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Após dificuldades, jovem de Contagem (MG) disputa vaga para WorldSkills em carpintaria de telhados

Lucas Coimbra, 18 anos, se classificou para a seletiva nacional mesmo um mês e meio parado por torção no tornozelo

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Por Pedro Marra

Competir na WorldSkills entre os dias 22 e 27 de agosto em Kazan, na Rússia. Esse é o objetivo de Lucas Coimbra, de 18 anos, no momento. O aluno do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Contagem (MG) é um dos 57 competidores da instituição que pode representar o Brasil no mundial de educação profissional.

Se for aprovado na fase de treinamentos, ele vai competir na modalidade de carpintaria de telhados na 45ª edição do torneio, que ocorre na Kazan Expo. Outros seis alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) também estarão com a equipe brasileira. Mas antes, ele passou por algumas reviravoltas durante a Olimpíada do Conhecimento.

Lucas durante etapa seletiva para WorldSkills pela ocupação de carpintaria de telhados / Foto: arquivo pessoal

Desde 13 de janeiro, o jovem treina em Brasília (DF), onde deve ficar até agosto. Mas só o mineiro sabe as dificuldades que teve. Ele passou pela etapa escolar em julho de 2017. No mesmo ano, ganhou o estadual no SENAI de Ubá (MG). Foi quando Lucas teve de interromper os treinamentos para a etapa nacional porque torceu o tornozelo jogando futebol.

O jovem não parou de estudar os desafios, e um mês e meio depois, já se recuperou. Em julho de 2018, Lucas ganhou a medalha de ouro na etapa nacional em Imperatriz (MA), mas essa conquista só veio após ele superar um imprevisto e mostrar tranquilidade durante a prova.

“O meu carrinho de ferramentas que saiu de Minas atrasou. Aí no primeiro dia de provas, que já começa a analisar o projeto e fazer, foi quando ele chegou. A transportadora não viu que tinha um prazo determinado para chegar. Mas só que eu fiquei tranquilo. Comecei a competição sem as minhas ferramentas, praticamente. Eu tive que ajustar a minha área de trabalho durante a prova. Ajudou bastante eu ter ficado tranquilo, porque os meus adversários vendo eu tranquilo e sem ferramentas, já começaram a se preocupar comigo e esquecendo a prova deles”, contou.

O jovem exalta os conhecimentos do curso, que o ajudaram durante as etapas seletivas. "O curso ajuda bastante na questão do cálculo porque a minha área tem muita matemática. A questão também de manusear máquinas e equipamentos me ajudou bastante na competição", lembrou.

Lucas Coimbra constrói protótipo de casa durante prova para a WorldSkills 2019 / Foto: arquivo pessoal

Exigência

Com sete edições de WorldSkills como expert no currículo, Paulo Villiger é consultor do Departamento Nacional do SENAI no torneio. Ele participa da competição na função de treinador desde 1997, na Suíça.

Para ele,os competidores precisam ter capacitação em outras áreas para ter êxito nas provas.“O nível de exigência é muito maior, então a gente começa a exigir mais em termos de conhecimento. Fazer com que eles busquem capacitação em outras áreas e ampliem os horizontes de conhecimento deles”, analisou..

O gerente de Olimpíadas e Concursos do SENAI, José Luis Gonçalves Leitão, conta como é organizado período de treinamento dos competidores. “Eles são treinados durante esse período que vão estar em Brasília. Temos mais centros de treinamento sem ser em Brasília. Temos um centro de treinamento em Porto Alegre (RS), em Joinville (SC), temos um em Belo Horizonte (MG), um em Belém (PA) e temos os três em Brasília (DF): Taguatinga, Gama e no Setor de Indústrias Gráficas. Esses 57 (competidores) do SENAI serão distribuídos nesses centros, sendo que a maioria está em Brasília. Um vai para Belém, um para Porto Alegre e quatro profissões em Joinville”, explicou. A fase de treinamento prevê alimentação, hospedagem e transporte local para todos os competidores.

Conheça a WorldSkills

A WorldSkills é realizada a cada dois anos com os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul. Eles disputam medalhas em modalidades de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Os competidores precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas para concluírem os desafios de suas ocupações dentro de seis horas.

Os competidores têm 22 horas para entregarem o projeto. Nas 18 participações brasileiras, o país conquistou 136 medalhas. O Brasil atingiu a melhor participação da história, em 2015, na cidade de São Paulo. Com 27 medalhas, a equipe ficou em primeiro no ranking por países.

Agência do Rádio



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