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Comentários de youtuber em rede social reforçam discurso racista, avalia especialista

Como consequência dos comentários, o youtuber teve relações cortadas com parceiros comerciais

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Após fazer comentários racistas no Twitter, o youtuber Júlio Cocielo teve relações cortadas com grandes marcas que patrocinavam seu trabalho. Cocielo comentou na rede social que o jogador Kylian Mbappé, da França, “poderia fazer um arrastão top na praia”.

A partir desse comentário, seguidores e outros internautas foram em busca de mais comentários racistas do youtuber e encontraram comentários como “extermínio de negros”, reclamações sobre a existência da lei “Maria da Penha” e outros tipos de comentários intolerantes.

A especialista em Direitos Humanos da Universidade de Brasília (UnB) Maira Brito considera racismo o ato de Julio Cocielo, e explica o que isso provoca em pessoas que acompanham o youtuber.

“É importante a gente entender que é uma figura pública, que tem número surreal de seguidores. Quando uma pessoa como essa solta um discurso racista, porque isso é um discurso racista, isso alimenta outros discursos racistas. Quando ele vai, depois de todas as coisas que ele escreveu, e pede desculpas e acha que vai ficar tudo bem, por isso mesmo, as pessoas acham que está tudo bem. Se alguém se mostrar incomodado, fala ‘então já que você se sentiu incomodado, peço minhas desculpas e essa história termina aqui’. Por isso é de extrema importância que ele seja responsabilizado, é um discurso racista e racismo é crime.”

Julio Cocielo publicou uma nota se desculpando e excluiu os tweets antigos. Mas as desculpas não foram suficientes para as marcas parceiras: o banco Itaú, a Coca-Cola, o McDonald’s e a Adidas, que inclusive patrocinou o youtuber na Copa do Mundo, publicaram notas afirmando que não possuem mais nenhuma relação comercial.

Reportagem, Sara Rodrigues

Agência do Rádio



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