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Alunos do SESI Sorocaba (SP) criam projeto de traje para simular exercícios de musculação em astronautas

Sem a resistência gravitacional, o corpo não enfrenta dificuldades para realizar tarefas motoras, o que enfraquece os músculos

  • Repórter Camila Costa
  • Data de publicação: 15 de Março de 2019, 05:00h
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Foto: Heider Betcel/FIEAM/Arquivo

Passar meses no espaço é um desafio para o corpo humano. A ausência de gravidade, o fato de estar sozinho a quilômetros da Terra, a radiação a que os astronautas são expostos afetam desde a perda de massa muscular até o paladar. Podem alterar ainda sono e a imunidade. Um jeito de minimizar parte desses reflexos foi encontrado por um grupo de alunos do SESI Sorocaba, no interior de São Paulo. A equipe, chamada Sesisorobóticos, desenvolveu um traje para que o astronauta se exercite mais intensamente e reduza a perda de massa muscular e os danos no desempenho dos músculos.

Durante a pesquisa, os alunos descobriram que sem a gravidade, o corpo diminui a produção de células dos músculos. Como não fazem tanto esforço com algumas partes do corpo no espaço como fazem na Terra, a exemplo da panturrilha e as costas, essas partes podem perder até 25% da massa muscular. Sem a resistência gravitacional, o corpo não enfrenta dificuldades para realizar tarefas motoras, o que enfraquece os músculos. 

O capitão da equipe Sesisorobóticos, Vinícius Ferreira Gomes, 16 anos, explica que o traje é feito com elásticos, posicionados estrategicamente ao longo do corpo do astronauta, funcionando para gerar a contração dos músculos. Segundo Vinícius, a ideia surgiu em conjunto com o grupo e o traje veio logo em seguida, após pesquisas e conversas com especialistas. “Nunca vivenciei nada parecido na minha vida e está sendo algo que eu acho que realmente vai impactar no futuro. Estou muito ansioso, contando os dias para participar do torneio”, comemora o jovem.

O projeto será apresentado durante o Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. A competição é realizada no Brasil há mais de uma década e, a cada ano, tem um tema central. Em 2019, a temática é “Into Orbit”. Os participantes tiveram que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. 

Segundo a analista de Suporte em Informática e instrutora da equipe, Fabiana Piovani Carneiro, 42 anos, uma das maiores dificuldades foi encontrar os materiais adequados para a confecção do traje, no entanto, tudo serviu de experiência para novos aprendizados. “A nossa expectativa é nos divertir muito, compartilhar tudo que a equipe aprender, trocar experiências e conseguir uma vaga para os mundiais”, afirma. 

Ciência e tecnologia

O torneio faz parte de um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de nove a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. Propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO®. A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Os jovens podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. O SESI é responsável pela operação oficial do torneio no país.

Quer saber mais sobre robótica? Acesse aqui.
 


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LOC.: Alunos da escola SESI Sorocaba (SP) criaram um traje para simular exercícios de musculação em astronautas, durante as missões espaciais. Depois de se debruçarem sobre os problemas enfrentados pelos astronautas no espaço e descobrirem que a falta de gravidade causa uma grande perda de massa muscular, a solução veio em forma de uma roupa, com elásticos e que faz contrações musculares involuntárias.

Durante a pesquisa, os alunos descobriram que sem a gravidade, o corpo diminui a produção de células dos músculos. Como não fazem tanto esforço com algumas partes do corpo no espaço como fazem na Terra, a exemplo da panturrilha e as costas, essas partes podem perder até 25% da massa muscular.

O traje é feito com elásticos, posicionados estrategicamente ao longo do corpo do astronauta, funcionando para gerar a contração dos músculos. A expectativa do grupo está grande para a apresentação do projeto, como afirma o capitão da equipe Sesisorobóticos, Vinícius Ferreira Gomes de 16 anos.
 

TEC./SONORA: Vinícius Ferreira Gomes, estudante

“Nunca vivenciei nada parecido na minha vida e está sendo algo que eu acho que realmente vai impactar no futuro. Estou muito ansioso, contando os dias para participar do torneio.”


 

LOC.: O projeto será apresentado durante o Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. A competição é realizada no Brasil há mais de uma década e, a cada ano, tem um tema central. Em 2019, a temática é “Into Orbit”. Os participantes tiveram que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas.

Uma das maiores dificuldades da equipe de Sorocaba foi encontrar os materiais adequados para a confecção do traje, no entanto, tudo serviu de experiência para novos aprendizados, como explica a analista de Suporte em Informática e instrutora da equipe, Fabiana Piovani Carneiro, de 42 anos. 


TEC./SONORA: Fabiana Piovani Carneiro, instrutora

“A nossa expectativa é nos divertir muito, compartilhar tudo que a equipe aprender, trocar experiências e conseguir uma vaga para os mundiais.”
 

LOC.: O torneio de robótica faz parte de um programa internacional de exploração científica para fazer com que crianças e jovens de nove a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. Propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO.

Reportagem, Camila Costa