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Bolsonaro afirma que vai abrir escritório de negócios em Jerusalém

Medida chamou a atenção da Palestina, que condenou a decisão do governo brasileiro

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Durante visita oficial a Israel, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a criação de um escritório de representação comercial em Jerusalém. Segundo o presidente, o escritório será responsável pelas áreas de ciência, tecnologia e inovação e negócios.

Bolsonaro também falou da parceria entre os dois países e disse que a relação, classificada por ele como um “casamento”, vai trazer benefícios para os povos de Israel e do Brasil.

O primeiro-ministro do país israelense, Benjamin Netanyahu, também considerou a iniciativa importante. Para ele, pode ser o ponto de partida para a transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

Essa aproximação chamou a atenção da Palestina, que condenou a decisão do governo brasileiro de abrir um escritório comercial em Jerusalém. A Autoridade Palestina anunciou, inclusive, que vai chamar de volta seu embaixador no Brasil para conversar sobre essa situação.

Em resposta, Bolsonaro afirmou que "é direito" dos palestinos reclamarem de sua intenção de mudar a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. A declaração foi dada após o presidente sair de um almoço em um hotel de Jerusalém.

O presidente Bolsonaro também agradeceu o apoio dado por militares israelenses que ajudaram nas buscas de vítimas em Brumadinho (MG), após o rompimento da barragem da Vale.

Na segunda-feira (1º), o presidente brasileiro visitou a Unidade de Contra-Terrorismo da Polícia israelense. A visita não pode ser acompanhada pela imprensa, nem pelo assessores de comunicação. O compromisso se assemelha a ida de Bolsonaro à Agência de Inteligência Americana (CIA) em Washington, no mês passado.

Nesta terça-feira (2), o presidente vai participar de encontro e almoçar com empresários. A previsão é de que Bolsonaro retorne ao Brasil na quarta-feira (3).
 

Marquezan Araújo

Marquezan é formado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), atuou como âncora de jornal radiofônico e locutor de programa musical. Passou por estágios na Agência Brasil e na Rádio Nacional, da EBC. Repórter da Agência do Rádio desde 2016, acompanha as movimentações do Legislativo no Congresso Nacional.


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Bolsonaro também falou da parceria entre os dois países e disse que a relação, classificada por ele como um “casamento”, vai trazer benefícios para os povos de Israel e do Brasil.

O primeiro-ministro do país israelense, Benjamin Netanyahu, também considerou a iniciativa importante. Para ele, pode ser o ponto de partida para a transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

Essa aproximação chamou a atenção da Palestina, que condenou a decisão do governo brasileiro de abrir um escritório comercial em Jerusalém. A Autoridade Palestina anunciou, inclusive, que vai chamar de volta seu embaixador no Brasil para conversar sobre essa situação.

Em resposta, Bolsonaro afirmou que "é direito" dos palestinos reclamarem de sua intenção de mudar a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. A declaração foi dada após o presidente sair de um almoço em um hotel de Jerusalém.

O presidente Bolsonaro também agradeceu o apoio dado por militares israelenses que ajudaram nas buscas de vítimas em Brumadinho (MG), após o rompimento da barragem da Vale.

Na segunda-feira (1º), o presidente brasileiro visitou a Unidade de Contra-Terrorismo da Polícia israelense. A visita não pode ser acompanhada pela imprensa, nem pelo assessores de comunicação. O compromisso se assemelha a ida de Bolsonaro à Agência de Inteligência Americana (CIA) em Washington, no mês passado.

Nesta terça-feira (2), o presidente vai participar de encontro e almoçar com empresários. A previsão é de que Bolsonaro retorne ao Brasil na quarta-feira (3).

Reportagem, Marquezan Araújo