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BOLETIM AGRO: Moagem de cana sobe, mas teor de açúcar deve cair

Confira ainda nesta edição: ampla oferta de tomate pressiona cotações

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Créditos: Reprodução

Olá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro. Na edição de hoje, trazemos os principais destaques do agronegócio.

Uma estimativa divulgada nesta semana aponta para um aumento na moagem de cana para a temporada 2019/2020. O crescimento, de acordo com o levantamento, deve ser de 2%. Porém, a produção de açúcar não deve acompanhar o movimento.

Quem vai nos explicar o motivo dessas tendências, além de comentar outros assuntos, é a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas. Bem-vinda, Carla.

“Realmente, a moagem de cana-de-açúcar no Brasil deve aumentar, chegando à 2% na safra 2019/2020 comparada a safra anterior, superando 630 milhões de toneladas. Nós temos um percentual menor de açúcar a ser produzido com uma safra mais alcooleira. Geralmente, temos essa mudança a cada safra com os usineiros do Brasil optando pelo mercado mais oportuno e rentável. Por isso devemos ter uma menor produção nessa temporada.”

As batatas tiveram um aumento recente no preço em São Paulo e no Rio de Janeiro. A situação está boa para os produtores da cultura, Carla?

“A situação é interessante, mas apesar dessa alta nos preços, que passa dos 5% em algumas regiões, a preço do produto no Rio de Janeiro foi de R$ 126 por saca de 50 quilos. A perspectiva do produtor é de que não haja uma volume maior de batata sendo colhida na próxima semana. Preços mais altos, mas sem produto para esses preços em algumas regiões, equilibrando a situação.”

Apesar da chegada do frio, a oferta de tomate no Brasil continua grande e como consequência, as cotações do produto seguem pressionadas. Como está o cenário para o tomate nesse momento, Carla?

“Somente na última semana, segundo informou a Ceagesp em São Paulo, os preços caíram 37% nos tipos mais comercializados, que são o 2A e o 3A – isso falando de uma caixa de 18 à 20 quilos que está valendo somente R$ 20 pagos ao produtor. Essas baixas muito intensas são resultado dessa oferta maior, que vieram no início da semana com o clima quente que contribuiu para a maturação do fruto.”

E quem está sofrendo influência direta por conta das movimentações do dólar é o feijão. De que forma o preço da moeda tem atingido quesitos como a produção e na exportação do feijão, Carla?

“Se de um lado nós temos as exportações favorecidas com o dólar mais alto, tendo preços mais elevados. Esse dólar elevado aumenta os custos de produção e preocupa o produtor, uma vez que nossos insumos em sua maior parte são lastreados em dólar fazendo com que o preço suba inevitavelmente.”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo. Para quem quiser saber mais sobre o agronegócio brasileiro e mundial: noticiasagricolas.com.br. Até a próxima, Raphael".

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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Uma estimativa divulgada nesta semana aponta para um aumento na moagem de cana para a temporada 2019/2020. O crescimento, de acordo com o levantamento, deve ser de 2%. Porém, a produção de açúcar não deve acompanhar o movimento.

Quem vai nos explicar o motivo dessas tendências, além de comentar outros assuntos, é a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas. Bem-vinda, Carla.
 

“Realmente, a moagem de cana-de-açúcar no Brasil deve aumentar, chegando à 2% na safra 2019/2020 comparada a safra anterior, superando 630 milhões de toneladas. Nós temos um percentual menor de açúcar a ser produzido com uma safra mais alcooleira. Geralmente, temos essa mudança a cada safra com os usineiros do Brasil optando pelo mercado mais oportuno e rentável. Por isso devemos ter uma menor produção nessa temporada.”

As batatas tiveram um aumento recente no preço em São Paulo e no Rio de Janeiro. A situação está boa para os produtores da cultura, Carla?

“A situação é interessante, mas apesar dessa alta nos preços, que passa dos 5% em algumas regiões, a preço do produto no Rio de Janeiro foi de R$ 126 por saca de 50 quilos. A perspectiva do produtor é de que não haja uma volume maior de batata sendo colhida na próxima semana. Preços mais altos, mas sem produto para esses preços em algumas regiões, equilibrando a situação.”

Apesar da chegada do frio, a oferta de tomate no Brasil continua grande e como consequência, as cotações do produto seguem pressionadas. Como está o cenário para o tomate nesse momento, Carla?

“Somente na última semana, segundo informou a Ceagesp em São Paulo, os preços caíram 37% nos tipos mais comercializados, que são o 2A e o 3A – isso falando de uma caixa de 18 à 20 quilos que está valendo somente R$ 20 pagos ao produtor. Essas baixas muito intensas são resultado dessa oferta maior, que vieram no início da semana com o clima quente que contribuiu para a maturação do fruto.”

E quem está sofrendo influência direta por conta das movimentações do dólar é o feijão. De que forma o preço da moeda tem atingido quesitos como a produção e na exportação do feijão, Carla?

“Se de um lado nós temos as exportações favorecidas com o dólar mais alto, tendo preços mais elevados. Esse dólar elevado aumenta os custos de produção e preocupa o produtor, uma vez que nossos insumos em sua maior parte são lastreados em dólar fazendo com que o preço suba inevitavelmente.”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo, noticiasagricolas.com.br para ser o produtor rural mais bem informado do Brasil."