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CAPIM GROSSO (BA): Município registra 200 casos de dengue em 2019

De janeiro a primeira quinzena de setembro, a Secretaria de Saúde Municipal de Capim Grosso notificou 200 casos prováveis de dengue, 35 de chikungunya e 11 de zika

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Créditos: Ministério da Saúde

Febre alta, incapacidade motora e muito cansaço. A dor causada pela dengue foi tamanha a ponto de deixar o auxiliar administrativo Moaibe Sousa, de 27 anos, parado uma semana em casa, sem poder ir ao trabalho em uma faculdade particular. 

“Na época, pensei até que não suportaria! Era uma dor muito forte, principalmente na cabeça, ficava latejando... Senti muita dor mesmo no olho esquerdo. Tive dificuldade para locomoção e senti dor nas costas", relatou Moaibe.

O morador do bairro Oliveira foi infectado pelo vírus da dengue em julho de 2019, quando Capim Grosso apresentou risco de infestação do Aedes aegypti, transmissor dessa e de outras duas doenças que podem matar – a chikungunya e zika. Moaibe relata que alguns vizinhos de bairro não recebem os agentes de endemia em casa. Para ele, muitos esquecem de fazer a limpeza regular de possíveis criadouros. 

“O recado que eu deixo é para o pessoal observar mais, ter mais cuidado com a limpeza de terrenos. E sempre ter disponibilidade para atender os agentes de epidemias. Porque se não tiver colaboração de todos, não conseguiremos vencer essa guerra contra o mosquito”, lembrou Moaibe.

A situação do município continua a preocupar autoridades de saúde locais: o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa de 2019 resultou índice de 7,3% de infestação, que indica alto risco de surto das três enfermidades. 

 

De janeiro a primeira quinzena de setembro, a Secretaria de Saúde Municipal de Capim Grosso notificou 200 casos prováveis de dengue, 35 de chikungunya e 11 de zika. Em todo 2018, apenas uma notificação de dengue foi feita em todo o município. Em 2019, nenhuma morte foi constatada pelos três vírus. 

A falta de limpeza dos reservatórios de água – lugares ideais para a proliferação do mosquito – e a quantidade de casas fechadas para as visitas dos agentes de endemias são os principais fatores que levaram ao aumento de casos, segundo o coordenador da Vigilância Epidemiológica, Máguibe Rangel. 

Para frear o aumento das notificações, a secretaria municipal de saúde vai intensificar, nos próximos meses, a limpeza de terrenos, o recolhimento de recipientes que acumulam água e a distribuição de telas de proteção. Enquanto isso, a recomendação do coordenador epidemiológico é a mesma: 

“Eu quero falar para a população capim-grossense e região que ajude os agentes de combate as endemias, também fazendo a prevenção de casa, separando cinco minutinhos por semana para dar uma olhada no quintal, para ver se não tem algo que acumule água. Se você acha que sua cisterna está com larvas do mosquito, ou se tem uma cisterna do vizinho com larvas, vá até o centro de combate a endemias para avisar aos agentes que naquela residência provavelmente tem um foco”, orientou Máguibe.

Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco. 
Caso você tenha alguma dúvida sobre as visitas de agentes de endemias ou queira informar terrenos com possíveis focos do mosquito, entre em contato pelo “Disque dengue”: (74) 9 9115-3727. 

Você combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes
 

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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LOC.: Febre alta, incapacidade motora e muito cansaço. A dor causada pela dengue foi tamanha a ponto de deixar o auxiliar administrativo Moaibe Sousa, de 27 anos, parado uma semana em casa, sem poder ir ao trabalho em uma faculdade particular. 
 

“Na época, pensei até que não suportaria! Era uma dor muito forte, principalmente na cabeça, ficava latejando... Senti muita dor mesmo no olho esquerdo. Tive dificuldade para locomoção e senti dor nas costas.”

LOC.: O morador do bairro Oliveira foi infectado pelo vírus da dengue em julho de 2019, quando Capim Grosso apresentou risco de infestação do Aedes aegypti, transmissor dessa e de outras duas doenças que podem matar – a chikungunya e zika. Moaibe relata que alguns vizinhos de bairro não recebem os agentes de endemia em casa. Para ele, muitos esquecem de fazer a limpeza regular de possíveis criadouros. 

“O recado que eu deixo é para o pessoal observar mais, ter mais cuidado com a limpeza de terrenos. E sempre ter disponibilidade para atender os agentes de epidemias. Porque se não tiver colaboração de todos, não conseguiremos vencer essa guerra contra o mosquito.”

LOC.: A situação do município continua a preocupar autoridades de saúde locais: o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa de 2019 resultou índice de 7,3% de infestação, que indica alto risco de surto das três enfermidades. 

De janeiro a primeira quinzena de setembro, a Secretaria de Saúde Municipal de Capim Grosso notificou 200 casos prováveis de dengue, 35 de chikungunya e 11 de zika. Em todo 2018, apenas uma notificação de dengue foi feita em todo o município. Em 2019, nenhuma morte foi constatada pelos três vírus. 

A falta de limpeza dos reservatórios de água – lugares ideais para a proliferação do mosquito – e a quantidade de casas fechadas para as visitas dos agentes de endemias são os principais fatores que levaram ao aumento de casos, segundo o coordenador da Vigilância Epidemiológica, Máguibe Rangel. 

Para frear o aumento das notificações, a secretaria municipal de saúde vai intensificar, nos próximos meses, a limpeza de terrenos, o recolhimento de recipientes que acumulam água e a distribuição de telas de proteção. Enquanto isso, a recomendação do coordenador epidemiológico é a mesma: 
 

“Eu quero falar para a população capim-grossense e região que ajude os agentes de combate as endemias, também fazendo a prevenção de casa, separando cinco minutinhos por semana para dar uma olhada no quintal, para ver se não tem algo que acumule água. Se você acha que sua cisterna está com larvas do mosquito, ou se tem uma cisterna do vizinho com larvas, vá até o centro de combate a endemias para avisar aos agentes que naquela residência provavelmente tem um foco.”
 

LOC.: Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco. 

Caso você tenha alguma dúvida sobre as visitas de agentes de endemias ou queira informar terrenos com possíveis focos do mosquito, entre em contato pelo “Disque dengue”: (74) 9 9115-3727. Repetindo: (74) 9 9115-3727.

Você combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.