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Alunos do SESI Luiz Latorre, de Jundiaí (SP), são campeões de torneio nacional de robótica

De 84 grupos, a equipe Jedi’s foi a campeã da etapa nacional e conseguiu o passaporte para a etapa mundial, em Houston

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Foto: arquivo pessoal

A dedicação de oito alunos da Escola SESI Luiz Latorre, de Jundiaí (SP), foi recompensada com o primeiro lugar no Torneio de Robótica organizado pelo SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO, realizado no fim de semana, no Rio de Janeiro. De 84 grupos, a equipe “Jedi’s” foi a campeã da etapa nacional. Com isso, conseguiu o passaporte para a etapa mundial, no World Festival, considerado a Copa do Mundo da Robótica. O campeonato vai ocorrer entre os dias 17 e 20 de abril próximo, na cidade de Houston, nos Estados Unidos.

O Torneio de Robótica FIRST® LEGO® é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de nove a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. Propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO. 

A cada ano, o torneio tem um tema central. Em 2019, a temática foi “Into Orbit”. Os participantes tiveram que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. A equipe “Jedi’s” desenvolveu uma calça que emite impulsos, com o objetivo de reduzir a perda de massa muscular e de densidade óssea durante as missões no espaço. Além de apresentar o trabalho de pesquisa, os alunos foram avaliados ainda em programação e trabalho em equipe.

Para uma das mentoras do grupo, Júlia Leite Batista, 16 anos, um dos grandes desafios foi, justamente, a apresentação do robô. Dentro do torneio, os juízes avaliam o desempenho das equipes em cerca de 19 missões. Uma delas é o funcionamento de um robô, todo programado com as peças de LEGO. O robô precisa ser autônomo e executar uma tarefa, em 30 segundos. Mesmo com algumas variações dentro da apresentação, os “Jedi’s” concluíram perfeitamente a missão. “A gente estava treinando para isso. Nossa meta era o primeiro lugar. A gente foi com essa intenção. Na hora, sempre dá um nervoso. Foi um pouco de surpresa, mas estávamos treinando para isso e nosso esforço foi válido”, avalia Júlia.

Ao lado dela, outras cinco meninas e dois meninos subiram ao pódio. Agora, a expectativa é trabalhar o inglês e aprimorar ainda mais as habilidades para enfrentar a etapa em Houston. “Estamos muito animados e ansiosos para a próxima etapa, principalmente, porque é um outro país, uma nova cultura”, afirma Julia. “Vamos ter que usar uma outra língua, o inglês;  tudo que fizemos até agora terá que ser traduzido para o inglês. Vamos ter que trabalhar muito duro também porque o estilo do torneio é diferente, mas estamos muito animados para conhecer coisas novas. Acho que essa parte pode influenciar no nosso futuro”, ressalta.

O resultado dos estudantes de Jundiaí vem depois do vice-campeonato brasileiro e do 3º lugar no World Festival dos Estados Unidos, em 2018. A evolução, segundo o técnico da equipe, Clayton Rafael Ribeiro, foi à base de muita empenho e foco por parte dos alunos. “Os alunos estavam muito focados, muito dedicados, apresentaram muito bem. Todos os juízes adoraram eles. Eles [os alunos] têm muita propriedade no que estão falando. Então, explicaram, embasaram [suas falas] em especialistas, artigos, livros. Então, [os juízes] gostaram muito e para a gente foi sensacional”, afirma o técnico.

Na missão robô, os alunos ficaram em terceiro lugar durante o torneio. Essa foi uma marca importante para São Paulo e para o Brasil. “A gente ficou muito feliz. [Os alunos] se dedicaram muito e isso mostra o foco deles durante o torneio, a vontade de estar lá, de fazer melhor e mostra que estamos no caminho certo, não só o SESI de Jundiaí, mas sim o Brasil, porque a gente também está trazendo bons resultados de fora”, pondera Clayton.

Ciência e tecnologia nas escolas

Desde 2006, o SESI investe na inserção da robótica educacional nas salas de aula. Atualmente, todas as suas 505 escolas pelo Brasil contam com o programa no currículo. Até o ano passado, o SESI realizava anualmente apenas o Torneio de Robótica FIRST LEGO, criado em 1998 pela FIRST, uma organização não governamental, em parceria com o Grupo LEGO. O SESI é a instituição responsável pela organização do torneio (etapas regionais e nacional) no Brasil desde 2013.
 

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.


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LOC.: O estado de São Paulo levou a melhor no Torneio de Robótica organizado pelo SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO, realizado no fim de semana, no Rio de Janeiro. De 84 grupos, a equipe “Jedi’s”, de Jundiaí (SP), foi a campeã da etapa nacional e conseguiu o passaporte para a etapa mundial, considerado a Copa do Mundo da Robótica, em Houston, nos Estados Unidos, que será entre os dias 17 e 20 de abril. 

Em segundo e em terceiro lugar, ficaram as equipes “Los Atômicos”, da Escola SESI de Araras (SP), e a “Red Rabbit”, da Escola SESI de Americana (SP), respectivamente

A equipe “Jedi’s” desenvolveu uma calça que emite impulsos, com o objetivo de reduzir a perda de massa muscular e de densidade óssea durante as missões no espaço. Além de apresentar o trabalho de pesquisa, os alunos foram avaliados ainda em programação, com uma missão desempenhada por um robô, e em trabalho em equipe.

Dentro do torneio, os juízes avaliam o desempenho das equipes em cerca de 19 missões. Uma delas é o funcionamento de um robô, todo programado com as peças de LEGO. O robô precisa ser autônomo e executar uma tarefa, em 30 segundos. Segundo Júlia Leite Batista de 16 anos, uma das mentoras da equipe, essa foi a parte mais desafiadora do projeto. 
 

TEC/SONORA: Júlia Leite Batista, mentora da equipe

“A nossa última missão, uma missão que o robô tem que atravessar a mesa toda, recolher, pegar um módulo, bem no alto e colocar no tapete, sem quebrar. Caso contrário, a gente não consegue realizar a missão e ganhar os pontos.”
 

LOC.: Ao lado da mentora Júlia Leite Batista, outras cinco meninas e dois meninos subiram no pódio. Agora, a expectativa é trabalhar o inglês e aprimorar ainda mais as habilidades para enfrentar a etapa em Houston.

TEC/SONORA: Júlia Leite Batista, mentora da equipe

“Estamos muito animados e ansiosos para a próxima etapa, principalmente, porque é um outro país, uma nova cultura, vamos ter que usar uma outra língua, o inglês, tudo que fizemos até agora terá que ser traduzido para o inglês, vamos ter que trabalhar muito duro tb porque o estilo do torneio é diferente, mas estamos muito animados para conhecer coisas novas. Acho que essa parte pode influenciar no nosso futuro.”
 


LOC.: O Torneio de Robótica é um programa internacional de exploração científica para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. Ele  propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO.


Reportagem, Camila Costa