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Alagoas reforça orientação a agentes de saúde para facilitar diagnóstico de hanseníase

Somente em 2018, estado registrou 334 casos novos de hanseníase, 50% deles na forma mais avançada da doença

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Créditos: Ministério da Saúde

Uma manchinha no cotovelo. Foi assim que tudo começou para a alagoana Janaína Santos Silva, de 33 anos. A confeiteira chegou a procurar uma equipe médica, mas por um tempo, a suspeita e o tratamento eram de uma micose comum. Sem resultado, ela fez um teste e foi diagnosticada com hanseníase. Ao iniciar o tratamento, mais uma novidade: Janaína estava com um tipo raro da doença, que fez com seu corpo reagisse a todos os medicamentos, intensificando de forma agressiva a quantidade de lesões na pele.

“Pra mim não era nada, né? Aparentemente era uma manchinha só que eu ia passar a medicação e ia sarar. Mas não foi assim. Ao iniciar o tratamento, eu tive todas as reações possíveis que uma pessoa hansênica pode ter. Eu comecei a ter náuseas, comecei a ter diarreia, comecei a perder peso... Quando eu comecei a tomar o medicamento eu tinha três lesões, após cinco ou seis dias de medicação tomada, eu já tinha 90% do meu corpo tomado por lesões.”

A forma mais agressiva da hanseníase é a virchowiana, exatamente a que afetou Janaína. Nessa fase, as altas cargas do bacilo têm passagem livre por todos os tecidos, uma vez que o sistema imunológico está muito fraco. 

Créditos: Ministério da Saúde

Somente em 2018, Alagoas registrou 334 casos novos de hanseníase, 50% deles na forma mais avançada da doença. Por isso, com o objetivo de intensificar o preparo médico no diagnóstico da infecção ainda na fase inicial, a Secretaria de Saúde Estadual realizou, em janeiro, atividades e orientações para os profissionais de Saúde. Quem detalha as ações é a assessora técnica da Gerência e Controle das Doenças Transmissíveis, Rafaela Siqueira Campos.

“Com os profissionais, a gente também focou nisso, focou na questão do diagnóstico. Como realizar esse diagnóstico? Focado muito na avaliação da mancha, no exame da mancha, que é com relação à avaliação térmica, tátil e dolorosa. Como um profissional deve realizar isso? Então, na verdade, foi um treinamento muito focado nisso, porque no nosso dia a dia a gente percebe que é uma grande dificuldade para os profissionais da atenção básica. Mais de 50% dos nossos casos são diagnosticados, infelizmente, na forma multibacilar, que a gente já considera como um diagnóstico tardio, o ideal era que fosse diagnosticado na forma paucibacilar ainda”.

A hanseníase é uma doença crônica que atinge os nervos, retira a sensibilidade da pele e pode até atrofiar membros. Os sintomas são pequenas manchas que se espalham pelo corpo e ficam insensíveis ao toque, à sensações de calor ou frio ou até mesmo de dor. Mesmo sendo uma das doenças mais antigas do mundo, a hanseníase ainda hoje atinge mais de 150 países. A transmissão acontece por contato prolongado com fluidos orais, como, por exemplo, gotículas de saliva. 

Por isso, o importante mesmo é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha que tenha a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, ao calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações acesse saúde.gov.br/hanseníase

Créditos: Ministério da Saúde

Agência do Rádio



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LOC.: Uma manchinha no cotovelo. Foi assim que tudo começou para a alagoana Janaína Santos Silva, de 33 anos. A confeiteira chegou a procurar uma equipe médica, mas por um tempo, a suspeita e o tratamento eram de uma micose comum. Sem resultado, ela fez um teste e foi diagnosticada com hanseníase. Ao iniciar o tratamento, mais uma novidade: Janaína estava com um tipo raro da doença, que fez com seu corpo reagisse a todos os medicamentos, intensificando de forma agressiva a quantidade de lesões na pele.
 

“Pra mim não era nada, né? Aparentemente era uma manchinha só que eu ia passar a medicação e ia sarar. Mas não foi assim. Ao iniciar o tratamento, eu tive todas as reações possíveis que uma pessoa hansênica pode ter. Eu comecei a ter náuseas, comecei a ter diarreia, comecei a perder peso... Quando eu comecei a tomar o medicamento eu tinha três lesões, após cinco ou seis dias de medicação tomada, eu já tinha 90% do meu corpo tomado por lesões.”

LOC.: A forma mais agressiva da hanseníase é a virchowiana, exatamente a que afetou Janaína. Nessa fase, as altas cargas do bacilo têm passagem livre por todos os tecidos, uma vez que o sistema imunológico está muito fraco. 

Somente em 2018, Alagoas registrou 334 casos novos de hanseníase, 50% deles na forma mais avançada da doença. Por isso, com o objetivo de intensificar o preparo médico no diagnóstico da infecção ainda na fase inicial, a Secretaria de Saúde Estadual realizou, em janeiro, atividades e orientações para os profissionais de Saúde. Quem detalha as ações é a assessora técnica da Gerência e Controle das Doenças Transmissíveis, Rafaela Siqueira Campos.
 

“Com os profissionais, a gente também focou nisso, focou na questão do diagnóstico. Como realizar esse diagnóstico? Focado muito na avaliação da mancha, no exame da mancha, que é com relação à avaliação térmica, tátil e dolorosa. Como um profissional deve realizar isso? Então, na verdade, foi um treinamento muito focado nisso, porque no nosso dia a dia a gente percebe que é uma grande dificuldade para os profissionais da atenção básica. Mais de 50% dos nossos casos são diagnosticados, infelizmente, na forma multibacilar, que a gente já considera como um diagnóstico tardio, o ideal era que fosse diagnosticado na forma paucibacilar ainda”.

LOC.: A hanseníase é uma doença crônica que atinge os nervos, retira a sensibilidade da pele e pode até atrofiar membros. Os sintomas são pequenas manchas que se espalham pelo corpo e ficam insensíveis ao toque, à sensações de calor ou frio ou até mesmo de dor. Mesmo sendo uma das doenças mais antigas do mundo, a hanseníase ainda hoje atinge mais de 150 países. A transmissão acontece por contato prolongado com fluidos orais, como, por exemplo, gotículas de saliva. 

Por isso, o importante mesmo é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha que tenha a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, ao calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações acesse saúde.gov.br/hanseníase.