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Brasil precisa exportar mais produtos de valor agregado para a China, diz Mourão em Pequim

Para ele, o Brasil poderá se beneficiar da guerra comercial entre China e EUA, ganhando mais espaço no mercado chinês.

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Foto: Reprodução

O vice-presidente Hamilton Mourão está visitando a China e disse nesta terça-feira, em Pequim, que o Brasil tem que exportar mais produtos de valor agregado para o país asiático e não ser apenas uma “loja” de matérias-primas para o país asiático. Embora tenha superávit nas trocas com seu maior parceiro comercial, o vice-presidente entende que essa vantagem pode não ser apenas quantitativa, mas também precisa ser “qualitativa”.

Mourão afirmou em entrevista a um canal chinês que a relação entre Brasil e China não precisa necessariamente englobar a Nova Rota da Seda - iniciativa bilionária do governo Xi Jinping para retomar o espírito de trocas comerciais do antigo trajeto que unia Oriente e Ocidente na Idade Média. Apesar disso, Mourão ressaltou que essa hipótese não está descartada e ainda está em discussão.

A Nova Rota da Seda foi anunciada em 2013 e é o principal programa do governo chinês para criar investimentos em infraestrutura e oportunidades de negócios com empresas chinesas. O projeto já conta com a adesão de 125 países.

Segundo o Mourão, mais conversas sobre o tema devem ser feitas, “mas não há calendário previsto. A iniciativa está mais unida com as questões dos países próximos da China, da Europa e África. Nós, na América Latina estamos um pouco distantes”, lembrou o vice-presidente.

Para Mourão, o Brasil poderá se beneficiar da guerra comercial entre China e Estados Unidos e ganhar mais espaço no mercado chinês. O vice-presidente encerrará sua agenda com um jantar privado nesta terça e ficará na China até a noite de sexta-feira (24).

 

Juliana Gonçalves

A carreira jornalística de Juliana deu início com assessoria de imprensa. Após um tempo, entrou como estagiária na redação da Agência do Rádio. Trabalhou, também, na TV Band com foco em política por um tempo e voltou para nossa redação como repórter em 2018.


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O vice-presidente Hamilton Mourão está visitando a China e disse nesta terça-feira, em Pequim, que o Brasil tem que exportar mais produtos de valor agregado para o país asiático e não ser apenas uma “loja” de matérias-primas para o país asiático. Embora tenha superávit nas trocas com seu maior parceiro comercial, o vice-presidente entende que essa vantagem pode não ser apenas quantitativa, mas também precisa ser “qualitativa”.

Mourão afirmou em entrevista a um canal chinês que a relação entre Brasil e China não precisa necessariamente englobar a Nova Rota da Seda - iniciativa bilionária do governo Xi Jinping para retomar o espírito de trocas comerciais do antigo trajeto que unia Oriente e Ocidente na Idade Média. Apesar disso, Mourão ressaltou que essa hipótese não está descartada e ainda está em discussão.

A Nova Rota da Seda foi anunciada em 2013 e é o principal programa do governo chinês para criar investimentos em infraestrutura e oportunidades de negócios com empresas chinesas. O projeto já conta com a adesão de 125 países.

Segundo o Mourão, mais conversas sobre o tema devem ser feitas, “mas não há calendário previsto. A iniciativa está mais unida com as questões dos países próximos da China, da Europa e África. Nós, na América Latina estamos um pouco distantes”, lembrou o vice-presidente.

Para Mourão, o Brasil poderá se beneficiar da guerra comercial entre China e Estados Unidos e ganhar mais espaço no mercado chinês. O vice-presidente encerrará sua agenda com um jantar privado nesta terça e ficará na China até a noite de sexta-feira (24).

Reportagem, Juliana Gonçalves