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Alto índice de infestação pelo mosquito da dengue é motivo de alerta para população de Inajá (PE)

Gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, explica que armazenamento inadequado de água nas casas e período chuvoso contribuem proliferação do Aedes aegypti

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Foto: Ministério da Saúde

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, o número de casos notificados das arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou em 2019. Até setembro, o estado registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito, o LIRAa, desde 2016, o município Inajá está em situação de risco para o surto das três doenças transmitidas pelo vetor. Divulgado em abril deste ano, o índice do município foi de 9%. A classificação do Ministério da Saúde indica que, para estar em condições satisfatórias, o município deve apresentar índice inferior a 1%.

Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, entre os fatores que contribuem para esse resultado estão o armazenamento inadequado de água, bem como o período chuvoso, que é propício para a proliferação do mosquito. A gerente de Vigilância das Arboviroses destaca a importância do cuidado constante para evitar focos do mosquito. 

“Peço à população para ver quintais, o acúmulo de água – seja da chuva ou em caixa d’água que não esteja coberta. Que tenha esse cuidado, junto com os profissionais de saúde, para gente combater esses mosquitos que trazem tantas doenças. É um mosquito pequeno, mas que traz doenças grandes e que podem ser fatais.”

Fazer essa verificação pelo menos uma vez por semana dentro de casa pode evitar que casos como da supervisora comercial Mônica Vieira, de 37 anos, e da aposentada Maria Vilma de Araújo Gomes, de 72 anos, se repitam. Mônica é paulista, mas todos os anos vai à Inajá para visitar os pais que moram no município. Em uma das visitas, enquanto estava de férias, a supervisora comercial foi acometida pela dengue. Ela relata como se sentiu.

“Iniciei com febre, dor no corpo e ficou de uma maneira bastante difícil de lidar, por conta do mal-estar, das náuseas, fadiga... É uma sensação absurda que eu não desejo para ninguém. Não conseguia me locomover. Tudo me gerava um mal-estar, uma inquietação, que eu não conseguia me controlar. É uma coisa muito forte mesmo.”

Outra vítima da picada do Aedes aegypti foi a aposentada Maria Vilma. A moradora do centro de Inajá teve chikungunya há pouco mais de dois anos. Mãe de quatro filhos, ela afirma que precisava da ajuda deles para realizar ações rotineiras, como tomar banho e se levantar. Ela conta alguns dos sintomas que teve.

“Dor de cabeça, febre, dor no corpo, principalmente nas articulações, nas juntas. É a pior doença que já tive até hoje na minha vida. Eu vou dizer: é muita dor no corpo. Vão fazer três anos e eu não fiquei totalmente boa. Eu não desejo uma doença dessa ao meu maior inimigo.”

Créditos: Ministério da Saúde

Como os sintomas da dengue, zika e chikungunya são muito parecidos no início – febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, náusea, manchas vermelhas no corpo –, é importante procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados. É o que recomenda a gerente de Vigilância das Arboviroses, Claudenice Pontes.

“Essas arboviroses além de terem, no início, sintomas parecidos, também podem ser confundidas com outros tipos de viroses. Mas, na dúvida, o ideal é sempre pensar na possibilidade de ser arbovirose. Evitar algum medicamento que possa provocar um processo hemorrágico e hidratar. Beber bastante água nesse período. Hidrate bastante no período em que estiver com a sintomatologia.”

Fique atento e fiscalize todos os locais que possam acumular água parada independente da época do ano, pois os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver no meio ambiente por mais de um ano, bastando pouca quantidade de água para que haja a eclosão das larvas. Proteja sua família. Lembre-se que o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

Agência do Rádio



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LOC.: Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, o número de casos notificados das arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou em 2019. Até setembro, o estado registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito, o LIRAa, desde 2016, o município Inajá está em situação de risco para o surto das três doenças transmitidas pelo vetor. Divulgado em abril deste ano, o índice do município foi de 9%. A classificação do Ministério da Saúde indica que, para estar em condições satisfatórias, o município deve apresentar índice inferior a 1%.

Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, entre os fatores que contribuem para esse resultado estão o armazenamento inadequado de água, bem como o período chuvoso, que é propício para a proliferação do mosquito. A gerente de Vigilância das Arboviroses destaca a importância do cuidado constante para evitar focos do mosquito. 
 

"A gente precisa sempre estar olhando nossos quintais, jardins e até os locais que nós precisamos armazenar água. Se está armazenada adequadamente, bem fechadinha para que não permita a entrada do mosquito e se nos nossos jardins e quintais se tem algum tipo de depósito, para quando vier a chuva, porque isso é uma situação muito boa para a proliferação do mosquito. Sempre estar atento para esses pequenos depósitos e se possível eliminá-los".

LOC.: Fazer essa verificação pelo menos uma vez por semana dentro de casa pode evitar que casos como da supervisora comercial Mônica Vieira, de 37 anos, e da aposentada Maria Vilma de Araújo Gomes, de 72 anos, se repitam. Mônica é paulista, mas todos os anos vai à Inajá para visitar os pais que moram no município. Em uma das visitas, enquanto estava de férias, a supervisora comercial foi acometida pela dengue. Ela relata como se sentiu.

“Iniciei com febre, dor no corpo e ficou de uma maneira bastante difícil de lidar, por conta do mal-estar, das náuseas, fadiga... É uma sensação absurda que eu não desejo para ninguém. Não conseguia me locomover. Tudo me gerava um mal-estar, uma inquietação, que eu não conseguia me controlar. É uma coisa muito forte mesmo.”

LOC.: Outra vítima da picada do Aedes aegypti foi a aposentada Maria Vilma. A moradora do centro de Inajá teve chikungunya há pouco mais de dois anos. Mãe de quatro filhos, ela afirma que precisava da ajuda deles para realizar ações rotineiras, como tomar banho e se levantar. Ela conta alguns dos sintomas que teve.

“Dor de cabeça, febre, dor no corpo, principalmente nas articulações, nas juntas. É a pior doença que já tive até hoje na minha vida. Eu vou dizer: é muita dor no corpo. Vão fazer três anos e eu não fiquei totalmente boa. Eu não desejo uma doença dessa ao meu maior inimigo.”

LOC.: Como os sintomas da dengue, zika e chikungunya são muito parecidos no início – febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, náusea, manchas vermelhas no corpo –, é importante procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados. É o que recomenda a gerente de Vigilância das Arboviroses, Claudenice Pontes.

“Essas arboviroses além de terem, no início, sintomas parecidos, também podem ser confundidas com outros tipos de viroses. Mas, na dúvida, o ideal é sempre pensar na possibilidade de ser arbovirose. Evitar algum medicamento que possa provocar um processo hemorrágico e hidratar. Beber bastante água nesse período. Hidrate bastante no período em que estiver com a sintomatologia.”

 LOC.: Fique atento e fiscalize todos os locais que possam acumular água parada independente da época do ano, pois os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver no meio ambiente por mais de um ano, bastando pouca quantidade de água para que haja a eclosão das larvas. Proteja sua família. Lembre-se que o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.