Menu

BOLETIM AGRO: Embaixador chinês afirma que país quer aumentar variedade de produtos importados do Brasil

Gigante asiático estaria interessado nas frutas, produtos lácteos e na carne bovina brasileira

  • Repórter
  • Data de publicação:
Banners
Créditos: Wenderson Araujo/Trilux

Olá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro. Você acompanha, agora, os principais destaques do agronegócio.

Desde o início da guerra comercial com os Estados Unidos, a China fortaleceu suas relações econômicas com o Brasil, importando diversos produtos brasileiros em quantidades significativas, tornando-se um importante aliado comercial. A tendência é que isso melhore, pelo menos foi o que embaixador chinês Yang Wamming, deixou a entender durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio. Quem vai nos contar qual a mensagem otimista do embaixador, é a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas.

Seja bem-vinda, Carla.

“O embaixador deixou bem claro que a China quer fortalecer as suas relações comerciais com o Brasil, uma vez que já é talvez a maior compradora dos produtos agropecuários daqui, e isso inclui ampliar a pauta importadora dos chineses. Ou seja, comprar uma variedade maior de produtos, além de uma quantidade maior também. Nós podemos ver entre esses produtos, por exemplo, frutas, lácteos e também a carne bovina, que já é um grande avanço da gestão desse ministério da Agricultura, a abertura do mercado chinês para a carne bovina brasileira.”

Se a relação do Brasil com a China anda bem, a relação dos americanos com os chineses está longe de ser a ideal. Usando sua conta no Twitter o presidente Donald Trump fez ameaças, afirmando que se for reeleito no ano que vem, cobrará novas e mais duras tarifas sob os produtos chineses. Conte-nos mais sobre essa ameaça, Carla.

“A guerra comercial continua, segue numa nova fase e o que nós observamos é o presidente americano, Donald Trump, reforçando a sua retórica contra os chineses, sempre usando o Twitter. Agora ele disse que se for reeleito no ano que vem o acordo com os chineses será muito mais difícil. Ele acusa a nação asiática de esperar por uma eleição e esperar mais ainda, que os democratas voltem ao poder para ter uma negociação facilitada. Enquanto isso acontece, o Brasil continua sendo favorecido como, por exemplo, no mercado da soja onde os prêmios ofertados pelos compradores chineses continuam subindo.”

Um levantamento divulgado nesta semana traz boas notícias aos produtores de soja. De acordo com a Análise Semanal da consultora Datagro Grãos, os rendimentos da safra 2019/2020 devem ser um pouco maiores que nas últimas temporadas. É isso mesmo, Carla?

“A Datagro Grãos trouxe essa perspectiva mostrando que a lucratividade positiva dos sojicultores brasileiros nesta temporada 2019/2020, que está prestes a se iniciar, deve ser mais dominante e um pouco ajustada em relação aos ganhos da última safra. Ainda assim, os resultados devem ser muito positivos justamente por conta dessa concentração maior da demanda dos chineses aqui no Brasil, um câmbio que favorece as nossas exportações e os prêmios muito altos para a soja brasileira.”

Uma pesquisa do Cepea com produtores de batata de Goiás e de algumas regiões de São Paulo indica que apesar de uma recente redução nos preços, o valor do produto no mercado continua alto. Carla, quais são os valores e o que está causando isso?

“Na semana passada a venda de algumas variedades de batata fecharam com média de R$ 118,57 por saca. Isso mostra uma queda de 28% em relação á semana anterior. Apesar disso, esses preços seguem mais altos do que nas últimas semanas, quando tínhamos valores ali na casa dos R$113, R$114 para a saca de 50 quilos. Então vemos que é um mercado bem sustentado, a demanda segue aquecida e isso traz boas perspectivas para os produtores de batata.”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo. noticiasagricolas.com.br para ser o produtor rural mais bem informado do Brasil."

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


Cadastre-se

Olá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro. Você acompanha, agora, os principais destaques do agronegócio.

Desde o início da guerra comercial com os Estados Unidos, a China fortaleceu suas relações econômicas com o Brasil, importando diversos produtos brasileiros em quantidades significativas, tornando-se um importante aliado comercial. A tendência é que isso melhore, pelo menos foi o que embaixador chinês Yang Wamming, deixou a entender durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio. Quem vai nos contar qual a mensagem otimista do embaixador, é a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas.

Seja bem-vinda, Carla.

“O embaixador deixou bem claro que a China quer fortalecer as suas relações comerciais com o Brasil, uma vez que já é talvez a maior compradora dos produtos agropecuários daqui, e isso inclui ampliar a pauta importadora dos chineses. Ou seja, comprar uma variedade maior de produtos, além de uma quantidade maior também. Nós podemos ver entre esses produtos, por exemplo, frutas, lácteos e também a carne bovina, que já é um grande avanço da gestão desse ministério da Agricultura, a abertura do mercado chinês para a carne bovina brasileira.”

Se a relação do Brasil com a China anda bem, a relação dos americanos com os chineses está longe de ser a ideal. Usando sua conta no Twitter o presidente Donald Trump fez ameaças, afirmando que se for reeleito no ano que vem, cobrará novas e mais duras tarifas sob os produtos chineses. Conte-nos mais sobre essa ameaça, Carla.

“A guerra comercial continua, segue numa nova fase e o que nós observamos é o presidente americano, Donald Trump, reforçando a sua retórica contra os chineses, sempre usando o Twitter. Agora ele disse que se for reeleito no ano que vem o acordo com os chineses será muito mais difícil. Ele acusa a nação asiática de esperar por uma eleição e esperar mais ainda, que os democratas voltem ao poder para ter uma negociação facilitada. Enquanto isso acontece, o Brasil continua sendo favorecido como, por exemplo, no mercado da soja onde os prêmios ofertados pelos compradores chineses continuam subindo.”

Um levantamento divulgado nesta semana traz boas notícias aos produtores de soja. De acordo com a Análise Semanal da consultora Datagro Grãos, os rendimentos da safra 2019/2020 devem ser um pouco maiores que nas últimas temporadas. É isso mesmo, Carla?

“A Datagro Grãos trouxe essa perspectiva mostrando que a lucratividade positiva dos sojicultores brasileiros nesta temporada 2019/2020, que está prestes a se iniciar, deve ser mais dominante e um pouco ajustada em relação aos ganhos da última safra. Ainda assim, os resultados devem ser muito positivos justamente por conta dessa concentração maior da demanda dos chineses aqui no Brasil, um câmbio que favorece as nossas exportações e os prêmios muito altos para a soja brasileira.”

Uma pesquisa do Cepea com produtores de batata de Goiás e de algumas regiões de São Paulo indica que apesar de uma recente redução nos preços, o valor do produto no mercado continua alto. Carla, quais são os valores e o que está causando isso?

“Na semana passada a venda de algumas variedades de batata fecharam com média de R$ 118,57 por saca. Isso mostra uma queda de 28% em relação á semana anterior. Apesar disso, esses preços seguem mais altos do que nas últimas semanas, quando tínhamos valores ali na casa dos R$113, R$114 para a saca de 50 quilos. Então vemos que é um mercado bem sustentado, a demanda segue aquecida e isso traz boas perspectivas para os produtores de batata.”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo, noticiasagricolas.com.br para ser o produtor rural mais bem informado do Brasil."