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CE: “O SENAI me firmou no mercado de trabalho”, conta mecânico industrial que foi promovido graças a um curso técnico

Apenas em 2018, quase 22 mil cearenses foram capacitados em cursos técnicos e profissionais, segundo a Federação das Indústrias do estado

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Foto: Divulgação/SENAI

Morador de Maracanaú, Anderson Robson Silva ingressou no mercado de trabalho aos 18 anos em uma empresa de eletrodomésticos. Quando percebeu que estava ficando para trás no cargo de operador de qualidade, decidiu entrar para um curso técnico no SENAI e tentar uma posição melhor. Hoje, aos 23, Anderson tem diploma de técnico em mecânica e foi promovido a almoxarife.

“O SENAI me firmou no mercado de trabalho, para que eu não fosse demitido. Foi a escolha certa para mim. Aprendi bastante, vivenciei algumas coisas que nunca vivenciaria em outro lugar, e dentro da empresa consigo colocar em prática”, conta.

No ano passado, o SENAI cearense, uma das nove instituições que integram o chamado Sistema S, capacitou 21.892 pessoas, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). A indústria local emprega mais de 293 mil pessoas, a maior parte delas na construção civil (36,5%), segundo dados do IBGE.
Por reconhecer a importância da indústria para o desenvolvimento econômico e social do Ceará e da região Nordeste, o deputado federal Roberto Pessoa (PSDB-CE) considera que a qualificação profissional é uma porta de entrada para o mercado de trabalho para milhões de pessoas

“O Brasil deve muito ao Sistema S, porque nele as pessoas se profissionalizam. É lá o local no qual se faz cultura, esporte e onde se aprende a ser cidadão e a trabalhar em conjunto. Isso é muito importante, principalmente no Nordeste brasileiro”, elogia o parlamentar.

Na avaliação da diretora do Centro de Excelência e Inovação e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudia Costin, o modelo de ensino integrado adotado por SESI/SENAI deveria ser referência para a educação pública brasileira.

“Há exemplos internacionais, como as escolas secundárias da Coreia do Sul, em que o setor privado, a indústria, inclusive a indústria de ponta, participou não só do desenho instrucional de cursos de ensino médio, mas mesmo da gestão desses cursos com uma parceria público-privada que gerou altíssima empregabilidade em setores interessantes para os jovens”, comparou.

Somente em 2018, o SENAI realizou mais de 2,3 milhões de matrículas nos cursos de educação profissional em todo o Brasil. A instituição possui 587 unidades fixas espalhadas pelo país, além de 457 escolas móveis, sendo duas delas barcos-escola que atendem a região amazônica.

No estado do Ceará, os interessados em cursos do SENAI podem procurar uma das oito unidades fixas presentes em Fortaleza (3), Horizonte (1), Juazeiro do Norte (1), Maracanaú (2) ou Sobral (1). Para mais informações, ligue para (85) 4009-6300 ou acesse senai-ce.org.br.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: Aos 18 anos, Anderson Robson Silva, morador de Maracanaú, região metropolitana da capital, ingressou no mercado de trabalho em uma empresa de eletrodomésticos. Quando percebeu que estava ficando para trás no cargo de operador de qualidade, decidiu entrar para um curso técnico no SENAI e tentar uma posição melhor. Hoje, aos 23, Anderson tem diploma de técnico em mecânica e foi promovido a almoxarife.

TEC./SONORA: Anderson Robson Silva, 23 anos, técnico em mecânica

“A opção pelo SENAI foi a escolha certa para mim. Aprendi bastante, vivenciei algumas coisas que nunca viveria em outro lugar, e dentro da empresa consigo colocar em prática.”

LOC.: No ano passado, o SENAI cearense, uma das nove instituições que integram o chamado Sistema S, capacitou quase 22 mil pessoas, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). A indústria local emprega mais de 293 mil pessoas no estado, a maior parte delas na construção civil (36,5%), segundo dados do IBGE.

Por reconhecer a importância da indústria para o desenvolvimento econômico e social do Ceará e da região Nordeste, o deputado federal Roberto Pessoa (PSDB-CE) considera a qualificação profissional uma porta de entrada para milhões de brasileiros que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho.

TEC./SONORA: Roberto Pessoa (PSDB-CE), deputado federal

“O Brasil deve muito ao Sistema S, porque é lá que se profissionaliza as pessoas. É lá que se faz cultura, esporte e aprende a ser cidadão e a trabalhar em conjunto. Isso é muito importante, principalmente no Nordeste brasileiro.”

LOC.: A diretora do Centro de Excelência e Inovação e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudia Costin, o governo brasileiro deveria adotar o Sistema S como modelo educacional. Para ela, o método de ensino das instituições como o SENAI podem ser uma referência para as secretarias estaduais de educação.

TEC./SONORA: Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

“Há exemplos internacionais como as escolas secundárias da Coreia do Sul, em que o setor privado, a indústria, inclusive a indústria de ponta, participou não só do desenho instrucional de cursos de ensino médio, mas mesmo da gestão desses cursos com uma parceria público-privada que gerou altíssima empregabilidade em setores interessantes para os jovens.”

LOC.: Apenas no ano passado, o SENAI realizou mais de 2,3 milhões de matrículas nos cursos de educação profissional. A instituição possui 587 unidades fixas espalhadas pelo país, além de 457 escolas móveis, sendo duas delas barcos-escola na região amazônica.

No estado, os interessados em cursos do SENAI podem procurar uma das oito unidades fixas presentes em Fortaleza, Horizonte, Juazeiro do Norte, Maracanaú ou Sobral. Para mais informações, ligue para (85) 4009-6300 ou acesse senai-ce.org.br.

Reportagem, Sara Rodrigues