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Alunos de Indaiatuba projetam roupa de astronauta anti-radiação solar

A equipe “Bazinga”, de Indaiatuba (SP), criou uma nova roupa para astronautas classificação na etapa regional veio em setembro do ano passado, em Jundiaí (SP). Competição ocorre em março, no Rio de Janeiro (RJ)

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Bazinga vai apresentar roupa anti-radiação solar para astronautas / Foto: arquivo pessoal

Por Pedro Marra


Criar novas ideias para o espaço sideral é o que o Serviço Social da Indústria (SESI) exige de jovens competidores, na temporada 2018/2019 IntoOrbit do Torneio de Robótica organizado pela instituição, em parceria com fabricante de brinquedos LEGO. Pensando nisso, nove integrantes mais um técnico e um mentor da equipe “Bazinga”, de Indaiatuba (SP), criaram uma nova roupa para astronautas. Com a ideia, eles vão buscar uma medalha no torneio nacional, que ocorre de 15 a 17 de março, no Rio de Janeiro (RJ).

A classificação na etapa regional veio em setembro do ano passado, em Jundiaí (SP). O material do uniforme feito pela equipe possui grafeno e dióxido de titânio em sua confecção. Com 10 anos de história, a equipe que já disputou oito competições nacionais e duas internacionais, busca dar mais ‘proteção à roupa dos astronautas’. É o que afirma o técnico do time Leandro Mathias de Oliveira, de 38 anos. 

“O maior problema que eles [astronautas] sofrem fora da órbita seria a questão da radiação solar. Então estamos desenvolvendo uma roupa própria para isso, onde ela vai ter alguns compostos como grafeno e dióxido de titânio que vai deixar mais protegida ainda do que se já tem hoje. O astronauta em si, sofreria menos com isso, diminuindo o risco de câncer e outros problemas que a radiação causa”, explica.

Inicialmente, a equipe tinha à disposição apenas o dióxido de titânio. Não sendo suficiente, requisitou o grafeno a um instituto autorizado a utilizar o componente químico no Brasil. Após acordo para melhorar o protótipo com o novo material, os integrantes apresentarão uma roupa com maior proteção.

“Os alunos acabam aplicando conhecimentos de química como pesquisa e metodologias que são usadas em faculdades em toda a fase da pesquisa. A equipe em si, acaba aplicando conteúdos mais avançados que somente conteúdo escolar”, analisa.

A Bazinga possui 10 anos de história na robótica, e estará mais uma vez no Torneio Nacional SESI da modalidade / Foto: arquivo pessoal

Organização de funções

O aluno de um colégio particular de Indaiatuba, Daniel Timura, de 16 anos, é um dos nove competidores da “Bazinga”. Ele acredita na organização das funções de cada um da equipe para um bom desempenho no torneio nacional.

“Cada um tem uma afinidade. Eu, por exemplo, tenho mais afinidade no robô. Mas isso não impede que eu faça a pesquisa ou dê uma opinião na pesquisa. Não dá para fazer tudo, mas todo mundo tem a sua especialidade. No final dos treinos, normalmente na sexta a gente sempre se reúne e fala o que está fazendo em cada parte. A gente sempre tenta integrar a equipe ao máximo para todo mundo saber o que está acontecendo em cada área”, esclarece.

Daniel exalta o ensino recebido do técnico Leandro. “Uma analogia boa para fazer é que ele não nos dá o peixe, mas nos ensina a pescar. O Leandro não fala 'faz isso', ele dá um caminho para a gente. Não é que ele não quer ensinar, ele quer que a gente aprenda. Com isso, a gente pode aprender muito bem”, opina.

Na opinião do supervisor técnico educacional do SESI-SP, Ivanei Nunes, os jovens entendem que “nessas viagens (espaciais) existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nas missões espaciais”, comenta.

Ivanei acredita que “todos os temas [de cada equipe] tiram da zona de conforto do nosso dia a dia e faz com que os alunos pensem em problemas mais complexos", conclui.

Entenda o torneio

Os times devem ter dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores, que são avaliados nas seguintes fases: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; além da Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe.

A temporada 2018/2019 do Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League tem o tema IntoOrbit, que em inglês significa “na órbita”, mais precisamente no espaço sideral. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real, os mesmos vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros para melhorarem o trabalho feito no espaço. 

Quer saber mais sobre robótica? Acesse:
http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/

Pedro Marra

O jovem jornalista chegou à redação recém-formado e compõe a nossa equipe desde 2018. Com a experiência de ter sido repórter de esportes e cidades no Jornal de Brasília, suas pautas preferidas são educação e investigação.


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Formada por nove alunos de uma escola particular aqui, de Indaiatuba, a equipe “Bazinga” participará do Torneio SESI de Robótica, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO. A competição ocorre de 15 a 17 de março, no Rio de Janeiro. E nesta temporada 2018/2019 da competição, são exigidas novas ideias para o espaço sideral. Pensando nisso, a equipe paulista apresentará o projeto de uma roupa de astronauta com um algo a mais: é feita de grafeno e dióxido de titânio, materiais que aumentariam a proteção do corpo da radiação solar. 

Com 10 anos de história, a equipe que já disputou oito competições nacionais e duas internacionais. Com o projeto da nova roupa, eles pretendem dar mais proteção aos astronautas. É o que explica o técnico do time, de 38 anos, Leandro Mathias de Oliveira. 
 

“O maior problema que eles [astronautas] sofrem fora da órbita seria a questão da radiação solar. Então estamos desenvolvendo uma roupa própria para isso, onde ela vai ter alguns compostos como grafeno e dióxido de titânio que vai deixar mais protegida ainda do que se já tem hoje. O astronauta em si, sofreria menos com isso, diminuindo o risco de câncer e outros problemas que a radiação causa.”

O aluno de um colégio particular de Indaiatuba, Daniel Timura, de 16 anos, é um dos nove competidores da “Bazinga”. Ele acredita na organização das funções de cada um da equipe para realizarem um bom torneio.

“Cada um tem uma afinidade. Eu, por exemplo, tenho mais afinidade no robô. Mas isso não impede que eu saiba da pesquisa ou dê uma opinião na pesquisa. Não dá para fazer tudo, mas todo mundo tem a sua especialidade. E no final dos treinos, normalmente sexta-feira a gente sempre se reúne e fala o que está fazendo em cada parte. A gente sempre tenta integrar a equipe ao máximo para todo mundo saber o que está acontecendo em cada área.”

Na opinião do supervisor técnico educacional do SESI-SP, Ivanei Nunes, os jovens competidores amadurecem ao disputarem o torneio.

“Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nas missões espaciais.”

Os times devem ter dois treinadores: técnico e mentor; e dois a 10 competidores, que são avaliados nas seguintes fases: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; além da Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe. 

Reportagem, Pedro Marra