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BOLETIM AGRO: Abate de frango na primeira quinzena de agosto é o menor em sete meses

Ainda nesta edição: estiagem afeta colheita de mandioca e preços da banana em alta

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Créditos: Creative Commons

Olá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro, com destaques do agronegócio nacional.

A quantidade de frango abatido nos primeiros 15 dias de agosto foi a menor em 2019. Com o reinício do semestre letivo nas escolas e outras instituições, a projeção é de que o total de aves abatidas fosse maior do que estava sendo registrado nos últimos meses.

A jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas, traz mais detalhes. Bem-vinda, Carla.

“Realmente, esse desempenho menor do que o esperado veio, principalmente, por conta dos sinais de estabilização que os preços deram para os frangos. Essa estabilização acabou reduzindo o número de abates. Nós vimos os produtores mais cautelosos na hora de abater e optaram, então, por reduzir a sua oferta, tentando ou esperando preços melhores, restringindo um pouco mais a oferta. Vamos esperar para observar se essa redução vai afetar os preços mais adiante.”

Agora, vamos falar um pouco sobre o clima. Uma frente fria chegou, no início desta semana, no Rio Grande do Sul e já está na altura do Paraná, e de parte de São Paulo e Minas. Além de uma diminuição nos termômetros, chuvas foram registradas em alguns pontos. O que esperar para os próximos dias, Carla? Sinal de atenção para os produtores?

“Sinal de atenção, pois segundo o Inmet, nas próximas 48 horas a tendência é de que as temperaturas caiam ainda mais, graças a uma massa de ar polar que vem logo atrás da frente fria. Essa massa de ar polar derrubou as temperaturas no Rio Grande do Sul e também deve mudar a situação climática no sul de Minas Gerais nos próximos dois dias. É preciso atenção, pois nessa região, há cafezais em ponto de florada e essa diminuição na temperatura pode afetar as plantas, assim como as culturas de inverno que podem sentir essa mudança brusca de temperatura.”

Ainda sobre o clima, desta vez, sobre a falta de chuvas. As lavouras de mandioca estão tendo a colheita afetada por conta da estiagem. Como isso já atinge os produtores, Carla?

“Essas dificuldades encontradas pelos produtores, relacionadas ao clima seco, interrompeu a colheita e o plantio e preocupa os produtores que fizeram a semeadura nas semanas anteriores. Então a falta de umidade no solo acaba prejudicando o desenvolvimento da raiz, que no caso da mandioca é a matéria prima de resultados da cultura. Então, com isso, há preocupação com a estiagem, que interrompe a colheita e preocupa os produtores para o plantio da próxima temporada.”

Itens básicos nas feiras dos brasileiros, as bananas prata e nanica continuam com seus preços em alta, a constatação foi feita pelo Cepea. O que está ocorrendo para o preço do produto se manter em alta, Carla?

“Mais uma vez, as chuvas continuam ajudando a ditar o rumo dos preços. E, para as bananas, não é diferente. Embora as plantações sejam irrigadas na maior parte das regiões produtoras do país, os bananais da região baiana de Bom Jesus da Lapa – importante para a produção –, tem necessitado de mais água para desenvolver melhor os frutos. Com isso, á uma oferta menor e as cotações das bananas prata e nanica continuam elevadas.”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo. Para quem quiser saber mais sobre o agronegócio brasileiro e mundial: noticiasagricolas.com.br. Até a próxima, Raphael".

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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Olá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro, com destaques do agronegócio nacional.

A quantidade de frango abatido nos primeiros 15 dias de agosto foi a menor em 2019. Com o reinício do semestre letivo nas escolas e outras instituições, a projeção é de que o total de aves abatidas fosse maior do que estava sendo registrado nos últimos meses.

A jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas, traz mais detalhes. Bem-vinda, Carla.

“Realmente, esse desempenho menor do que o esperado veio, principalmente, por conta dos sinais de estabilização que os preços deram para os frangos. Essa estabilização acabou reduzindo o número de abates. Nós vimos os produtores mais cautelosos na hora de abater e optaram, então, por reduzir a sua oferta, tentando ou esperando preços melhores, restringindo um pouco mais a oferta. Vamos esperar para observar se essa redução vai afetar os preços mais adiante.”

Agora, vamos falar um pouco sobre o clima. Uma frente fria chegou, no início desta semana, no Rio Grande do Sul e já está na altura do Paraná, e de parte de São Paulo e Minas. Além de uma diminuição nos termômetros, chuvas foram registradas em alguns pontos. O que esperar para os próximos dias, Carla? Sinal de atenção para os produtores?

“Sinal de atenção, pois segundo o Inmet, nas próximas 48 horas a tendência é de que as temperaturas caiam ainda mais, graças a uma massa de ar polar que vem logo atrás da frente fria. Essa massa de ar polar derrubou as temperaturas no Rio Grande do Sul e também deve mudar a situação climática no sul de Minas Gerais nos próximos dois dias. É preciso atenção, pois nessa região, há cafezais em ponto de florada e essa diminuição na temperatura pode afetar as plantas, assim como as culturas de inverno que podem sentir essa mudança brusca de temperatura.”

Ainda sobre o clima, desta vez, sobre a falta de chuvas. As lavouras de mandioca estão tendo a colheita afetada por conta da estiagem. Como isso já atinge os produtores, Carla?

“Essas dificuldades encontradas pelos produtores, relacionadas ao clima seco, interrompeu a colheita e o plantio e preocupa os produtores que fizeram a semeadura nas semanas anteriores. Então a falta de umidade no solo acaba prejudicando o desenvolvimento da raiz, que no caso da mandioca é a matéria prima de resultados da cultura. Então, com isso, há preocupação com a estiagem, que interrompe a colheita e preocupa os produtores para o plantio da próxima temporada.”

Itens básicos nas feiras dos brasileiros, as bananas prata e nanica continuam com seus preços em alta, a constatação foi feita pelo Cepea. O que está ocorrendo para o preço do produto se manter em alta, Carla?

“Mais uma vez, as chuvas continuam ajudando a ditar o rumo dos preços. E, para as bananas, não é diferente. Embora as plantações sejam irrigadas na maior parte das regiões produtoras do país, os bananais da região baiana de Bom Jesus da Lapa – importante para a produção –, tem necessitado de mais água para desenvolver melhor os frutos. Com isso, há uma oferta menor e as cotações das bananas prata e nanica continuam elevadas.”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo, noticiasagricolas.com.br para ser o produtor rural mais bem informado do Brasil."