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CEARÁ: Diagnóstico tardio da hanseníase resulta em sequelas e deformidades no corpo

Em 2018 foram registrados 1.414 novos casos

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Doenças graves podem ter impacto profundo na vida das pessoas. Quando atingem alguém com deficiência intelectual, o efeito é ainda mais forte. Por isso, quando a cearense Lesliane Barbosa, de 51 anos, descobriu que o primo Francisco Gomes, de 55, estava com hanseníase, se desesperou. Ao visitá-lo, descobriu que o parente já estava com incapacidades físicas por consequência da doença. Como a mãe dele não podia dar a assistência necessária, Lesliane decidiu se mudar para ajudar o primo.

“Sei que faz bastante tempo que ele vivia assim. Só que eu estou aqui cuidando dele já há cinco anos. Eu vendo água no sinal pra poder cuidar dele, porque na verdade nem ele é aposentado. Ele nunca trabalhou. Ele sempre teve transtorno mental, as pessoas tinham preconceito com ele, porque as feridas dele ficavam expostas, muito malcuidadas, porque não tinha quem cuidasse dele, e aí depois que eu cheguei isso melhorou, mas mesmo assim as pessoas ainda têm preconceito”.

O caso de Francisco é apenas um dos vários que tem aumentado no Ceará. Só em 2018, segundo dados parciais, foram notificados 1.414 novos casos de hanseníase, e esse número pode ser ainda maior. Desse total, cerca de 80% foram detectados devido a avanços de deficiências físicas. Para se ter ideia do avanço da doença, 40 mil diagnósticos novos foram contabilizados de 2001 a 2018 no estado. A articuladora estadual do Programa de Hanseníase do Ceará, Gerlania Martins, explica que o conhecimento da população sobre a doença é muito importante para evitar que mais pessoas adoeçam e tenham sequelas.

“Ainda temos pessoas chegando no serviço com muito atraso neste diagnóstico. Temos pessoas chegando com algumas sequelas, com algumas deformidades. E isso nos preocupa bastante. Por isso, a necessidade de levarmos a informação, levarmos o conhecimento à população, para que a população ganhe confiança no serviço de saúde e possa ter essa força, essa coragem de procurar o serviço de saúde e entenderem que é importante o diagnóstico precoce”.

Vale lembrar que a hanseníase pode começar com manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas, mas o sintoma principal é a diminuição da sensibilidade ao toque, ao calor e a dor. Nesse caso, procure a Unida Básica de Saúde mais próxima de você. O diagnóstico precoce evita as sequelas e impede a transmissão para familiares e pessoas próximas. A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.

Agência do Rádio



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Doenças graves podem ter impacto profundo na vida das pessoas. Quando atingem alguém com deficiência intelectual, o efeito é ainda mais forte. Por isso, quando a cearense Lesliane Barbosa, de 51 anos, descobriu que o primo Francisco Gomes, de 55, estava com hanseníase, se desesperou. Ao visitá-lo, descobriu que o parente já estava com incapacidades físicas por consequência da doença. Como a mãe dele não podia dar a assistência necessária, Lesliane decidiu se mudar para ajudar o primo.

“Sei que faz bastante tempo que ele vivia assim. Só que eu estou aqui cuidando dele já há cinco anos. Eu vendo água no sinal pra poder cuidar dele, porque na verdade nem ele é aposentado. Ele nunca trabalhou. Ele sempre teve transtorno mental, as pessoas tinham preconceito com ele, porque as feridas dele ficavam expostas, muito malcuidadas, porque não tinha quem cuidasse dele, e aí depois que eu cheguei isso melhorou, mas mesmo assim as pessoas ainda têm preconceito”.

O caso de Francisco é apenas um dos vários que tem aumentado no Ceará. Só em 2018, segundo dados parciais, foram notificados 1.414 novos casos de hanseníase, e esse número pode ser ainda maior. Desse total, cerca de 80% foram detectados devido a avanços de deficiências físicas. Para se ter ideia do avanço da doença, 40 mil diagnósticos novos foram contabilizados de 2001 a 2018 no estado. A articuladora estadual do Programa de Hanseníase do Ceará, Gerlania Martins, explica que o conhecimento da população sobre a doença é muito importante para evitar que mais pessoas adoeçam e tenham sequelas. 

“Ainda temos pessoas chegando no serviço com muito atraso neste diagnóstico. Temos pessoas chegando com algumas sequelas, com algumas deformidades. E isso nos preocupa bastante. Por isso, a necessidade de levarmos a informação, levarmos o conhecimento à população, para que a população ganhe confiança no serviço de saúde e possa ter essa força, essa coragem de procurar o serviço de saúde e entenderem que é importante o diagnóstico precoce”.

Vale lembrar que a hanseníase pode começar com manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas, mas o sintoma principal é a diminuição da sensibilidade ao toque, ao calor e a dor. Nesse caso, procure a Unida Básica de Saúde mais próxima de você. O diagnóstico precoce evita as sequelas e impede a transmissão para familiares e pessoas próximas. A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.