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CEARÁ: Tratamento precoce da hanseníase leva à cura e evita sequelas nos pacientes

Apenas no Ceará, em 2017, 1.555 casos novos foram diagnosticados, sendo 61 em menores de 15 anos

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Machucados e feridas são comuns na vida de qualquer pessoa, mas algumas vezes eles podem dar a pista necessária para cuidados mais importantes. Foi com uma marca ressecada na pele, após uma queimadura, que Ana Késia do Nascimento, inspetora de qualidade de 35 anos e moradora Fortaleza, descobriu o primeiro sinal da hanseníase. A área não doía e o pai, que já havia sido tratado da doença, reconheceu imediatamente. Ela ainda era criança, em 1997, e foi com os pais para receber o diagnóstico. Com seis meses de tratamento, foi curada e não ficou nenhum sinal no corpo.

“Como eu não tenho dormência, eu não sinto. Onde tem a manchinha, eu não sinto ela. Uma sequela assim, mãozinha de garra, eu não tenho. Eu sou normal, você vê, você não diz que eu tive a hanseníase. Eu nunca sofri nenhum tipo de preconceito, mas eu sofria mais assim, por ser filha de paciente. Eu sofria. Meu pai foi paciente de hanseníase da época do isolamento compulsório, porque ele tinha hanseníase. E naquela época, até hoje na verdade, o pessoal tem preconceito”

Segundo Ana, o pai, Arlindo Martins, teve atrofia nas mãos e nas pernas. Mesmo assim, quando o tratamento ficou disponível, ele fez corretamente e foi curado. As sequelas ficaram pelo resto da vida, mas ele já podia viver normalmente entre as pessoas sem risco de passar a hanseníase para mais ninguém. Quando outras crianças começaram a fazer piadas com a condição dele, a escola fez uma explicação para todos os alunos e as provocações pararam. É apenas uma demonstração de como a informação e o diálogo são os caminhos para enfrentar o preconceito relacionado à enfermidade. De acordo com a articuladora estadual do Programa de Hanseníase do Ceará, Gerlania Martins, o conhecimento sobre a doença permite um atendimento rápido e sem sequelas aos doentes. 

“Estamos na luta tentando identificar precocemente a hanseníase, mobilizando toda a população, os profissionais de saúde, evitando que essas sequelas sejam frequentes nos pacientes acometidos pela doença. Então, vamos diagnosticar precocemente para que a gente possa curar todas as pessoas acometidas pela hanseníase em nosso país, em nosso estado, em nossos territórios”. 

A preocupação de Gerlania é reflexo das estatísticas. Apenas no Ceará, em 2017, 1.555 casos novos foram diagnosticados, sendo 61 em menores de 15 anos Do total de casos que foram avaliados quanto ao grau de incapacidade física no momento do diagnóstico, aproximadamente 8,5% iniciaram o tratamento quando as consequências físicas já estavam mais severas que manchas e falta de sensibilidade na pele, sintomas típicos do início da doença. A boa notícia é que a hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, em todo o país. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.

Créditos: Sabrine Cruz - Agência do Rádio Mais

Agência do Rádio



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Machucados e feridas são comuns na vida de qualquer pessoa, mas algumas vezes eles podem dar a pista necessária para cuidados mais importantes. Foi com uma marca ressecada na pele, após uma queimadura, que Ana Késia do Nascimento, inspetora de qualidade de 35 anos e moradora Fortaleza, descobriu o primeiro sinal da hanseníase. A área não doía e o pai, que já havia sido tratado da doença, reconheceu imediatamente. Ela ainda era criança, em 1997, e foi com os pais para receber o diagnóstico. Com seis meses de tratamento, foi curada e não ficou nenhum sinal no corpo.

“Como eu não tenho dormência, eu não sinto. Onde tem a manchinha, eu não sinto ela. Uma sequela assim, mãozinha de garra, eu não tenho. Eu sou normal, você vê, você não diz que eu tive a hanseníase. Eu nunca sofri nenhum tipo de preconceito, mas eu sofria mais assim, por ser filha de paciente. Eu sofria. Meu pai foi paciente de hanseníase da época do isolamento compulsório, porque ele tinha hanseníase. E naquela época, até hoje na verdade, o pessoal tem preconceito”

Segundo Ana, o pai, Arlindo Martins, teve atrofia nas mãos e nas pernas. Mesmo assim, quando o tratamento ficou disponível, ele fez corretamente e foi curado. As sequelas ficaram pelo resto da vida, mas ele já podia viver normalmente entre as pessoas sem risco de passar a hanseníase para mais ninguém. Quando outras crianças começaram a fazer piadas com a condição dele, a escola fez uma explicação para todos os alunos e as provocações pararam. É apenas uma demonstração de como a informação e o diálogo são os caminhos para enfrentar o preconceito relacionado à enfermidade. De acordo com a articuladora estadual do Programa de Hanseníase do Ceará, Gerlania Martins, o conhecimento sobre a doença permite um atendimento rápido e sem sequelas aos doentes.

“Estamos na luta tentando identificar precocemente a hanseníase, mobilizando toda a população, os profissionais de saúde, evitando que essas sequelas sejam frequentes nos pacientes acometidos pela doença. Então, vamos diagnosticar precocemente para que a gente possa curar todas as pessoas acometidas pela hanseníase em nosso país, em nosso estado, em nossos territórios”. 

A preocupação de Gerlania é reflexo das estatísticas. Apenas no Ceará, em 2017, 1.555 casos novos foram diagnosticados, sendo 61 em menores de 15 anos Do total de casos que foram avaliados quanto ao grau de incapacidade física no momento do diagnóstico, aproximadamente 8,5% iniciaram o tratamento quando as consequências físicas já estavam mais severas que manchas e falta de sensibilidade na pele, sintomas típicos do início da doença. A boa notícia é que a hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, em todo o país. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.