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Alunos paulistas criam nova forma de usar gel para banho no espaço

A equipe apresentará um gel que também deixa a pele dos astronautas hidratada. Nacional da modalidade ocorre em março no Rio de Janeiro (RJ)

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Equipe AC/DC, de São Caetano do Sul (SP), ganhou nacional SESI de robótica com projeto de 'banho no espaço' / Foto: reprodução Facebook

Por Pedro Marra

Mais higiene na hora do banho de astronautas no espaço. Esse é o projeto da equipe paulista AC/DC da Escola Eduardo Gomes, de São Caetano do Sul (SP), que vai disputar o torneio nacional de robótica do Serviço Social da Indústria (SESI), no Rio de Janeiro (RJ), de 15 a 17 de março. Os times desta temporada 2018/2019 vão se basear pelo tema Into Orbit, que exige novas ideias para o espaço sideral. Nas provas, são usadas peças de Lego. 

O projeto da equipe tem um gel específico para o banho, já usado no espaço, em que a química do produto não deixa a pele oleosa e ainda a deixa hidratada com um perfume próprio. Por isso, foi criado um novo jeito de usar o gel. As células mortas são removidas após o banho, dando a sensação de frescor. O técnico da equipe, José Reginaldo Pereira, 47 anos, conta a eficácia da ideia.

“Atualmente eles tomam banho com pano molhado e isso não cumpre uma higiene completa daqueles que estão no espaço. E lá é importante você ter uma higiene completa porque você está num ambiente fechado e pode ter o desenvolvimento de bactérias ou coisas parecidas. Enquanto hoje em dia eles usam 4 litros para tomarem um banho, com o gel vão usar 15ml”, explica.

A equipe, criada em 2007, ganhou o primeiro troféu apenas em dezembro de 2013 no torneio regional, depois de sete anos de história. "O nosso primeiro nacional foi em 2008, mas o título do torneio veio em 2014, quando a equipe ganhou a competição. Foi algo que marcou bastante a gente. O nosso grande objetivo é disputar para aprender. Isso é o que norteia a equipe", comenta José.

Com a vitória na etapa regional do torneio em dezembro do ano passado, em Jundiaí (SP), a equipe se classificou para a etapa nacional da competição. O aluno Eduardo Tamaributi, 14 anos, será um dos cinco integrantes da AC/CD a disputar a competição.

Com nove competidores, um mentor e um técnico, a equipe AC/DC Eduardo Gomes se inspira na banda australiana

Aprendizado

Para Eduardo, a equipe passa por aprendizado técnico importante na área. “Estamos conseguindo entender os conceitos de um processo científico que é participando de um torneio. Essa parte do processo científico na nossa equipe está trazendo um ganho intelectual muito grande para a gente”, opina o aluno.

“O ponto mais importante que a robótica está ensinando para a gente é que o trabalho em grupo vai ajudar muito na vida acadêmica. Nisso, o ponto principal do torneio é ensinar as crianças a trabalhar em conjunto e respeitando as ideias dos outros. Isso é o que está sendo levado mais em consideração”, conclui o jovem.

Na opinião do supervisor técnico educacional do SESI-SP, Ivanei Nunes, “todos os temas [de cada equipe] tiram da zona de conforto do nosso dia a dia e faz com que os alunos pensem em problemas mais complexos. Como nessa temporada que eles têm que pensar nas melhorias para os problemas dos astronautas em viagens de longa duração", analisa.

“Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nas missões espaciais”, complementa Ivanei.

O torneio

Cada time deve ter obrigatoriamente dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores. O torneio possui três tipos de avaliação: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô é quando a equipe tem de cumprir missões com o próprio robô; e por final, a Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe.

A temporada 2018/2019 tem o tema IntoOrbit, que em inglês significa “no espaço”. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real, os mesmos vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros. 

Quer saber mais sobre robótica? Acesse: 

http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/
 

Pedro Marra

O jovem jornalista chegou à redação recém-formado e compõe a nossa equipe desde 2018. Com a experiência de ter sido repórter de esportes e cidades no Jornal de Brasília, suas pautas preferidas são educação e investigação.


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‘No espaço’. Esse é o tema da temporada 2018/2019 do torneio de robótica do Serviço Social da Indústria (SESI). A etapa nacional da competição ocorre do dia 15 a 17 de março no Rio de Janeiro (RJ), e receberá projetos como o ‘banho no espaço’ da equipe AC/DC da escola Eduardo Gomes, de São Caetano do Sul (SP). Criado em 2007, o time traz para esta temporada a ideia higiênica com o objetivo de eliminar as dificuldades dos astronautas em limpar o corpo no espaço e evitar bactérias.

O projeto tem um gel específico para o banho, usado no espaço, com uma química que não deixa a pele oleosa e ainda hidrata o corpo com um perfume próprio. As células mortas também são removidas após o banho, dando a sensação de frescor. O técnico da equipe, José Reginaldo Pereira, 47 anos, comenta o custo-benefício do projeto.
 

“Atualmente eles tomam banho com pano molhado e isso não cumpre uma higiene completa daqueles que estão no espaço. E lá é importante você ter uma higiene completa porque você está num ambiente fechado e pode ter o desenvolvimento de bactérias ou coisas parecidas. Enquanto hoje em dia eles usam 4 litros para tomarem um banho, com o gel vão usar 15ml.”

Com a vitória na etapa regional do torneio em dezembro do ano passado, em Jundiaí (SP), a equipe se classificou para a etapa nacional da competição. O aluno Eduardo Tamaributi, 14 anos, será um dos nove integrantes da AC/CD e comemora o aprendizado técnico na área.

“A gente está conseguindo entender os conceitos de um processo científico que é participando de um torneio. Essa parte do processo científico na nossa equipe está trazendo um ganho intelectual muito grande para a gente.”

Na opinião do supervisor técnico educacional do SESI-SP, Ivanei Nunes, o torneio é necessário para a evolução pessoal dos jovens competidores.

“Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nessas missões espaciais.”

As equipes do torneio nacional de robótica precisam, obrigatoriamente, de dois treinadores: técnico e mentor; e de 2 a 10 competidores. São três tipos de avaliação: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; e por final, a Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe. Ou seja, as equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real, os mesmos de profissionais como cientistas e engenheiros. 

Reportagem, Pedro Marra