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BOLETIM AGRO: Chuvas voltam à região Centro-Oeste mas volume é limitado para plantio de soja

E mais nesta edição: BRICS discutirão, em Bonito (MS), saídas tecnológicas para demanda mundial de alimentos; forte onda de calor afeta preços do tomate

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Créditos: Reprodução INMET

Olá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro.

As chuvas devem cair em alguns pontos do Centro-Oeste nesta semana, após meses de estiagem. A previsão é de chuva isolada no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.

Mas informações do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, apontam que o volume pode ser insuficiente para compensar o período de seca.
A Carla Mendes, do Notícias Agrícolas, vai nos dar mais detalhes sobre essa previsão.

Seja bem-vinda, Carla.

“Realmente, essas chuvas que começam a chegar no Brasil central são pontuais e mal distribuídas e de volumes ainda limitados. Isso impede que o calor e a umidade do solo apresentem condições mais favoráveis. Então, os níveis de umidade seguem baixos no solo e as temperaturas muito elevadas. O que quer dizer, portanto, que ainda não temos condições ideais para o início do plantio da soja que já está liberado nesses dois estados que você citou.”

E a forte onda de calor segue afetando os preços e a qualidade de alguns produtos do campo. No último boletim, falamos dos ovos e, agora, parece que a vítima da vez é o tomate.

Quais as consequências das temperaturas altas para essa cultura?

“Essas altas temperaturas acabam resultando em frutos maduros em maior quantidade, o que resulta também em sobra de produto. Com isso, os preços das principais variedades de tomate recuaram de maneira bastante expressiva nos primeiros dias de setembro perdendo até 43% em alguns casos.”

Está marcado para os dias 25 e 26 de setembro um encontro entre os ministros da agricultura do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O município de Bonito, no Mato Grosso do Sul, vai receber os representantes.

O que esperar dessa reunião, Carla?

“O tema do encontro entre os ministros do BRICS é a inovação tecnológica na agropecuária em um contexto de aumento da produção mundial e da demanda por alimentos. É sabido que se espera um aumento da demanda por alimentos nas próximas décadas. E espera-se que a maior parte desses alimentos venha do Brasil. Por isso, os ministros se reunirão para entender como a tecnologia vai atuar para atender toda essa necessidade de comida que o mundo vai demandar.”

E depois de uma sequência de maus resultados, um aumento na exportação de algodão enxugou o excedente interno e aumentou os valores do produto.
Nos dê mais detalhes dessa movimentação, Carla.

“Na parcial de setembro, se contabilizarmos 10 dias úteis, os embarques brasileiros de algodão já somam mais de 58 mil de toneladas, ultrapassando em 41% todo o volume exportado no mês de agosto. O ritmo de embarque tem avançado bastante. Esses preços aqui, no Brasil, acompanham e, somente na última semana, vimos a cotação do algodão subir 1%, fechando em R$ 2,41 por libra/peso.”

Carla, obrigado pelos esclarecimentos.

Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo. noticiasagricolas.com.br para ser o produtor rural mais bem informado do Brasil."

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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As chuvas devem cair em alguns pontos do Centro-Oeste nesta semana, após meses de estiagem. A previsão é de chuva isolada no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.

Mas informações do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, apontam que o volume pode ser insuficiente para compensar o período de seca.
A Carla Mendes, do Notícias Agrícolas, vai nos dar mais detalhes sobre essa previsão.

Seja bem-vinda, Carla.

“Realmente, essas chuvas que começam a chegar no Brasil central são pontuais e mal distribuídas e de volumes ainda limitados. Isso impede que o calor e a umidade do solo apresentem condições mais favoráveis. Então, os níveis de umidade seguem baixos no solo e as temperaturas muito elevadas. O que quer dizer, portanto, que ainda não temos condições ideais para o início do plantio da soja que já está liberado nesses dois estados que você citou.”

E a forte onda de calor segue afetando os preços e a qualidade de alguns produtos do campo. No último boletim, falamos dos ovos e, agora, parece que a vítima da vez é o tomate.

Quais as consequências das temperaturas altas para essa cultura?
 

“Essas altas temperaturas acabam resultando em frutos maduros em maior quantidade, o que resulta também em sobra de produto. Com isso, os preços das principais variedades de tomate recuaram de maneira bastante expressiva nos primeiros dias de setembro perdendo até 43% em alguns casos.”

Está marcado para os dias 25 e 26 de setembro um encontro entre os ministros da agricultura do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O município de Bonito, no Mato Grosso do Sul, vai receber os representantes.

O que esperar dessa reunião, Carla?
 

“O tema do encontro entre os ministros do BRICS é a inovação tecnológica na agropecuária em um contexto de aumento da produção mundial e da demanda por alimentos. É sabido que se espera um aumento da demanda por alimentos nas próximas décadas. E espera-se que a maior parte desses alimentos venha do Brasil. Por isso, os ministros se reunirão para entender como a tecnologia vai atuar para atender toda essa necessidade de comida que o mundo vai demandar.”

E depois de uma sequência de maus resultados, um aumento na exportação de algodão enxugou o excedente interno e aumentou os valores do produto.

Nos dê mais detalhes dessa movimentação, Carla.
 

“Na parcial de setembro, se contabilizarmos 10 dias úteis, os embarques brasileiros de algodão já somam mais de 58 mil de toneladas, ultrapassando em 41% todo o volume exportado no mês de agosto. O ritmo de embarque tem avançado bastante. Esses preços aqui, no Brasil, acompanham e, somente na última semana, vimos a cotação do algodão subir 1%, fechando em R$ 2,41 por libra/peso.”

Carla, obrigado pelos esclarecimentos.

Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?
 

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