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BOLETIM AGRO: Tereza Cristina confia em volta de exportação de carnes para a China

Em guerra comercial com o país asiático, EUA podem ter prejuízo de 50 milhões de toneladas na safra de milho

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Créditos: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Olá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro. Na edição de hoje, trazemos alguns destaques do agronegócio no Brasil e do mundo.

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está confiante que o Brasil volte a exportar carne bovina para a China. Ela afirmou que pedirá o fim da suspensão de envio ao país asiático, após a Organização Internacional de Saúde Animal terminar o processo de análise. A suspensão ocorreu devido aquele caso atípico de Vaca Louca, nome dado à doença cerebral em bovinos adultos que pode ser transmitida aos seres humanos por carne contaminada. O caso foi identificado no Mato Grosso e já encerrado, segundo o MAPA.

Quem vai nos explicar melhor o porquê da suspensão e a volta das negociações com os chineses é a Carla Mendes, jornalista do Notícias Agrícolas.

Seja bem-vinda, Carla.

“Essa suspensão aconteceu porque o Brasil e a China tem um protocolo sanitário bilateral que foi assinado em 2015 e que determina a suspensão em casos como esse. No entanto, a confiança da ministra Tereza Cristina sobre a retomada breve desses embarques tem a ver com o fato desse caso já ter sido encerrado. Nós devemos ver a China pedir a retirada da suspensão das exportações logo que esse processo na Organização Internacional de Saúde Animal for finalizado. Esse protocolo prevê essa suspensão, no entanto, só quando a contaminação for por alimentação infectada, o que não aconteceu. Por isso que se espera que seja logo revisto e o Brasil volte a embarcar carne bovina. Lembrando, o Brasil tem uma pecuária com certificado de qualidade, muito responsável. E queremos retomar o quanto esses embarques para a China, que atualmente é o nosso maior comprador no momento. ”

Agora sobre um panorama internacional. Especialistas apontam que os Estados Unidos podem ter um prejuízo de cerca de 50 milhões de toneladas na safra de milho. O que causou isso? E o Brasil? Pode se dar bem com essa situação?

“O clima extremamente desfavorável, uma área recorde que deve ficar sem plantação nos Estados Unidos justamente por conta desse cenário desfavorável de clima e uma perda de produtividade que já começa a ser registrada, calcula-se então essa quebra de produção na safra americana que pode ser maior, caso a situação não comece a melhorar. As condições não estão previstas para melhorar nos próximos dias. Com isso, o Brasil deve ser ainda mais demandado de milho. Devemos ver o Brasil exportando mais milho, inclusive nós já temos uma exportação no Brasil muito aquecida. Temos o milho batendo recordes de exportação no mês de maio, mesmo faltando ainda uma semana para fechar o período e já supera as 8,2 milhões de toneladas no acumulado desde janeiro. Podemos exportar 35 milhões de toneladas, segundo especialistas aqui do Brasil, o que ajudaria a desafogar a produção desse ano, e essa abertura que os EUA vai deixar pode ser suprida pelo Brasil. Além disso, os EUA começaram um conflito comercial com o México, que é um dos maiores compradores de milho, o que pode fazer com que eles voltem os olhos para o Brasil”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo. Para quem quiser saber mais sobre o agronegócio brasileiro e mundial: noticiasagricolas.com.br. Até a próxima, Raphael".

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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Olá, eu sou o Raphael Costa e esta é mais uma edição do Boletim Agro. Na edição de hoje, trazemos alguns destaques do agronegócio no Brasil e do mundo.

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está confiante que o Brasil volte a exportar carne bovina para a China. Ela afirmou que pedirá o fim da suspensão de envio ao país asiático, após a Organização Internacional de Saúde Animal terminar o processo de análise. A suspensão ocorreu devido aquele caso atípico de Vaca Louca, nome dado à doença cerebral em bovinos adultos que pode ser transmitida aos seres humanos por carne contaminada. O caso foi identificado no Mato Grosso e já encerrado, segundo o MAPA.

Quem vai nos explicar melhor o porquê da suspensão e a volta das negociações com os chineses é a Carla Mendes, jornalista do Notícias Agrícolas.

Seja bem-vinda, Carla.
 

“Essa suspensão aconteceu porque o Brasil e a China tem um protocolo sanitário bilateral que foi assinado em 2015 e que determina a suspensão em casos como esse. No entanto, a confiança da ministra Tereza Cristina sobre a retomada breve desses embarques tem a ver com o fato desse caso já ter sido encerrado. Nós devemos ver a China pedir a retirada da suspensão das exportações logo que esse processo na Organização Internacional de Saúde Animal for finalizado. Esse protocolo prevê essa suspensão, no entanto, só quando a contaminação for por alimentação infectada, o que não aconteceu. Por isso que se espera que seja logo revisto e o Brasil volte a embarcar carne bovina. Lembrando, o Brasil tem uma pecuária com certificado de qualidade, muito responsável. E queremos retomar o quanto esses embarques para a China, que atualmente é o nosso maior comprador no momento. ”

Agora sobre um panorama internacional. Especialistas apontam que os Estados Unidos podem ter um prejuízo de cerca de 50 milhões de toneladas na safra de milho. O que causou isso? E o Brasil? Pode se dar bem com essa situação?

“O clima extremamente desfavorável, uma área recorde que deve ficar sem plantação nos Estados Unidos justamente por conta desse cenário desfavorável de clima e uma perda de produtividade que já começa a ser registrada, calcula-se então essa quebra de produção na safra americana que pode ser maior, caso a situação não comece a melhorar. As condições não estão previstas para melhorar nos próximos dias. Com isso, o Brasil deve ser ainda mais demandado de milho. Devemos ver o Brasil exportando mais milho, inclusive nós já temos uma exportação no Brasil muito aquecida. Temos o milho batendo recordes de exportação no mês de maio, mesmo faltando ainda uma semana para fechar o período e já supera as 8,2 milhões de toneladas no acumulado desde janeiro. Podemos exportar 35 milhões de toneladas, segundo especialistas aqui do Brasil, o que ajudaria a desafogar a produção desse ano, e essa abertura que os EUA vai deixar pode ser suprida pelo Brasil. Além disso, os EUA começaram um conflito comercial com o México, que é um dos maiores compradores de milho, o que pode fazer com que eles voltem os olhos para o Brasil”

Obrigado pelos esclarecimentos, Carla. Quem quiser saber mais novidades do agronegócio é só acessar o Notícias Agrícolas, certo?

“É isso mesmo. Para que quiser saber mais sobre o agronegócio brasileiro e mundial: noticiasagricolas.com.br. Até a próxima, Raphael.”