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Ainda desconhecida pela maioria da população, Bahia registra cerca de 2 mil novos casos ao ano

Só em 2017 foram registrados 2.225 casos novos da de Hanseníase na Bahia

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Um agente de saúde trabalha todos os dias para prevenir doenças e levar informação a várias famílias de uma comunidade. Mas ele também pode adoecer. É o caso, por exemplo, de Roberto Carlos Rezende da Silva, de 55 anos, um dos milhares de agentes que atua na Bahia. Há mais de dez anos, ele trabalha com um grupo de autocuidado para pacientes com hanseníase em Camaçari. Apesar da experiência profissional na área, Roberto se mostrou surpreso ao descobrir que havia sido infectado pelo bacilo que causa a doença.

“Eu já estava lidando com essa patologia há muito tempo junto com o pessoal do grupo. Incentivando a se cuidar, procurar uma unidade, a tomar a medicação. Enfim, dando aquele estímulo para as pessoas. E até então, eu nunca imaginava que eu pudesse um dia contrair a hanseníase. Em um primeiro momento veio na minha cabeça, ‘ah, qualquer um pode ter (hanseníase), eu que tenho orientação, não’, e aí foi ledo engano. Quem descobriu a mancha foi minha esposa, e aí eu fui investigar e eu comecei a não sentir a sensibilidade normal. Foi aí que eu fui, procurei a equipe médica e fiz os exames e aí detectamos a hanseníase”.

O curioso é que, provavelmente, Roberto não foi infectado por um de seus pacientes. A doença é bacteriana e pode ser transmitida através de fluidos e secreções das vias respiratórias, mas não é transmitida por quem faz o tratamento corretamente, como no caso das pessoas com quem o agente tem contato no grupo. Isso quer dizer que Roberto foi infectado por alguma pessoa que tem hanseníase, que não se tratou e faz parte de seu convívio próximo.

Os números revelam que a doença ainda é uma realidade na Bahia. Só em 2017, foram registrados 2.225 casos novos da doença. De acordo com a sanitarista do Grupo Técnico de Hanseníase da Secretaria de Saúde da Bahia, Cristiane Ribeiro, é necessário estar atento aos sinais e sintomas para garantir um diagnóstico precoce e, assim, poder curar o paciente com tratamento correto.  

“A gente está sempre incentivando para que o quanto antes faça o diagnóstico, melhor o prognóstico do paciente para que esse paciente não venha ter perda de capacidade. Já que a doença é crônica, ela é progressiva, então o quanto antes a gente diagnosticar e tratar, melhor para esse paciente.” 

O importante é ficar atento aos sinais e sintomas do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha na pele em que você observe a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.
 

Agência do Rádio



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LOC.: Um agente de saúde trabalha todos os dias para prevenir doenças e levar informação a várias famílias de uma comunidade. Mas ele também pode adoecer. É o caso, por exemplo, de Roberto Carlos Rezende da Silva, de 55 anos, um dos milhares de agentes que atua na Bahia. Há mais de dez anos, ele trabalha com um grupo de autocuidado para pacientes com hanseníase em Camaçari. Apesar da experiência profissional na área, Roberto se mostrou surpreso ao descobrir que havia sido infectado pelo bacilo que causa a doença.

TEC./SONORA: Roberto Carlos, agente de saúde, 55 anos. 

“Eu já estava lidando com essa patologia há muito tempo junto com o pessoal do grupo. Incentivando a se cuidar, procurar uma unidade, a tomar a medicação. Enfim, dando aquele estímulo para as pessoas. E até então, eu nunca imaginava que eu pudesse um dia contrair a hanseníase. Em um primeiro momento veio na minha cabeça, ‘ah, qualquer um pode ter (hanseníase), eu que tenho orientação, não’, e aí foi ledo engano. Quem descobriu a mancha foi minha esposa, e aí eu fui investigar e eu comecei a não sentir a sensibilidade normal. Foi aí que eu fui, procurei a equipe médica e fiz os exames e aí detectamos a hanseníase”.

LOC.: O curioso é que, provavelmente, Roberto não foi infectado por um de seus pacientes. A doença é bacteriana e pode ser transmitida através de fluidos e secreções das vias respiratórias, mas não é transmitida por quem faz o tratamento corretamente, como no caso das pessoas com quem o agente tem contato no grupo. Isso quer dizer que Roberto foi infectado por alguma pessoa que tem hanseníase, que não se tratou e faz parte de seu convívio próximo.

Os números revelam que a doença ainda é uma realidade na Bahia. Só em 2017, foram registrados 2.225 casos novos da doença. De acordo com a sanitarista do Grupo Técnico de Hanseníase da Secretaria de Saúde da Bahia, Cristiane Ribeiro, é necessário estar atento aos sinais e sintomas para garantir um diagnóstico precoce e, assim, poder curar o paciente com tratamento correto.  
 

TEC./SONORA: Cristiane Ribeiro, sanitarista do GT de Hanseníase.  

“A gente está sempre incentivando para que o quanto antes faça o diagnóstico, melhor o prognóstico do paciente para que esse paciente não venha ter perda de capacidade. Já que a doença é crônica, ela é progressiva, então o quanto antes a gente diagnosticar e tratar, melhor para esse paciente.” 
 

LOC.: O importante é ficar atento aos sinais e sintomas do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha na pele em que você observe a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.