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GUAJARÁ-MIRIM (RO): Especialista fala sobre benefícios da amamentação em livre demanda

O Brasil conta hoje com a maior e mais complexa rede de Bancos de Leite Humano do mundo.

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Foto: Ministério da Saúde

Amamentar até os dois anos ou mais, e oferecer somente o peito com mamadas frequentes sem horário determinado até os seis meses de vida. Esta é a recomendação do Ministério da Saúde.  Segundo especialistas, nos primeiros seis meses, oferecer o leite materno sempre que o bebê sentir fome e esvaziando as mamas até saciar o apetite da criança e continuar a amamentação até os dois anos ou mais traz benefícios à saúde dos pequenos. Além do contato para o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, o leite do peito é o melhor alimento para os recém-nascidos, oferecendo os primeiros anticorpos como proteção para várias doenças, como diarreias e infecções respiratórias. 

A fotógrafa e moradora de Guajará Mirim, Ana Clara Souza, recebeu orientações de um profissional de saúde para marcar horários específicos para o aleitamento da pequena Júlia, mas optou por oferecer o peito em livre demanda, por conhecer as recomendações para aleitamento tanto do Ministério da Saúde, quanto da Organização Mundial da Saúde.  

Ana Clara também é doula, uma assistente de parto, que acompanha a gestante da gravidez até os primeiros meses após o parto, com foco no bem-estar da mulher. Para ela, a prática trouxe resultados positivos e tem relação direta com a boa saúde da pequena rondoniense que hoje tem três anos e ainda mama.

“Na época, o profissional de saúde queria regular a mamada em horários fixos, em um peito só e queria que eu desse complementação com chá. Mas eu não fiz isso. Continuei oferecendo mamadas em livre demanda para que ela fosse engordando realmente conforme fosse preciso. Ela é super saudável. Adoece muito pouco. Foi maravilhoso", contou.

Arte: Sabrine Cruz/Agência do Rádio

A coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Janine Ginani, defende que a amamentação em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê quiser  é o melhor estímulo para o bebê mamar conforme a recomendação do Ministério da Saúde, por dois anos ou mais e aleitamento exclusivo até os 6 meses. Ela reforça a importância do apoio familiar e social para que as mães tenham liberdade para amamentar em livre demanda:

“Amamentar até os dois anos ou mais não é fácil. Na amamentação exclusiva, que é até os seis meses, a gente estimula a livre demanda, ou seja: não tem hora certa para o bebê mamar, então a mulher está disponível para amamentar o seu bebê. Por isso, é essencial que as pessoas que estão ao redor dessa mulher favoreçam esse processo para que a gente consiga garantir a amamentação exclusiva até os seis meses”, recomenda.

Além dos benefícios na produção de leite, Janine Ginani acrescenta que a amamentação resulta em melhor crescimento e desenvolvimento da criança. Ela reforça que é importante deixar a primeira mama esvaziar durante a mamada antes de oferecer a outra, caso o bebê ainda sinta fome. Isto acontece, pois o leite do início da mamada tem mais água e serve para saciar a sede. Já o do fim da mamada tem mais teor de gordura, e tende a saciar mais a fome, contribuindo para o aumento de peso da criança.

A amamentação é uma das formas mais econômicas e eficazes de contribuir para a redução da taxa de mortalidade infantil. Por isso, incentive as mulheres que você conhece a amamentarem seus filhos. Amamentação. Incentive a família, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br. 

Agência do Rádio



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LOC.: Amamentar até os dois anos ou mais, e oferecer somente o peito com mamadas frequentes sem horário determinado até os seis meses de vida. Esta é a recomendação do Ministério da Saúde. Segundo especialistas, nos primeiros seis meses, oferecer o leite materno sempre que o bebê sentir fome e esvaziando as mamas até saciar o apetite da criança e continuar a amamentação até os dois anos ou mais traz benefícios à saúde dos pequenos. Além do contato para o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, o leite do peito é o melhor alimento para os recém-nascidos, oferecendo os primeiros anticorpos como proteção para várias doenças, como diarreias e infecções respiratórias. 

A fotógrafa e moradora de Guajará-Mirim, Ana Clara Souza, recebeu orientações de um profissional de saúde para marcar horários específicos para o aleitamento da pequena Júlia, mas optou por oferecer o peito em livre demanda, por conhecer as recomendações para aleitamento tanto do Ministério da Saúde, quanto da Organização Mundial da Saúde.  

Ana Clara também é doula, uma assistente de parto, que acompanha a gestante da gravidez até os primeiros meses após o parto, com foco no bem-estar da mulher. Para ela, a prática trouxe resultados positivos e tem relação direta com a boa saúde da pequena rondoniense que hoje tem três anos e ainda mama.

TEC./SONORA: Ana Clara Souza, fotógrafa e doula

“Na época, o profissional de saúde queria regular a mamada em horários fixos, em um peito só e queria que eu desse complementação com chá. Mas eu não fiz isso. Continuei oferecendo mamadas em livre demanda para que ela fosse engordando realmente conforme fosse preciso. Ela é super saudável. Adoece muito pouco. Foi maravilhoso!".

LOC.: A coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Janine Ginani, defende que a amamentação em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê quiser, é o melhor estímulo para o bebê mamar conforme a recomendação do Ministério da Saúde, por dois anos ou mais e aleitamento exclusivo até os 6 meses. Ela reforça a importância do apoio familiar e social para que as mães tenham liberdade para amamentar em livre demanda:

TEC./SONORA: Janine Ginani, coordenadora da Saúde da Criança do Ministério da Saúde

“Amamentar até os dois anos ou mais não é fácil. Na amamentação exclusiva, que é até os seis meses, a gente estimula a livre demanda, ou seja: não tem hora certa para o bebê mamar, então a mulher está disponível para amamentar o seu bebê. Por isso, é essencial que as pessoas que estão ao redor dessa mulher favoreçam esse processo para que a gente consiga garantir a amamentação exclusiva até os seis meses”

LOC.: Além dos benefícios na produção de leite, Janine Ginani acrescenta que a amamentação resulta em melhor crescimento e desenvolvimento da criança. Ela reforça que é importante deixar a primeira mama esvaziar durante a mamada antes de oferecer a outra, caso o bebê ainda sinta fome. Isto acontece, pois o leite do início da mamada tem mais água e serve para saciar a sede. Já o do fim da mamada tem mais teor de gordura, e tende a saciar mais a fome, contribuindo para o aumento de peso da criança.

A amamentação é uma das formas mais econômicas e eficazes de contribuir para a redução da taxa de mortalidade infantil. Por isso, incentive as mulheres que você conhece a amamentarem seus filhos. Amamentação. Incentive a família, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br.