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Aluno do SENAI de Bauru pode estar na WorldSkills

Lucas Gomes passa por um período de treinamento para o torneio, que ocorre no mês de agosto em Kazan, na Rússia.

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Lucas Gomes se classificou para a etapa de treinamentos em Brasília (DF), quando ficou em 1º lugar na modalidade "Aplicação de Revestimentos Cerâmicos" / Foto: reprodução CNI

Por Pedro Marra

Em 2015, São Paulo (SP) recebeu a WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo. Nessa época, Lucas Gomes, 19 anos, participou da competição apenas como telespectador e aluno do curso técnico de mecânica de usinagem pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Bauru (SP), escola João Martins Coube, no qual se formou no ano seguinte. De 2017 a 2018, Lucas adicionou o curso de automóveis ao currículo. Quando terminou, emendou o aprendizado no curso de pedreiro eclético, também pelo SENAI. Hoje, ele disputa uma vaga pela ocupação "aplicação de revestimentos cerâmicos" na equipe brasileira que vai para a 45ª edição do mundial em Kazan, na Rússia. O torneio ocorre entre os dias 22 e 27 de agosto na cidade europeia.

Desde o dia 13 de janeiro, Lucas está no período de treinamentos para a WorldSkills em Brasília (DF). Mas a trajetória dele como competidor vem desde quando o jovem ganhou a etapa escolar, em janeiro de 2016. Em dezembro de 2017, ele levou o 1º lugar na etapa estadual, onde disputou na própria escola. Na etapa nacional, ele competiu em Brasília duas vezes, em junho e em dezembro, quando precisou se classificar no desempate. O jovem se orgulha de representar a escola no torneio.

"Todas essas pessoas que participaram e conseguiram medalha são muito bem vistas no mercado de trabalho. E eu queria isso para mim também. Então eu entrei e vi que a Olimpíada era uma parte boa e transformar profissionais e os deixava os melhores do mundo. Eu queria isso para mim. Não só isso, como também por ser uma competição. Eu gosto muito de competir", conta.

Lucas acredita que o aprendizado que teve nos cursos do SENAI deve ajudá-lo no mundial. “Durante a prova, os conhecimentos que me ajudam são principalmente a matemática. Nos cursos que eu realizei no SENAI, sempre tiveram matemática aplicada e de modo geral. Então eu consigo ter um desenvolvimento muito rápido na hora de realizar os cálculos. Isso me ajuda bastante”, afirma.

Lucas Gomes deve competir na WorldSkills pela ocupação "Aplicação de Revestimentos Cerâmicos"

Forte exigência

Com sete edições de WorldSkills como expert no currículo, Paulo Villiger é o consultor do departamento nacional do SENAI no torneio. Ele participa da competição na função de treinador desde 1997, na Suíça até a última experiência em 2017, quando foi para a edição de Dubai, nos Emirados Árabes.

Para ele,os competidores precisam ter capacitação noutras áreas também devido ao maior nível de exigência. “O nível de exigência é muito maior, então a gente começa a exigir mais em termos de conhecimento. Fazer com que eles busquem capacitação em outras áreas e ampliem os horizontes de conhecimento deles”, analisa Villiger. 

O gerente de Olimpíadas e Concursos do SENAI, José Luis Gonçalves Leitão, conta como é organizado período de treinamento dos competidores. “Eles são treinados durante esse período que vão estar em Brasília. Temos mais centros de treinamento sem ser em Brasília. Temos um centro de treinamento em Porto Alegre (RS), em Joinville (SC), temos um em Belo Horizonte (MG), um em Belém (PA) e temos os três em Brasília (DF): Taguatinga, Gama e no Setor de Indústrias Gráficas. Esses 57 (competidores) do SENAI serão distribuídos nesses centros, sendo que a maioria está em Brasília. Um vai para Belém, um para Porto Alegre e quatro profissões em Joinville”, diz.

