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Alunos de Boituva melhoram vitamina D em astronautas com projeto

A “Legorillaz” levará um protótipo de 1m³, equivalente a uma garrafa de 7 litros, com cogumelos. O Torneio SESI de Robótica ocorre entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro

  • Repórter Pedro Marra
  • Data de publicação: 26 de Fevereiro de 2019, 06:50h
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Equipe Legorillaz durante etapa regional do Torneio SESI de robótica / Foto: arquivo pessoal

Por Pedro Marra


O Torneio SESI de Robótica, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO, ocorre entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro (RJ). A principal exigência às equipes nesta temporada 2018/2019 é criar projetos inovadores para o trabalho no espaço. Com isso, alunos da equipe “Legorillaz” Boituva (SP) apresentarão uma cápsula de 1m³, equivalente a uma garrafa de 7 litros, com cogumelos. O objetivo é impedir a falta de vitamina D em astronautas no espaço, tendo em vista que o alimento é uma importante fonte do nutriente. O técnico do time, Rodrigo Peres, esclarece os motivos para a criação da ideia.


“O projeto vem em cima disso. A ideia seria a criação de cápsulas de 1m³, onde nessa cápsula poderia ser criado até 7,5kg de cogumelos por semana. Mas aí porque o cogumelo? Ele exposto à luz de LED ou até ao sol, consegue fazer a mesma coisa que a nossa pele, absorver os raios solares e transformar em vitamina D. Então ao ingerir o cogumelo, o astronauta também estaria ingerindo vitamina D e não causaria problemas”, explica.

A classificação na etapa regional veio com o 4º lugar em dezembro do ano passado, em Jundiaí. “O interessante é a evolução que a gente vem tendo nos últimos anos. Se a gente for analisar é uma equipe pequena, de uma escola pequena, de uma cidade pequena e que está se classificando pela terceira vez para o nacional: 2017 em Brasília, 2018 em Curitiba e este ano no Rio de Janeiro”, vibra.

A escola Peres Guimarães, de Boituva (SP), possui cerca de 350 alunos. “A gente se reúne praticamente uma vez por semana e mesmo assim ter uma organização que vem surtindo efeito”, conclui Rodrigo.

Equipe Legorillaz durante etapa regional do Torneio SESI de robótica / Foto: arquivo pessoal

Amadurecimento dos jovens

O torneio servirá de grande aprendizado para os jovens competidores, na opinião de Ivanei Nunes, que foi supervisor técnico educacional do SESI-SP. “Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nas missões espaciais”, argumenta.


O supervisor acredita que “todos os temas [de cada equipe] tiram da zona de conforto do nosso dia a dia e faz com que os alunos pensem em problemas mais complexos", finaliza.

O torneio

A temporada 2018/2019 tem o tema IntoOrbit, que em inglês significa “na órbita”, mais precisamente no espaço sideral. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real, os mesmos vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros para melhorarem o trabalho feito no espaço. A competição busca incentivar o contato de estudantes com o mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida

Os times devem ter dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores, que são avaliados nas seguintes fases: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; além da Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe.

O torneio foi criado em 1998 por uma organização não governamental, em parceria com o Grupo LEGO. Tudo isso, por meio do desenvolvimento de robôs com peças da tecnologia LEGO Mindstorm. Desde 2013, o SESI é a instituição brasileira responsável por organizar as etapas regional e nacional do torneio.

Quer saber mais sobre robótica? Acesse:
http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/


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O Torneio SESI de Robótica, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO, ocorre entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. E nesta edição, a principal exigência às equipes é a de criar projetos inovadores para o trabalho no espaço. Pensando nisso, alunos da equipe “Legorillaz” de Boituva (SP) apresentarão uma cápsula de um metro cúbico. O projeto é equivalente a uma garrafa de sete litros, com cogumelos. É isso mesmo que você ouviu! Cogumelos. O objetivo é impedir a falta de vitamina D em astronautas no espaço com o alimento, que é uma importante fonte do nutriente. O técnico do time, Rodrigo Peres, explica os motivos da ideia.

“A ideia seria a criação de cápsulas de 1m³, onde nessa cápsula poderia ser criado até 7,5kg de cogumelos por semana. Mas aí porque o cogumelo? Ele exposto à luz de LED ou até ao sol, consegue fazer a mesma coisa que a nossa pele, absorver os raios solares e transformar em vitamina D. Então ao ingerir o cogumelo, o astronauta também estaria ingerindo vitamina D e não causaria problemas.”

A escola Peres Guimarães, de Boituva, possui cerca de 350 alunos. Alunos esses que ganham muito aprendizado com o torneio de robótica, na opinião de Ivanei Nunes, supervisor técnico educacional do SESI-SP.

“Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nas missões espaciais.”

A temporada 2018/2019 tem o tema IntoOrbit, que em inglês significa “na órbita”, melhor dizendo, no espaço sideral. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real, os mesmos vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros para melhorarem o trabalho feito no espaço. 

Os times devem ter dois treinadores: técnico e mentor; e dois a 10 competidores, que são avaliados nas seguintes fases: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; além da Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe.

O Torneio SESI de Robótica foi criado em 1998, em parceria com o Grupo LEGO. Tudo isso, por meio do desenvolvimento de robôs com aquelas famosas peças de encaixe. Desde 2013, o SESI é a instituição brasileira responsável por organizar as etapas regional e nacional do torneio.

Reportagem, Pedro Marra