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Alunos de Birigui disputam nacional de robótica

Equipe Big Bang usa teatro para se apresentar na competição. A exigência principal são boas ideias para o espaço sideral, tema desta temporada

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Em 2017, a equipe Big Bang SESI Birigui conquistou o torneio nacional SESI de robótica First Lego League / Foto: divulgação CNI

Por Pedro Marra

Uma equipe que estuda muito até achar uma solução final para os desafios. Essa é a marca da Big Bang, a equipe do Serviço Social da Indústria (SESI) de Birigui (SP). Eles disputarão o tricampeonato na etapa nacional do Torneio SESI de Robótica First Lego League após ganharem a competição em 2015 e em 2017. A principal exigência desta temporada 2018/2019 é criar novas ideias para o espaço sideral. A equipe biriguiense estará no evento que ocorre entre os dias 15 e 17 de março no Rio de Janeiro (RJ). 

A classificação na etapa regional veio em novembro de 2018 com o 2º lugar em Presidente Epitácio (SP). O técnico do time, Valter Moreno Júnior, 37 anos, detalha como é feito o trabalho em equipe. “Nós vimos que era uma temporada que trazia um grande desafio. Porque falar sobre problemas físicos e sociais relacionados ao espaço é uma dificuldade. Até para testar o protótipo, pensar em coisas que ainda não funcionam e que ainda não existem para resolver os problemas. Fomos em vários profissionais”, conta. 

Valter acredita que o quanto mais orientação é melhor. “Então é uma equipe que pesquisa muito para poder encontrar uma boa solução. A gente costuma falar 'não vai direto na primeira solução'. Mas antes, sempre pensamos em procurar o suporte de diversos profissionais para poder ser algo que resolva”, explica. 

O time apresenta, nesta temporada, uma peça de teatro com elementos do espaço para ficar mais compreensiva. “A proposta teve astronauta, mas a gente procurou focar em elementos do espaço como estrelas para tornar a apresentação mais lúdica e, ao mesmo tempo, fazer com que as informações sejam facilmente compreendidas pelos juízes”, esclarece.

Fora da zona de conforto

Na opinião do supervisor técnico educacional do SESI-SP, Ivanei Nunes, os jovens entendem que “todos os temas [de cada equipe] tiram da zona de conforto do nosso dia a dia e faz com que os alunos pensem em problemas mais complexos", analisa.

O supervisor acredita que os desafios do torneio ajudam os jovens competidores a refletirem. “Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nas missões espaciais”, comenta Ivanei.

Experiência realmente é uma das marcas da Big Bang. Com o 3º lugar no torneio nacional de robótica do ano passado, a equipe se classificou para a World Festival, que é o maior torneio de Robótica do mundo. A competição ocorreu em abril do ano passado em Houston, nos Estados Unidos, quando a equipe ganhou o desafio do robô. 

Equipe Big Bang do SESI Birigui na World Festival, a “Copa do Mundo da robótica” / Foto: divulgação CNI

Entenda o torneio

Os times devem ter dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores, que são avaliados nas seguintes fases: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; além da Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe.


A temporada 2018/2019 tem o tema “IntoOrbit”, que em inglês significa “na órbita”, mais precisamente no espaço sideral. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real, os mesmos vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros para melhorarem o trabalho feito no espaço.
O torneio foi criado em 1998 pela FIRST - uma organização não governamental - em parceria com o Grupo LEGO. A competição busca incentivar o contato de estudantes com o mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida. Tudo isso, por meio do desenvolvimento de robôs com peças da tecnologia LEGO Mindstorm. Desde 2013, o SESI é a instituição brasileira responsável por organizar as etapas regional e nacional do torneio.

Equipe Big Bang SESI Birigui existe desde 2012 / Foto: arquivo pessoal

Quer saber mais sobre robótica? Acesse:
http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/

Pedro Marra

O jovem jornalista chegou à redação recém-formado e compõe a nossa equipe desde 2018. Com a experiência de ter sido repórter de esportes e cidades no Jornal de Brasília, suas pautas preferidas são educação e investigação.


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Uma equipe que estuda muito até achar uma solução final para os desafios. Essa é a marca da Big Bang, do Serviço Social da Indústria (SESI) aí de Birigui (SP). Eles disputarão o tricampeonato no torneio nacional SESI de robótica. Criada em 2012, a equipe já ganhou a competição em 2015 e em 2017. A principal exigência desta temporada 2018/2019 é criar novas ideias para o espaço sideral. A equipe biriguiense estará no evento que ocorre entre os dias 15 e 17 de março no Rio de Janeiro (RJ). 

A classificação na etapa regional veio em novembro de 2018 com o 2º lugar em Presidente Epitácio (SP). O técnico do time, Valter Moreno Júnior, 37 anos, detalha como é feito o trabalho em equipe.
 

“Nós vimos que era uma temporada que trazia um grande desafio. Porque falar sobre problemas físicos e sociais relacionados ao espaço é uma dificuldade. Até para testar o protótipo, pensar em coisas que ainda não funcionam e que ainda não existem para resolver os problemas. Fomos em vários profissionais”, conta. Então é uma equipe que pesquisa muito para poder encontrar uma boa solução. A gente costuma falar 'não vai direto na primeira solução'. Mas antes, sempre pensamos em procurar o suporte de diversos profissionais para poder ser algo que resolva.” 

Na opinião do supervisor técnico educacional do SESI-SP, Ivanei Nunes, os desafios do torneio ajudam os jovens competidores a refletirem.

“Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nessas missões espaciais.”

No torneio nacional de robótica, os times devem ter dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores, que são avaliados nas seguintes fases: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; além da Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe. O torneio foi criado em 1998 pela FIRST - uma organização não governamental - em parceria com o Grupo LEGO. As peças usadas para o desenvolvimento dos robôs são peças de LEGO, aqueles brinquedos de encaixe. Desde 2013, o SESI é a instituição brasileira responsável por organizar as etapas regional e nacional do torneio.

Reportagem, Pedro Marra