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Alunos da Escola Municipal de Curitiba vão para etapa nacional do Torneio de Robótica, no Rio de Janeiro

Alunos da Escola Municipal Coronel Durival Brito e Silva vão participar da etapa nacional do Torneio de Robótica, no Rio de Janeiro

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Equipe de robótica da Escola Municipal Coronel Durival Brito e Silva

Veterana nas competições, a equipe de robótica da Escola Municipal Coronel Durival Brito e Silva, de Curitiba, estará na final do Torneio de Robótica First Lego League, que será realizada no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 15 e 17 de março. O time formado por dez alunos, entre 12 e 15 anos, vai disputar ao lado de outras nove equipes do Paraná. Ao todo, participarão 75 equipes de diversos estados do Brasil. 

A equipe, que recebeu o nome de Conectados, existe desde 2009 e já na estreia, venceu o torneio daquele ano, que tinha como tema as conexões climáticas. A partir daí, tem sido destaque. Em 2016, chegou a ir para os Estados Unidos representar o Brasil na competição internacional. A classificação para a etapa nacional veio no ano passado, durante as regionais, em Curitiba. 

Para esta temporada, com o tema “Into Orbit”, que em inglês significa “no espaço”, os alunos da escola municipal criaram uma pílula para reduzir a ansiedade e melhorar o sono do astronauta. Eles chegaram ao projeto depois de pesquisarem quais as dificuldades que mais surgem nas missões espaciais. 

“O problema que a gente identificou dessa vez foi o estresse que é excessivo e a insônia que o astronauta sofre durante uma viagem espacial. Então, com isso a gente criou uma solução, que seria uma cápsula gelatinosa e dentro tem lavanda seca para ajudar nesse estresse, nessa insônia”, explica a integrante da equipe, Monique Nogueira, 15 anos.  

Por causa da idade, esta é a última participação de Monique na equipe. A estudante conta que mesmo estando fora das próximas competições, pretende continuar no caminho da robótica e ajudar a equipe repassando todo o conhecimento e experiência que adquiriu. “Eu não sei bem a carreira que eu quero seguir, mas robótica é uma coisa que evolui com o tempo, então eu quero estar nesse meio da evolução, de criar coisas novas e fazer descobertas importantes”, afirma.

O objetivo do Torneio da FLL é fazer com que os estudantes ingressem no mundo da ciência e tecnologia de uma forma divertida, a partir da construção e programação de robôs feitos com peças de Lego. A técnica da equipe Conectados, Joselene da Costa Vaz, explica que os alunos são avaliados pelo projeto de pesquisa, construção do robô, cumprimento de missões com o próprio robô e trabalho em equipe. Por isso, segundo a técnica, eles acabam desenvolvendo importantes características.

“Além dessa questão de estarem se autodesenvolvendo, tendo empatia uns com os outros, conversando, interagindo, ajudando o próximo, a maioria dos alunos que saem vão para escolas técnicas, eles vão para cursos de engenharia, então eles conseguem, através da robótica, descobrir uma nova profissão”, explica.

De acordo com Joselene, aa Escola Municipal Coronel Durival Brito e Silva, apesar de a equipe só possuir dez integrantes, todos os alunos estão envolvidos com a robótica. Eles participam de oficinas desde 2004, quando a prefeitura de Curitiba passou a incentivar o projeto nas escolas. 

Crédito: Agência do Rádio Mais

O torneio
O desafio da temporada, “Into Orbit”, explora a temática espacial, envolvendo satélites, comunicação, sobrevivência e aspectos psicológicos em que os astronautas estão sujeitos em uma viagem espacial. Crianças e jovens de 9 a 16 anos podem participar do Torneio de Robótica First Lego League.
 
O Serviço Social da Indústria (SESI), que investe em programas de robótica desde 2006, é o responsável pela realização do torneio no Brasil. Cada equipe deve ter obrigatoriamente dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros. 

Para a gerente de Educação Profissional da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Vanessa Frason, essa experiência fortalece a capacidade de inovação, criatividade e raciocínio lógico dos alunos, além de torna-los competentes para o mundo do trabalho. “O fato de a gente trabalhar com situações da vida real é importante porque vai dar para ele uma noção de como efetivamente as coisas funcionam no mundo real e certamente isso vai facilitar para ele depois, futuramente, uma formação profissional”, ressalta. 

Quer saber mais sobre robótica? Acesse:
http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/
 

Aline Dias

Aline atuou na assessoria do Sindicato dos Empregados no Comércio do Distrito Federal (Sindicom-DF), na Predicato Assessoria de Comunicação, no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Casa Civil. Em sua trajetória, também trabalhou como freelancer na Predicato Assessoria de Comunicação e na Frente Nacional de Prefeitos, durante o IV Encontro do Municípios com o Desenvolvimento Sustentável. Atualmente é repórter da Agência do Rádio Brasileiro.


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A equipe de robótica da Escola Municipal Coronel Durival Brito e Silva, de Curitiba, estará na final do Torneio de Robótica First Lego League. A Conectados existe desde 2009 e já representou o Brasil na competição internacional, nos Estados Unidos. Formado por dez alunos, o time desenvolveu, para esta temporada, uma pílula para reduzir a ansiedade e melhorar o sono do astronauta, como explica a integrante da equipe, Monique Nogueira, 15 anos.

“O problema que a gente identificou dessa vez foi o estresse que é excessivo e a insônia que o astronauta sofre durante uma viagem espacial. Então, com isso a gente criou uma solução, que seria uma cápsula gelatinosa e dentro tem lavanda seca para ajudar nesse estresse, nessa insônia.” 

A gerente de Educação Profissional da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Vanessa Frason, explica que o SESI é o responsável pela realização do torneio no Brasil. Segundo a gerente, a cada ano, são apresentados problemas reais para que os alunos solucionem, como forma de fazê-los se interessarem pelo mundo da ciência e tecnologia.

“A gente traz para esse aluno essa temática da programação, que é uma temática também da teoria STEAM, que liga a parte de engenharia, matemática, física, então traz isso tudo para dentro da sala de aula e o aluno vai fazer esse movimento de programação, de montagem, ele vai trabalhar na prática, desenvolvendo desafios.”

A etapa nacional do Torneio de Robótica da FLL será realizada no Rio de Janeiro (RJ), de 15 a 17 de março.

Reportagem, Aline Dias