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Cinco paranaenses vão representar Brasil na maior competição de educação profissional do mundo

45ª edição da WorldSkills será disputada na Rússia nesta semana e reúne competidores de mais de 60 países

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Foto: arquivo pessoal

A paixão e dedicação pela mecânica levaram Eduardo Felipe Benvegnir, de 19 anos, a integrar a delegação brasileira na 45ª WorldSkills, competição mundial de profissões técnicas que vai reunir jovens de mais de 60 países em Kazan, Rússia.

O morador de Cascavel iniciou cedo os trabalhos com mecânica, quando começou a ajudar o pai na oficina automotiva da família. Em 2014, entrou no Programa de Educação Básica e Educação Profissional (EBEP) no SESI e aliou os estudos com o curso de Manutenção Automotiva, do SENAI.

Eduardo vai competir na modalidade de Tecnologia Automotiva e será um dos 63 representantes do Brasil no torneio. Em Kazan, ele deverá diagnosticar e reparar o máximo de defeitos de um veículo no prazo de duas horas.

 “Todo mundo está bem confiante. Acreditamos no trabalho que fizemos nesse período. Quero chegar lá calmo, porque sei que isso faz a diferença na modalidade. Se der tudo certo conseguir desenvolver tudo que é preciso, tenho certeza que vamos trazer um bom resultado”, conta.

Além dele, outros quatro paranaenses vão competir na WorldSkills: o curitibano Thiago Felipe Salkovski, em Tecnologia da Água; os londrinenses Leandro Ribeiro Moreira (Cloud Computing) e Lucas Constancio Lenzi (Redes de Cabeamento Estruturado); e Bruno de Souza Magalhães Soares (Jardinagem e Paisagismo), de São José dos Pinhais.

 Conheça os 63 jovens que representarão o Brasil na WorldSkills 2019 

Preparação

Os jovens que vão representar o Brasil em Kazan passaram por treinamento que começou em janeiro e durou seis meses. Todos os integrantes realizaram atividades voltadas para a preparação física, técnica e emocional, de acordo com sua modalidade.  

Após o período de treinamento, toda a delegação brasileira se reuniu em Brasília para uma imersão, que contou com diversas atividades como palestras e jogos interativos com objetivo de motivar os jovens.

O líder de equipe da delegação brasileira na WorldSkills, Marcelo Mendonça, conta que a adaptação é fundamental para o sucesso dos estudantes no torneio. “Tivemos encontro de toda delegação, de competidores, para eles se integrarem, todos juntos, porque essa integração passa uma segurança maior, mostram que eles não estão sozinhos, estão com uma equipe”, ressalta Mendonça.

A competição

Realizada a cada dois anos, a WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo. Jovens de até 25 anos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul disputam modalidades relacionadas a profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Os competidores precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas para responder aos desafios de suas ocupações dentro de padrões internacionais de qualidade.

A melhor participação brasileira na história do campeonato foi em São Paulo, em 2015, com 27 medalhas conquistadas, resultado que rendeu o 1º lugar geral. Em 2017, em Abu Dhabi, a delegação manteve o país no pódio, quando terminou em segundo lugar geral com 15 medalhas.   
 

Juliana Gonçalves

A carreira jornalística de Juliana deu início com assessoria de imprensa. Após um tempo, entrou como estagiária na redação da Agência do Rádio. Trabalhou, também, na TV Band com foco em política por um tempo e voltou para nossa redação como repórter em 2018.


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LOC.: A paixão e dedicação pela mecânica levaram Eduardo Felipe Benvegnir, de 19 anos, a integrar a delegação brasileira na 45ª WorldSkills, competição mundial de profissões técnicas que vai reunir jovens de mais de 60 países em Kazan, Rússia.

O morador de Cascavel iniciou cedo os trabalhos com mecânica, quando começou a ajudar o pai na oficina automotiva da família. Em 2014, entrou no Programa de Educação Básica e Educação Profissional (EBEP) no SESI e aliou os estudos com o curso de Manutenção Automotiva, do SENAI.

Eduardo vai competir na modalidade de Tecnologia Automotiva e será um dos 63 representantes do Brasil no torneio. Em Kazan, ele deverá diagnosticar e reparar o máximo de defeitos de um veículo no prazo de duas horas.
 

TEC./SONORA: Eduardo Felipe Benvegnir, competidor

“Todo mundo está bem confiante. Acreditamos no trabalho que fizemos nesse período. Quero chegar lá calmo, porque sei que isso faz a diferença na modalidade. Se der tudo certo, conseguir desenvolver tudo que é preciso, tenho certeza que vamos trazer um bom resultado.”
 

LOC.: Além dele, outros quatro paranaenses vão competir na WorldSkills: o curitibano Thiago Felipe Salkovski, em Tecnologia da Água; os londrinenses Leandro Ribeiro Moreira (Cloud Computing) e Lucas Constancio Lenzi (Redes de Cabeamento Estruturado); e Bruno de Souza Magalhães Soares (Jardinagem e Paisagismo), de São José dos Pinhais.

O responsável pela parte motivacional, organizacional, pelas regras e por manter o estado emocional dos competidores é Marcelo Mendonça, líder da delegação brasileira na WorldSkills. Também zela pela saúde, ajuda com o uniforme, com a alimentação.

Para Mendonça, o torneio estimula a formação profissional dos jovens e apoia a preparação de profissionais para a indústria.
 

TEC./SONORA: Marcelo Mendonça, líder da delegação brasileira na WorldSkills

“Precisamos incentivar os jovens a seguir essa vida porque, na formação profissional, temos grandes saídas para o Brasil. Não adianta você ter um diploma de universidade e você não saber fazer. Acho que essa mentalidade europeia está começando a pegar no Brasil. O importante é saber fazer e fazer – não só uma teoria. Então, a WorldSkills é uma forma muito boa de incentivar isso.”
 

LOC.: Realizada a cada dois anos, a WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo. Jovens de até 25 anos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul disputam modalidades relacionadas a profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Os competidores precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas para responder aos desafios de suas ocupações dentro de padrões internacionais de qualidade.

A melhor participação brasileira na história do campeonato foi em São Paulo, em 2015, com 27 medalhas conquistadas, resultado que rendeu o 1º lugar geral. Em 2017, em Abu Dhabi, a delegação manteve o país no pódio, quando terminou em segundo lugar geral com 15 medalhas.

Reportagem, Juliana Gonçalves