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Após pronunciamento de Bolsonaro, embate entre o presidente da República e Sérgio Moro gera repercussão no meio político

Bolsonaro afirmou que Moro já sabia de sua intenção de tirar Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal e que o ex-ministro revelou que aceitaria a substituição, mas somente depois que fosse indicado para uma vaga de ministro da Suprema Corte

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Foto: Arquivo/EBC

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (24), para comentar a decisão de Sérgio Moro de sair do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, gerou repercussão no âmbito político nacional.
 
O vice-presidente do Senado Federal, senador Antônio Anastasia (PSD-MG), afirmou, por meio de sua conta no Twitter, que Moro merece o reconhecimento da população e torce para que a saída do ex-juiz federal “não represente a descontinuidade do planejamento e das ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública”.
 
Na Câmara dos Deputados, uma nota pública assinada pelo vice-presidente da casa, deputado Marcos Pereira (Republicanos), e mais dois parlamentares, minimizou o embate entre Bolsonaro e Moro ao dizer que “o clima de disputa política que toma conta do País não contribui em nada na luta contra a pandemia do novo coronavírus e que atrapalha a busca por soluções  para a preservação da vida dos brasileiros”.
 
Alguns governadores de estado também se pronunciaram após a fala de Bolsonaro. Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, questionou a intenção do presidente da República de querer nomear um” diretor da Polícia Federal com quem possa interagir”. João Doria, governador de São Paulo, considerou a saída de Moro como um “golpe na liberdade e na democracia”.
 
Por meio de nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Felipe Santa Cruz, apontou como "muito graves as declarações do ministro Sérgio Moro ao comunicar sua demissão, indicando possíveis crimes por parte do presidente da República”. Santa Cruz disse que solicitou um estudo detalhado do pronunciamento e suas implicações jurídicas à Comissão de Estudos Constitucionais do órgão.  
 
Durante o pronunciamento, Bolsonaro afirmou que Moro já sabia de sua intenção de tirar Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal. Segundo o presidente, o ex-ministro revelou que aceitaria a substituição, mas somente depois que fosse indicado para uma vaga de ministro da Suprema Corte.
 
Já que ele falou em algumas particularidades, por mais de uma vez, o senhor Sérgio Moro disse para mim: ‘você pode trocar o Valeixo sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o Supremo Tribunal Federal’. Me desculpe, mas não é por aí. Reconheço suas qualidades. Em chegando lá, se um dia chegar, pode fazer um bom trabalho. Mas, eu não troco”, afirmou Bolsonaro.
 
Pelo Twitter, Moro rebateu ao publicar que “a permanência de Valeixo nunca foi utilizada como moeda de troca” para sua indicação ao STF. O ex-juiz federal também afirmou Maurício Valeixo já sabia que era alvo de substituição no cargo que ocupava, mas que “não houve qualquer pedido de demissão” e que o decreto de exoneração não passou pelas suas mãos.
 

Marquezan Araújo

Marquezan é formado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), atuou como âncora de jornal radiofônico e locutor de programa musical. Passou por estágios na Agência Brasil e na Rádio Nacional, da EBC. Repórter da Agência do Rádio desde 2016, acompanha as movimentações do Legislativo no Congresso Nacional.


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LOC.: O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (24), para comentar a decisão de Sérgio Moro de sair do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, gerou repercussão no âmbito político nacional.
 
O vice-presidente do Senado Federal, senador Antônio Anastasia (PSD-MG), afirmou, por meio de sua conta no Twitter, que Moro merece o reconhecimento da população e torce para que a saída do ex-juiz federal “não represente a descontinuidade do planejamento e das ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública”.
 
Na Câmara dos Deputados, uma nota pública assinada pelo vice-presidente da casa, deputado Marcos Pereira (Republicanos), e mais dois parlamentares, minimizou o embate entre Bolsonaro e Moro ao dizer que “o clima de disputa política que toma conta do País não contribui em nada na luta contra a pandemia do novo coronavírus e que atrapalha a busca por soluções  para a preservação da vida dos brasileiros”.
 
Alguns governadores de estado também se pronunciaram após a fala de Bolsonaro. Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, questionou a intenção do presidente da República de querer nomear um” diretor da Polícia Federal com quem possa interagir”. João Doria, governador de São Paulo, considerou a saída de Moro como um “golpe na liberdade e na democracia”.
 
Por meio de nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Felipe Santa Cruz, apontou como "muito graves as declarações do ministro Sérgio Moro ao comunicar sua demissão, indicando possíveis crimes por parte do presidente da República”. Santa Cruz disse que solicitou um estudo detalhado do pronunciamento e suas implicações jurídicas à Comissão de Estudos Constitucionais do órgão.  
 
Durante o pronunciamento, Bolsonaro afirmou que Moro já sabia de sua intenção de tirar Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal. Segundo o presidente, o ex-ministro revelou que aceitaria a substituição, mas somente depois que fosse indicado para uma vaga de ministro da Suprema Corte.
 

TEC./SONORA: Jair Bolsonaro, presidente da República

“Já que ele falou em algumas particularidades, por mais de uma vez, o senhor Sérgio Moro disse para mim: ‘você pode trocar o Valeixo sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o Supremo Tribunal Federal’. Me desculpe, mas não é por aí. Reconheço suas qualidades. Em chegando lá, se um dia chegar, pode fazer um bom trabalho. Mas, eu não troco.”
 

LOC.: Pelo Twitter, Moro rebateu ao publicar que “a permanência de Valeixo nunca foi utilizada como moeda de troca” para sua indicação ao STF. O ex-juiz federal também afirmou Maurício Valeixo já sabia que era alvo de substituição no cargo que ocupava, mas que “não houve qualquer pedido de demissão” e que o decreto de exoneração não passou pelas suas mãos.