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AMAPÁ: Estado já registra 54 casos de hanseníase em 2019

Macapá é o que apresenta o quadro mais preocupante, com 30 casos confirmados só em 2019

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Créditos: Ministério da Saúde

LOC.: O número de casos novos de hanseníase no Amapá aumentou nos últimos anos. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, a quantidade de pessoas diagnosticadas com a doença pulou de 101, em 2017, para 109, no ano passado. E a frequência de novos registros não para. Neste ano, já são 58 casos contabilizados. Macapá é o que apresenta o quadro mais preocupante, com 30 casos confirmados só em 2019.

Neste contexto, as autoridades de saúde locais intensificaram a busca ativa de casos novos. No último dia 12 de abril, profissionais do Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) realizaram no dia 50 atendimentos, em Macapá. Na ocasião, 13 casos suspeitos foram encaminhados para serem examinados. O CRDT é referência no estado em tratamento da hanseníase, com diagnóstico e acompanhamento dos pacientes. Além do centro, as pessoas com dúvidas quanto à doença devem procurar uma Unidade Básica de Saúde, onde também pode ser feito o diagnóstico e tratamento.

Créditos: Ministério da Saúde

Depois de ver a luta do marido contra a doença, Rosália Silva, moradora da capital, é quem está em tratamento. A autônoma foi diagnosticada há pouco menos de um ano, após aparecer algumas manchas na pele e dores pelo corpo. A princípio, como a maioria dos pacientes, pensou que não fosse nada sério. Ao perceber que as dores foram aumentando, resolveu ir ao médico.

“Foi ano passado, no mês de julho. Eu estava com algumas manchas esbranquiçadas e não sentia dor. Depois ficaram avermelhadas, aí eu deixei de lado, não ia ao médico. Depois comecei a sentir muita dor na minha mão, porque ela (hanseníase) também ataca as articulações. Muita dor no meu dedo, na minha mão esquerda. Aí que eu fui procurar um médico, fizeram os exames e descobriram, porque sentia muita dor na minha mão.”

LOC.: Agora, Rosália precisa seguir o tratamento até o fim, assim como o marido fez, para ficar totalmente curada da doença; o índice de abandono do tratamento é baixo. De acordo com a secretaria, o percentual de cura da doença no Amapá foi 79,5%. Para tentar controlar os casos, o poder público investe em mutirões para informação da população, capacitação dos profissionais de saúde dos municípios, além da criação de grupos de autocuidado.

O caso de Rosália deve servir de exemplo para todos, já que o diagnóstico tardio da doença pode deixar sequelas no paciente. Isso quer dizer que, em caso de sinais pelo corpo, você deve procurar atendimento médico imediatamente. A preocupação se dá, principalmente, porque a infecção é transmissível e pode afetar homens e mulheres de todas as idades, inclusive crianças. Quem explica um pouco mais sobre a doença é a enfermeira do CRDT, Ana Cleide Furtado.

“A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, é transmitida de pessoa à pessoa. Causa manchas na pele, de coloração esbranquiçada, avermelhada e/ou amarronzada. O tratamento da doença é com medicações, que são orais, (comprimidos). Dependendo da classificação operacional da doença que a pessoa apresentar, o tratamento é de seis meses, que são as formas paucibacilares, e de doze meses, são os pacientes que têm as formas multibacilares.”

LOC.: Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseníase. 

Créditos: Ministério da Saúde

Agência do Rádio



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LOC.: O número de casos novos de hanseníase aumentou nos últimos anos. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, a quantidade de pessoas diagnosticadas com a doença pulou de 101, em 2017, para 109, no ano passado. E a frequência de novos registros não para. Neste ano, já são 58 casos contabilizados. Macapá é o que apresenta o quadro mais preocupante, com 30 casos confirmados só em 2019.

Neste contexto, as autoridades de saúde locais intensificaram a busca ativa de casos novos. No último dia 12 de abril, profissionais do Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) realizaram no dia 50 atendimentos, em Macapá. Na ocasião, 13 casos suspeitos foram encaminhados para serem examinados. O CRDT é referência no estado em tratamento da hanseníase, com diagnóstico e acompanhamento dos pacientes. Além do centro, as pessoas com dúvidas quanto à doença devem procurar uma Unidade Básica de Saúde, onde também pode ser feito o diagnóstico e tratamento.

Depois de ver a luta do marido contra a doença, Rosália Silva, moradora da capital, é quem está em tratamento. A autônoma foi diagnosticada há pouco menos de um ano, após aparecer algumas manchas na pele e dores pelo corpo. A princípio, como a maioria dos pacientes, pensou que não fosse nada sério. Ao perceber que as dores foram aumentando, resolveu ir ao médico.
 

“Foi ano passado, no mês de julho. Eu estava com algumas manchas esbranquiçadas e não sentia dor. Depois ficaram avermelhadas, aí eu deixei de lado, não ia ao médico. Depois comecei a sentir muita dor na minha mão, porque ela (hanseníase) também ataca as articulações. Muita dor no meu dedo, na minha mão esquerda. Aí que eu fui procurar um médico, fizeram os exames e descobriram, porque sentia muita dor na minha mão.”

LOC.: Agora, Rosália precisa seguir o tratamento até o fim, assim como o marido fez, para ficar totalmente curada da doença; o índice de abandono do tratamento é baixo. De acordo com a secretaria, o percentual de cura da doença no Amapá foi 79,5%. Para tentar controlar os casos, o poder público investe em mutirões para informação da população, capacitação dos profissionais de saúde dos municípios, além da criação de grupos de autocuidado.

O caso de Rosália deve servir de exemplo para todos, já que o diagnóstico tardio da doença pode deixar sequelas no paciente. Isso quer dizer que, em caso de sinais pelo corpo, você deve procurar atendimento médico imediatamente. A preocupação se dá, principalmente, porque a infecção é transmissível e pode afetar homens e mulheres de todas as idades, inclusive crianças. Quem explica um pouco mais sobre a doença é a enfermeira do CRDT, Ana Cleide Furtado.
 

“A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, é transmitida de pessoa à pessoa. Causa manchas na pele, de coloração esbranquiçada, avermelhada e/ou amarronzada. O tratamento da doença é com medicações, que são orais, (comprimidos). Dependendo da classificação operacional da doença que a pessoa apresentar, o tratamento é de seis meses, que são as formas paucibacilares, e de doze meses, são os pacientes que têm as formas multibacilares.”
 

LOC.: Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseníase.