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Ao anunciar que será exonerado, diretor do Inpe diz que críticas a Bolsonaro criaram “constrangimento insustentável”

Galvão voltou a reiterar, no entanto, que o órgão não manipulou dados sobre o desmatamento a serviço de alguma ONG, como acusou o presidente da República

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Foto: Divulgação Inpe

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Osório Galvão, afirmou nesta sexta-feira (2) que será exonerado do cargo. A declaração foi feita após uma reunião com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

Em seu pronunciamento, Galvão disse que estava preocupado com o futuro do Inpe e disse que as críticas feitas por ele ao presidente Jair Bolsonaro criaram um “constrangimento insustentável”.

“O meu discurso com relação ao presidente criou constrangimentos. No entanto, eu tinha uma preocupação muito grande que isso fosse respingar no Inpe. Não vai acontecer. Inclusive nós discutimos com o ministro (Marcos Pontes), em detalhe, como vai ser a continuação da administração do Inpe. Agora, é claro que diante do fato, a maneira como eu me manifestei com relação ao presidente criou um constrangimento insustentável”, disse.

No dia 19 de julho, Bolsonaro disse, durante café da manhã com jornalistas estrangeiros, que o Inpe teria divulgado dados falsos sobre o desmatamento e estaria manipulando os números a serviço de alguma ONG.

No dia seguinte às declarações, Ricardo Osório Galvão rebateu o presidente ao dizer que ele fez uma acusação em público esperando sua demissão. Também subiu o tom e afirmou que a fala de Bolsonaro era “uma piada de um garoto de 14 anos que não cabe a um presidente da República fazer".

Segundo o Inpe, as alertas do desmatamento no Brasil registraram alta de 88% em junho e de 212% em julho deste ano. Na última quinta-feira (1º), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que os dados estão incorretos e anunciou que o governo passará a adotar um novo modelo de acompanhamento.

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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O diretor do Inpe, Ricardo Osório Galvão, afirmou nesta sexta-feira (2) que será exonerado do cargo. A declaração foi feita após uma reunião com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

Em seu pronunciamento, Galvão disse que estava preocupado com o futuro do órgão e disse que as críticas feitas por ele ao presidente Jair Bolsonaro criaram um “constrangimento insustentável”.

“O meu discurso com relação ao presidente criou constrangimentos. No entanto, eu tinha uma preocupação muito grande que isso fosse respingar no Inpe. Não vai acontecer. Inclusive nós discutimos com o ministro (Marcos Pontes), em detalhe, como vai ser a continuação da administração do Inpe. Agora, é claro que diante do fato, a maneira como eu me manifestei com relação ao presidente criou um constrangimento insustentável.”

No dia 19 de julho, Bolsonaro disse, durante café da manhã com jornalistas estrangeiros, que o Inpe teria divulgado dados falsos sobre o desmatamento e estaria manipulando os números a serviço de alguma ONG.

No dia seguinte às declarações, Ricardo Galvão rebateu o presidente ao dizer que ele fez uma acusação em público esperando sua demissão. Também subiu o tom e afirmou que a fala de Bolsonaro era “uma piada de um garoto de 14 anos que não cabe a um presidente da República fazer".

Segundo o Inpe, as alertas do desmatamento no Brasil registraram alta de 88% em junho e de 212% em julho deste ano. Na última quinta-feira (1º), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que os dados estão incorretos e anunciou que o governo passará a adotar um novo modelo de acompanhamento.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes