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ALAGOAS: Lista de espera estadual por transplante tem maior demanda por rim

Em Alagoas, 542 pacientes compõem a lista de espera. A maior demanda, no estado, é para o transplante de rim

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Créditos: Ministério da Saúde

Mais de 45 mil pessoas esperam por um transplante de órgão no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Em Alagoas, 542 pacientes compõem a lista de espera. A maior demanda, no estado, é para o transplante de rim. Duzentas e oitenta e uma pessoas esperam pelo órgão. Já 257 pacientes aguardam por córneas.

De janeiro a agosto de 2019, 38 transplantes foram realizados: 29 de córnea, cinco de rim e quatro de coração, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. 

Um dos desafios locais é diminuir a recusa de familiares em autorizar a doação dos órgãos de parentes com o diagnóstico de morte encefálica. O índice, segundo a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, chegou a atingir quase 75%, em 2016. A taxa atual é de 44%. A gestora atribui tal queda a campanhas de conscientização. Nessas ações, técnicos da central ressaltam a necessidade de os doadores em potencial tornarem público o desejo para parentes e pessoas próximas. 

Daniela Ramos frisa que a doação de órgãos “salva a vida” dos receptores e, também, de seus familiares. “Quando um transplante é feito, não só o paciente é salvo, mas também toda sua família. Imagina uma pessoa que precisa estar na máquina de hemodiálise três vezes por semana. O transplante devolve qualidade de vida tanto para essa pessoa que precisa do órgão quanto para seus familiares”, lembra a coordenadora. 

E um transplante de fígado não só devolveu qualidade de vida à moradora de Olho D’água das Flores, Kécia Carla, de 39 anos. O procedimento realizado em São Paulo, em 2003, representou um recomeço à enfermeira que sofria com uma hepatite autoimune.

“Acho que é uma coisa que eu nunca vou conseguir agradecer. Sem a doação, eu nem estaria aqui. Sei que, às vezes, é difícil para um pai, uma mãe, terem que dizer ‘sim’ (para a doação), porque ninguém quer perder. Mas ninguém vai perder e, sim, salvar outras vidas", relatou Kécia.

O Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Foram 13.263 transplantes neste ano, contra 13.291 do ano passado. O balanço do período apontou crescimento de transplantes considerados mais complexos. Os de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. Também tiveram aumento os de pâncreas rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes.

O país é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

A Central de Transplantes de Alagoas fica em Maceió, no anexo do Hospital Geral do Estado, na Avenida Siqueira Campos. A unidade promove a inscrição de potenciais receptores de órgãos específicos. Você pode entrar em contato pelo telefone (82) 3376-8186. Repetindo: (82) 3376-8186. A vida continua.
Doe órgãos. Converse com sua família. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/doacaodeorgaos.
 

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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LOC.: Mais de 45 mil pessoas esperam por um transplante de órgão no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Em Alagoas, 542 pacientes compõem a lista de espera. A maior demanda, no estado, é para o transplante de rim. Duzentas e oitenta e uma pessoas esperam pelo órgão. Já 257 pacientes aguardam por córneas.

De janeiro a agosto de 2019, 38 transplantes foram realizados: 29 de córnea, cinco de rim e quatro de coração, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. 

Um dos desafios locais é diminuir a recusa de familiares em autorizar a doação dos órgãos de parentes com o diagnóstico de morte encefálica. O índice, segundo a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, chegou a atingir quase 75%, em 2016. A taxa atual é de 44%. A gestora atribui tal queda a campanhas de conscientização. Nessas ações, técnicos da central ressaltam a necessidade de os doadores em potencial tornarem público o desejo para parentes e pessoas próximas. 

Daniela Ramos frisa que a doação de órgãos “salva a vida” dos receptores e, também, de seus familiares.
 

“Quando um transplante é feito, não só o paciente é salvo, mas também toda sua família. Imagina uma pessoa que precisa estar na máquina de hemodiálise três vezes por semana. O transplante devolve qualidade de vida tanto para essa pessoa que precisa do órgão quanto para seus familiares.”

LOC.: E um transplante de fígado não só devolveu qualidade de vida à moradora de Olho D’água das Flores, Kécia Carla, de 39 anos. O procedimento realizado em São Paulo, em 2003, representou um recomeço à enfermeira que sofria com uma hepatite autoimune.

“Acho que é uma coisa que eu nunca vou conseguir agradecer. Sem a doação, eu nem estaria aqui. Sei que, às vezes, é difícil para um pai, uma mãe, terem que dizer ‘sim’ (para a doação), porque ninguém quer perder. Mas ninguém vai perder e, sim, salvar outras vidas.”

LOC.: O Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Foram 13.263 transplantes neste ano, contra 13.291 do ano passado. O balanço do período apontou crescimento de transplantes considerados mais complexos. Os de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. Também tiveram aumento os de pâncreas rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes.

O país é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

A Central de Transplantes de Alagoas fica em Maceió, no anexo do Hospital Geral do Estado, na Avenida Siqueira Campos. A unidade promove a inscrição de potenciais receptores de órgãos específicos. Você pode entrar em contato pelo telefone (82) 3376-8186. A vida continua.

Doe órgãos. Converse com sua família. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/doacaodeorgaos.