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Alunos de Aparecida de Goiânia (GO) criam aplicativo para saúde mental de astronautas

Equipe foi classificada para etapa nacional de Torneio de Robótica organizado pelo SESI, em parceria com a LEGO.

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As viagens espaciais podem ser muito estressantes para os astronautas. Os longos meses longe de casa, da família e de tudo podem causar ansiedade e depressão. Por isso, um grupo de estudantes da escola SESI em Aparecida de Goiânia criou um aplicativo para que os viajantes detectem se estão com a saúde mental em risco. A ideia é que eles possam interagir com a Terra e iniciar um tratamento à distância. 

O projeto, criado pela equipe Robostorm, foi classificado para a final do Torneio de Robótica do SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO. De acordo com o técnico da equipe, professor Frederico Muniz, com o aplicativo, os astronautas receberiam informações com notícias sobre a terra, vídeos da família e enviar materiais que os ajudem a superar as doenças. 

Além da questão de desenvolvimento na pesquisa, o professor conta que  “o envolvimento dos alunos é fantástico. A gente fica muito surpreso porque os alunos que participam do projeto de robótica têm um desenvolvimento em todas as áreas. Não é só cognitivo, mas também de pesquisa, como ser humano, desenvolvimento pessoal”. 

Mesmo após serem classificados, a equipe Robostorm se reúne semanalmente na escola para fazer melhorias no projeto e no robô, que eles precisaram desenvolver para um dos desafios na competição. Os robôs são feitos de pecinhas LEGO, e o objetivo é melhorar a pontuação na etapa nacional, que será em março no Rio de Janeiro. 

Andreina Ferreira, 16 anos, está no terceiro ano do ensino médio. Ela iniciou a trajetória na equipe de robótica em 2016. Já participou de duas temporadas regionais e vai para a primeira nacional. 

“Eu reconheço que se não fosse a robótica eu não teria o rendimento que eu tenho hoje. Porque ela ajuda a gente a desenvolver aspectos cognitivos diferentes. A gente tem um aprendizado muito maior, uma vontade de querer aprender as coisas muito maior”, conta Andreina orgulhosa. 

Torneio de Robótica

No início de 2018, a empresa LEGO em parceria com o SESI desafiou estudantes das escolas brasileiras com o tema “Into Orbit”. A ideia era que cada equipe inscrita no torneio de robótica pudesse desenvolver alternativas que ajudassem no bem-estar de astronautas e em pesquisas espaciais. 

Entre outubro e dezembro do ano passado, foram realizadas etapas regionais para selecionar as melhores propostas e trabalhos. Os alunos escolhidos vão participar da etapa nacional entre 15 e 17 de março. Os melhores colocados podem garantir uma vaga no torneio mundial em Houston, nos Estados Unidos. 

A diretora de Educação e Tecnologia do SENAI em Goiás, Ivone Moreyra, defende que essa é uma maneira de ajudar os alunos a saírem da zona de conforto e abusar da criatividade. Para ela, “é uma ideia maravilhosa poder ver crianças e jovens pensando e organizando, a partir de pecinhas sofisticadas da LEGO (que não são essas que nós vemos nas lojas de brinquedos), a construção de robôs, equipamentos e conhecer a programação. Então eles pensam proposições e resolvem problemas”.

Quer saber mais sobre robótica?
Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/
 

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: Para muita gente, viagem é sinônimo de descanso. Mas para os astronautas que fazem viagens espaciais pode ser muito estressante e acabar gerando ansiedade e depressão. Em resposta a um desafio do Torneio de Robótica organizado pelo SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO, estudantes de Aparecida de Goiânia criaram um aplicativo para identificar sintomas de problemas na saúde mental. 

O técnico da equipe, professor Frederico Muniz, acompanhou e orientou os alunos da equipe, chamada de Robostorm, durante o último ano e está muito realizado com o trabalho. Ele conta que não só na matéria de robótica, mas em todas as outras aulas, os participantes do torneio se destacaram e aprenderam muito.
 

TEC./SONORA:  Frederico Muniz, professor 

“O envolvimento dos alunos é fantástico. A gente fica muito surpreso porque os alunos que participam do projeto de robótica têm um desenvolvimento em todas as áreas. Não é só cognitivo, mas também de pesquisa, como ser humano, desenvolvimento pessoal. É diferente mesmo.” 
 

LOC.: Os alunos da equipe foram classificados para a etapa nacional do torneio, que será em março no Rio de Janeiro. Eles foram escolhidos em novembro, na etapa regional que foi realizada em Goiânia, e desde então se reúnem semanalmente para fazer melhorias no projeto e no robô criado com peças LEGO. 

Andreina Ferreira tem 16 anos e está no terceiro ano do ensino médio. Mas a história dela com a robótica já é antiga. Ela participou nos últimos dois torneios regionais, e agora no terceiro está realizando o sonho de chegar à nacional.

TEC./SONORA:  Andreina Ferreira, estudante
 
“Eu, como aluna do terceiro ano que tenho muito mais coisas para fazer, reconheço que se não fosse a robótica eu não teria o rendimento que eu tenho hoje. Porque a robótica, querendo ou não, ajuda a gente a desenvolver aspectos cognitivos diferentes. A gente tem um aprendizado muito maior, uma vontade de querer aprender as coisas muito maior, porque a gente produz o que a gente colhe.”

LOC.: A final do Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League será entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. Os alunos que forem selecionados, serão finalistas do torneio de robótica em Houston, nos Estados Unidos. 

Reportagem, Sara Rodrigues