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BREJINHO (PE): Município continua em situação de risco para surto de dengue, zika e chikungunya

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o número de casos notificados das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em Pernambuco aumentou em 2019.

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Há aproximadamente dois anos, a comerciante Maria Letícia Lucena, de 49 anos, foi diagnosticada com febre chikungunya. Casada e mãe de dois filhos, a moradora do Centro de Brejinho conta que mesmo após uma semana afastada do trabalho para se tratar da doença, as dores nas articulações persistiram por mais de um ano. 

A comerciante, que mora no primeiro andar, relata que a simples ação de subir escadas se tornou um grande desafio. 

“Lembro que acordei e levantei com mal-estar, mas desci para trabalhar. À noite, quando terminou o expediente, não consegui subir as escadas. Terminei de subir chorando, com meus meninos me puxando, porque todas as minhas juntas ficaram atrofiadas. Aí me deitei, tive febre, muita dor no corpo, dor de cabeça, aquela dor em cima do olho estranha.”

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o número de casos notificados das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em Pernambuco aumentou em 2019. Até 14 de setembro, o estado registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito Aedes aegypti, o LIRAa, que analisa a presença de larvas em imóveis, desde 2013, quatro municípios do estado estão em risco de surto para as doenças. Brejinho é um deles. Em abril deste ano, o valor do LIRAa registrado foi de 4,70% que indica risco de surto. Para que seja considerado em situação satisfatória, o município deve apresentar índice abaixo de 1%, segundo recomendação do Ministério da Saúde. 

Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, entre os fatores que contribuem para esse resultado estão o armazenamento inadequado de água, bem como o clima da região Nordeste, que é muito propício para a proliferação do mosquito. A gerente de Vigilância das Arboviroses destaca a importância do cuidado constante para evitar focos do mosquito. 

“Precisamos olhar sempre nossos quintais, jardins e até os locais de armazenamento água. Se a água está armazenada adequadamente – bem fechadinha –, para que não permita a entrada do mosquito. E se tem algum tipo de depósito [de água] nos jardins e quintais, para quando vier a chuva – que, aqui, geralmente, vem seguida de sol e isso é uma situação muito boa para a proliferação do mosquito. Sempre estar atento para esses pequenos depósitos e, se possível, eliminá-los.”

É fundamental ter cuidado com todos os locais que podem acumular água parada independente da época do ano, pois os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver no meio ambiente por 450 dias, bastando pouca quantidade de água para que haja a eclosão das larvas. 

Proteja sua família. Mantenha bem tampado tonéis, caixas e barris de água, feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de animais e mantenha garrafas de vidro e latinhas viradas para baixo. 

Lembre-se que o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes

Agência do Rádio



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LOC.: Há aproximadamente dois anos, a comerciante Maria Letícia Lucena, de 49 anos, foi diagnosticada com febre chikungunya. Casada e mãe de dois filhos, a moradora do Centro de Brejinho conta que mesmo após uma semana afastada do trabalho para se tratar da doença, as dores nas articulações persistiram por mais de um ano. 

A comerciante, que mora no primeiro andar, relata que a simples ação de subir escadas se tornou um grande desafio. 

TEC./SONORA: Maria Letícia Lucena, comerciante

“Lembro que acordei e levantei com mal-estar, mas desci para trabalhar. À noite, quando terminou o expediente, não consegui subir as escadas. Terminei de subir chorando, com meus meninos me puxando, porque todas as minhas juntas ficaram atrofiadas. Aí me deitei, tive febre, muita dor no corpo, dor de cabeça, aquela dor em cima do olho estranha.”

LOC.: Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o número de casos notificados das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em Pernambuco aumentou em 2019. Até 14 de setembro, o estado registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito Aedes aegypti, o LIRAa, que analisa a presença de larvas em imóveis, desde 2013, quatro municípios do estado estão em risco de surto para as doenças. Brejinho é um deles. Em abril deste ano, o valor do LIRAa registrado foi de 4,70% que indica risco de surto. Para que seja considerado em situação satisfatória, o município deve apresentar índice abaixo de 1%, segundo recomendação do Ministério da Saúde. 

Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, entre os fatores que contribuem para esse resultado estão o armazenamento inadequado de água, bem como o clima da região Nordeste, que é muito propício para a proliferação do mosquito. A gerente de Vigilância das Arboviroses destaca a importância do cuidado constante para evitar focos do mosquito. 

TEC./SONORA: Claudenice Pontes, gerente de Vigilância das Arboviroses

“Precisamos olhar sempre nossos quintais, jardins e até os locais de armazenamento água. Se a água está armazenada adequadamente – bem fechadinha –, para que não permita a entrada do mosquito. E se tem algum tipo de depósito [de água] nos jardins e quintais, para quando vier a chuva – que, aqui, geralmente, vem seguida de sol e isso é uma situação muito boa para a proliferação do mosquito. Sempre estar atento para esses pequenos depósitos e, se possível, eliminá-los.”

LOC.: É fundamental ter cuidado com todos os locais que podem acumular água parada independente da época do ano, pois os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver no meio ambiente por 450 dias, bastando pouca quantidade de água para que haja a eclosão das larvas. 

Proteja sua família. Mantenha bem tampado tonéis, caixas e barris de água, feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de animais e mantenha garrafas de vidro e latinhas viradas para baixo. 

Lembre-se que o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.