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ACRE: Manicure investe em curso de pedreiro no SENAI para construir a casa própria

Francisca da Silva, de 44 anos, buscou se qualificar para ter certeza de que o local em construção onde pretende morar é seguro para ela e os dois filhos

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Foto: divulgação

Com 53,3% de participação no PIB industrial do estado, a construção civil emprega mais de 13 mil trabalhadores e lidera a lista de setores relevantes para a economia do Acre. Mas não foram esses números que atraíram a manicure Francisca Monte da Silva, de 44 anos. O sonho de colocar literalmente a mão na massa na construção da casa própria fez a moradora de Rio Branco deixar as clientes de lado para investir em um curso de pedreiro de edificações, ofertado pelo SENAI.

Não teve essa de ser curso para homem, de que “você não pode” fazer a própria casa, de que “você não vai dar conta”. O objetivo era maior: Francisca precisava de um lugar estruturado e seguro para viver com os dois filhos, que cria sozinha. Queria ter certeza de que o trabalho está sendo executado de forma correta e, por isso, buscou se qualificar. “Às vezes, coloca a pessoa para fazer e a pessoa coloca do jeito que eles acham que está certo, aí pensei: ‘vou fazer um curso para aprender, ver onde está certo, o que está errado, para ter uma experiência, uma base’”, contou.

Nas aulas, aprendeu técnicas de alvenaria e conheceu materiais utilizados para cada funcionalidade em uma obra, sabendo prepará-los para aplicação na composição de construções. O material para erguer a casa está sendo comprado. O curso já foi finalizado e agora é aguardar para colocar em prática o que aprendeu. Para Francisca, além de poder realizar um sonho, o de “levantar” a própria casa, agora ela terá uma qualificação a mais. “Muito bom a gente ter curso porque o currículo da gente fica melhor, com vários cursos”, comemorou.

E Francisca não está errada. De acordo com levantamento da Confederação Nacional  da Indústria (CNI), 70% dos estudantes que concluíram cursos técnicos foram inseridos no mercado de trabalho já no primeiro ano. O salário inicial do curso de pedreiro de edificações, por exemplo, gira em torno de R$ 1,6 mil.
Uma das estratégias da indústria é levar cursos como o que Francisca fez para todos os estados e municípios do país por meio das Unidades Móveis do SENAI. Atualmente, a instituição possui mais de 400 estruturas itinerantes, que se deslocam até comunidades distantes dos grandes centros, em que não há escolas fixas do SENAI.

Para a deputada federal Mara Rocha (PSDB-AC), a indústria desempenha um papel fundamental ao levar esses cursos até comunidade mais carentes. “É bom para mulher, para o jovem, bom para todos. Muito bom ver o jovem capacitado, esse trabalho indo nas periferias. Isso é bom para o Brasil. É mão de obra qualificada. É preparando as pessoas para exercer com maestria uma determinada profissão, isso é fantástico. Isso vai melhorar demais a qualidade de vida das pessoas porque vai ter uma qualificação”, pondera a parlamentar.

Segundo informações do SENAI do estado, 1.974 matrículas de formação inicial e continuada e de cursos técnicos foram realizadas gratuitamente entre janeiro e março deste ano. A instituição possui três unidades fixas: a Escola Senai Cel. Áuton Furtado e o Instituto SENAI de Madeira e Móveis Carlos Takashi Sasai, ambas na capital. Já a Unidade Integrada SESI/SENAI do Juruá atende a comunidade de Cruzeiro do Sul e região.

Há ainda seis unidades móveis que vão até municípios sem unidade fixa e ofertam cursos que vão de eletroeletrônica até mecânica automotiva. Para saber se uma dessas estruturas itinerantes vai passar pela sua cidade e sobre os cursos, basta ligar para (68) 3212-4200 ou acessar o site senaiac.org.br.


Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.


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O sonho de colocar literalmente a mão na massa na construção da casa própria fez a manicure Francisca Monte da Silva, 44 anos, a moradora de Rio Branco, deixar as clientes de lado para investir em um curso de pedreiro de edificações no SENAI.

Francisca cria sozinha os dois filhos e precisava investir em um local para morar. Sem muita segurança de que o serviço pelo qual pagaria seria bem feito, decidiu ela mesma aprender a construir.
 

“Às vezes, coloca a pessoa para fazer e a pessoa coloca do jeito que eles acham que está certo, aí pensei: ‘vou fazer um curso para aprender, ver onde está certo, o que está errado, para ter uma experiência, uma base.’”

Nas aulas, aprendeu técnicas de alvenaria e conheceu materiais utilizados para cada funcionalidade em uma obra, sabendo prepará-los para aplicação na composição de construções. O material para erguer a casa está sendo comprado. O curso já foi finalizado e agora é aguardar para colocar em prática o que aprendeu. Para Francisca, além de poder realizar o sonho de “levantar” a própria casa, uma qualificação a mais pode ajudar na carreira profissional

 “Muito bom a gente ter curso porque o currículo da gente fica melhor, com vários cursos.”

Se decidir seguir na área, Francisca pode até ganhar um dinheiro extra. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 70% dos estudantes que concluíram cursos técnicos foram inseridos no mercado de trabalho já no primeiro ano. O salário inicial do curso de pedreiro de edificações, por exemplo, gira em torno de R$ 1,6 mil.
Uma das estratégias da indústria é levar cursos como o que Francisca fez para todos os estados e municípios do país por meio das Unidades Móveis do SENAI. Atualmente, a instituição possui mais de 400 estruturas itinerantes, que se deslocam até comunidades distantes dos grandes centros, em que não há escolas fixas do SENAI.
Para a deputada federal Mara Rocha (PSDB-AC), a indústria desempenha um papel fundamental ao levar esses cursos até comunidade mais carentes.
 

É bom para mulher, para o jovem, bom para todos. Muito bom ver o jovem capacitado, esse trabalho indo nas periferias. Isso é bom para o Brasil. É mão de obra qualificada. É preparando as pessoas para exercer com maestria uma determinada profissão, isso é fantástico. Isso vai melhorar demais a qualidade de vida das pessoas porque vai ter uma qualificação.”


O segmento de construção civil é um dos mais importantes para a economia do Acre, já que emprega 13.164 trabalhadores e tem 53,3% de participação no PIB industrial do estado, segundo dados do IBGE.
Segundo informações do SENAI do Acre, 1.974 matrículas de formação inicial e continuada e de cursos técnicos foram realizadas gratuitamente entre janeiro e março deste ano. Se você se interessou por algum curso ou quer saber se uma dessas seis unidades móveis vai passar pela sua cidade, ligue para (68) 3212-4200 ou acesse o site senaiac.org.br.

Reportagem, Camila Costa