Ainda segundo José, a fase de treinamento prevê alimentação, hospedagem e transporte local para todos os competidores. “A primeira questão é que eles têm que ter consciência do desenvolvimento técnico, de desenho técnico, de metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto, de processos. Tudo isso é trabalhado dentro das habilidades que cada uma das profissões tem”, esclarece.

Lucas durante treinamento para a WorldSkills em Kazan, na Rússia / Foto: arquivo pessoal

Conheça a WorldSkills

A WorldSkills é realizada a cada dois anos com os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul.  Eles disputam medalhas em modalidades de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Os competidores precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas para concluírem os desafios de suas ocupações dentro de seis horas.

Se ganhar uma vaga na equipe brasileira, durante os quatro dias de competição, ele e os demais competidores terão até 22 horas para entregarem o projeto. Nas 18 participações brasileiras, o país conquistou 136 medalhas. Em 2015, o Brasil atingiu a melhor participação da história, em São Paulo. Com 27 medalhas, a equipe ficou em primeiro no ranking por países.
 

Pedro Marra

O jovem jornalista chegou à redação recém-formado e compõe a nossa equipe desde 2018. Com a experiência de ter sido repórter de esportes e cidades no Jornal de Brasília, suas pautas preferidas são educação e investigação.


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Após assistir a WorldSkills 2015 em São Paulo (SP), o aluno do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Lucas Gomes, de 19 anos, criou o desejo de também estar naquele torneio. Ele viu de perto a maior competição de educação profissional do mundo. No ano seguinte, ele se formou no curso técnico de mecânica de usinagem pelo SENAI de Bauru (SP), escola João Martins Coube, no qual se formou no ano seguinte. De 2017 a 2018, Lucas adicionou o curso de automóveis ao currículo. Quando terminou, emendou o aprendizado no curso de pedreiro eclético, também pelo SENAI. Hoje, ele disputa uma vaga na equipe brasileira que vai para a 45ª edição do mundial em Kazan, na Rússia, que ocorre entre os dias 22 e 27 de agosto.

Desde o dia 13 de janeiro, Lucas está no período de treinamentos para a WorldSkills em Brasília (DF). Mas antes, o jovem ganhou a etapa escolar, em janeiro de 2016. Na estadual, que ocorreu em dezembro de 2017, ele garantiu o 1º lugar na própria escola. Na etapa nacional, ele competiu em Brasília duas vezes, em junho e em dezembro, quando precisou se classificar no desempate. O jovem se orgulha de representar a escola no torneio.
 

"Todas essas pessoas que participaram e conseguiram medalha são muito bem vistas no mercado de trabalho. E eu queria isso para mim também. Então eu entrei e vi que a Olimpíada era uma parte boa e transformar profissionais e os deixava os melhores do mundo. Eu queria isso para mim. Não só isso, como também por ser uma competição. Eu gosto muito de competir.”

Com sete edições de WorldSkills como expert no currículo, Paulo Villiger é o consultor do departamento nacional do SENAI no torneio. Participante da competição como treinador expert desde 1997, na Suíça, ele acredita que os jovens precisarão ter foco durante as provas.

“Você tem durante a competição uma série de coisas que devem ser executadas em tempos bastante estreitos, bastante curtos. Então a concentração, a confiança e toda uma parte motivacional e organizacional também precisam ser trabalhadas. Então não existe só o aspecto técnico.”

A WorldSkills é realizada a cada dois anos com os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul.  Eles disputam medalhas em modalidades de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Caso Lucas ganhar uma vaga na equipe brasileira, durante os quatro dias de competição, ele e os demais competidores terão 22 horas para entregar o projeto concluído. Nas 18 participações brasileiras, o país conquistou 136 medalhas. Em 2015, o Brasil atingiu a melhor participação da história, em São Paulo. Com 27 medalhas, a equipe terminou o ranking por países em 1º lugar.

Reportagem, Pedro Marra