou com muita perda. Eles falam em ressarcir a gente e chega e mudam as ideias e não faz nada pra gente. A gente precisa ser ressarcido do prejuízo que tomamos. A gente depende da água do rio Paraopeba. A gente quer fazer uma plantação grande, mas a gente fica com medo de fazer e eles pararem de fornecer água para gente. A riqueza daqui é essa, não tem outra coisa. Fora os trabalhadores que trabalham comigo, eu tenho três funcionários, e agora como vou fazer para pagar eles?”

Além do abastecimento precário de água, outro problema tem preocupado os agentes de saúde da região: o risco de proliferação do mosquito que causa Dengue, Zika e Chikungunya. De acordo com dados do último Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti, o LIRAa, do Ministério da Saúde, o Índice de Infestação Predial do mosquito transmissor é de 3% em Mário Campos, considerado em risco para epidemia das doenças.

Segundo Éder Campos, secretário Municipal de Saúde de Mário Campos, as doenças causadas pelo Aedes Aegypti tiveram um aumento significativo em janeiro. Ele relata que na semana seguinte ao rompimento da barragem, a cidade teve mais de 100 casos suspeitos de Dengue. 
 

“Acho que toda região foi afetada por conta da fauna e flora, que tudo ficou destruído. Nossa região toda está em alerta com a proliferação (do mosquito)”.

Vale lembrar que o mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya vive dentro de casa, tem hábitos diurnos e ataca, em geral, ao amanhecer e ao entardecer. Como dica aos moradores da região, o secretário de Saúde do município ressalta que é preciso tomar cuidado com o acúmulo e descarte indevido de lixo, fatores que contribuem para a proliferação do mosquito. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.