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CALDAS BRANDÃO (PB): Município está em risco para surto das três doenças transmitidas pelo mosquito

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa aponta uma taxa de infestação de 4% no município. Para ter condição satisfatória, os índices devem ficar abaixo de 1%.

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Segundo dados do Boletim Epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde, a Paraíba registrou aumento no número de casos prováveis – que reúne os confirmados e os suspeitos – de dengue, zika e chikungunya em 2019. Até setembro, o estado registrou um crescimento de 43,7% nos casos prováveis de dengue, 1,6% nos de Zika e 20,5% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em Caldas Brandão, uma das vítimas da chikungunya foi o aposentado Cícero dos Santos Nascimento, de 40 anos. O morador do Distrito do Cajá relata os sintomas que teve. 

“Doeu o corpo todo, inclusive as juntas das mãos. Não conseguia nem fechar as mãos. Muita febre, dor de cabeça, tontura. Tive que me ausentar da minha atividade, na época. Fiquei de repouso absoluto por quatro dias. Em seguida, eu fui retomando aos poucos, mas os sintomas só foram desaparecer totalmente depois de quase 90 dias.”

O município está em situação de risco para surto das três doenças transmitidas pelo mosquito desde 2016. Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa, divulgado em abril deste ano, o índice do município foi de 4%. De acordo com a classificação do Ministério da Saúde, para estar em condições satisfatórias o município deve apresentar índice inferior a 1%.

Lançada no último dia 12 de setembro, pelo Ministério da Saúde, a nova campanha nacional de combate ao mosquito pretende sensibilizar a população quanto à importância de não deixar que novos focos do vetor apareçam. Para o médico sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz, Cláudio Maierovitch, essa é a forma mais eficaz para evitar novos casos das três arboviroses.

“A principal prevenção – para as três doenças – se refere à transmissão. A primeira coisa é quanto à eliminação dos criadouros dos mosquitos. Então qualquer objeto, qualquer coisa que possa acumular água parada, especialmente água limpa, mas não só água limpa, dentro dos quintais, dentro de casa, mesmo em apartamento, em locais de trabalho, pode se transformar em um criadouro para o mosquito Aedes aegypti. É um mosquito que gosta de ficar perto das pessoas. Então, é importantíssimo que haja um esforço de todos para eliminar essas condições que favorecem a proliferação do mosquito.”

Proteja sua família. Fiscalize todos os locais que possam acumular água parada. Os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver no meio ambiente por 450 dias, bastando pouca quantidade de água para que haja a eclosão das larvas. Lembre-se que o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
 

Agência do Rádio



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LOC.: Segundo dados do Boletim Epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde, a Paraíba registrou aumento no número de casos prováveis – que reúne os confirmados e os suspeitos – de dengue, zika e chikungunya em 2019. Até setembro, o estado registrou um crescimento de 43,7% nos casos prováveis de dengue, 1,6% nos de Zika e 20,5% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em Caldas Brandão, uma das vítimas da chikungunya foi o aposentado Cícero dos Santos Nascimento, de 40 anos. O morador do Distrito do Cajá relata os sintomas que teve. 
 

“Doeu o corpo todo, inclusive as juntas das mãos. Não conseguia nem fechar as mãos. Muita febre, dor de cabeça, tontura. Tive que me ausentar da minha atividade, na época. Fiquei de repouso absoluto por quatro dias. Em seguida, eu fui retomando aos poucos, mas os sintomas só foram desaparecer totalmente depois de quase 90 dias.”

LOC.: O município está em situação de risco para surto das três doenças transmitidas pelo mosquito desde 2016. Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa, divulgado em abril deste ano, o índice do município foi de 4%. De acordo com a classificação do Ministério da Saúde, para estar em condições satisfatórias o município deve apresentar índice inferior a 1%.

Lançada no último dia 12 de setembro, pelo Ministério da Saúde, a nova campanha nacional de combate ao mosquito pretende sensibilizar a população quanto à importância de não deixar que novos focos do vetor apareçam. Para o médico sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz, Cláudio Maierovitch, essa é a forma mais eficaz para evitar novos casos das três arboviroses.
 

“A principal prevenção – para as três doenças – se refere à transmissão. A primeira coisa é quanto à eliminação dos criadouros dos mosquitos. Então qualquer objeto, qualquer coisa que possa acumular água parada, especialmente água limpa, mas não só água limpa, dentro dos quintais, dentro de casa, mesmo em apartamento, em locais de trabalho, pode se transformar em um criadouro para o mosquito Aedes aegypti. É um mosquito que gosta de ficar perto das pessoas. Então, é importantíssimo que haja um esforço de todos para eliminar essas condições que favorecem a proliferação do mosquito.”

 LOC.: Proteja sua família. Fiscalize todos os locais que possam acumular água parada. Os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver no meio ambiente por 450 dias, bastando pouca quantidade de água para que haja a eclosão das larvas. Lembre-se que o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.