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Acaba prazo para Vale entregar à Justiça lista de empresas que vão supervisionar barragens em MG

Companhia nega informação de que sabia do possível risco de rompimento da barragem de Brumadinho

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Por Cristiano Carlos

O prazo para a companhia Vale apresentar à Justiça de Minas Gerais uma lista com as empresas responsáveis por comprovar a estabilidade das barragens da mineradora terminou nesta quarta-feira (13). A Justiça estipulou a entrega da lista após o Ministério Público revelar a existência de laudos, da própria Vale, realizados em outubro de 2018, que indicariam o possível rompimento da barragem de Brumadinho.  

As empresas que vão prestar serviços à Vale, a partir de agora, são de auditoria e devem fazer estudos nas estruturas das barragens que ainda estariam em risco no estado. De acordo com o Ministério Público, oito barragens da Vale têm riscos de rompimento no território mineiro.
A companhia nega a informação de que já sabia do possível rompimento da barragem de Brumadinho, desde o ano passado.

Divulgação Internet

“Nós tínhamos laudos de estabilidade que indicavam claramente que não existia risco eminente na barragem, que a barragem estava estável. Essa estrutura, além de não ter risco eminente, ela não teve nenhum sintoma de problemas e não teve subida de nível. Então, automaticamente, você não teve qualquer indicação de ação necessária”, diz o Diretor de Planejamento da Vale, Lúcio Cavalli.

As oito barragens que devem passar por análises técnicas estão próximas a núcleos urbanos. O Ministério Público avalia que possíveis rompimentos em apenas três delas - no município de Ouro Preto - podem vitimar mais de 500 pessoas.

A Justiça cobra da Vale que listas de pessoas residentes nas áreas de riscos sejam realizadas pela empresa, que os sistemas de alerta sejam aperfeiçoados e que os órgãos competentes, como Defesa Civil, Prefeituras e Corpo de Bombeiros, sejam comunicados imediatamente, em qualquer situação de risco, como elevação de nível ou eminência de rompimento das estruturas das barragens.

A Vale informou que as oito barragens, alvo de preocupação por parte das autoridades, foram desativadas e não estão recebendo rejeitos. 

Cristiano Carlos

Cristiano é jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília, com larga experiência em emissoras de rádio, desde 2002. Como repórter trabalha na cobertura do Congresso Nacional, em Brasília, na produção de conteúdos sobre o dia a dia dos bastidores, da atuação dos parlamentares, nas comissões e nos plenários do Senado e Câmara dos Deputados. Acompanhou as campanhas eleitorais nacionais em 2014 e 2018. Também atua nas editorias de educação, saúde e esportes.


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As empresas que vão prestar serviços à Vale, a partir de agora, são de auditoria e devem fazer estudos nas estruturas das barragens que ainda estariam em risco no estado. De acordo com o Ministério Público, oito barragens da Vale têm riscos de rompimento no território mineiro.

O Diretor de Planejamento da Vale, Lúcio Cavalli, nega que a companhia teve a informação do possível rompimento da barragem de Brumadinho, de forma antecipada, desde o ano passado.

“Nós tínhamos laudos de estabilidade que indicavam claramente que não existia risco eminente na barragem, que a barragem estava estável. Essa estrutura, além de não ter risco eminente, ela não teve nenhum sintoma de problemas e não teve subida de nível. Então, automaticamente, você não teve qualquer indicação de ação necessária.”

LOC.: As oito barragens que devem passar por análises técnicas estão próximas a núcleos urbanos. O Ministério Público avalia que possíveis rompimentos em apenas três delas - no município de Ouro Preto - podem vitimar mais de 500 pessoas.

A Justiça cobra da Vale que listas de pessoas residentes nas áreas de riscos sejam realizadas pela empresa, que os sistemas de alerta sejam aperfeiçoados e que os órgãos competentes, como Defesa Civil, Prefeituras e Corpo de Bombeiros, sejam comunicados imediatamente, em qualquer situação de risco, como elevação de nível ou eminência de rompimento das estruturas das barragens.

A Vale informou que as oito barragens, alvo de preocupação por parte das autoridades, foram desativadas e não estão recebendo rejeitos. 

Reportagem, Cristiano Carlos