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Comissão transfere Coaf para o Ministério da Economia

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, defendeu a permanência do conselho na pasta da Justiça nesta quarta-feira (8) na Câmara

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Foto: Câmara dos Deputados

A comissão mista do Congresso que analisa a reforma administrativa proposta pelo presidente Jair Bolsonaro aprovou nesta quinta-feira (9) o destaque que retira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, do ministério da Justiça e o realoca no Ministério da Economia.

O Coaf é um órgão de inteligência financeira do governo federal que tem como objetivo atuar na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro. Após assumir a Presidência, Bolsonaro transferiu o conselho do extinto Ministério da Fazenda, atual Ministério da Economia, para o Ministério da Justiça. Com a decisão de hoje, o órgão voltará a integrar a estrutura do Ministério da Economia, como era até o ano passado.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, declarou durante sua participação em uma audiência na Câmara nesta quarta-feira (8), que a permanência do conselho no Ministério da Justiça faz parte de uma estratégia no combate à corrupção e a crimes de lavagem de dinheiro. Para Moro, o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, possui outras preocupações mais prioritárias do que o Coaf no âmbito econômico. 

“O ministro da Fazenda e agora o da Economia tem uma série de preocupações, principalmente no âmbito macroeconômico. Tá preocupado com inflação, juros, reforma da Previdência. No aspecto microeconômico direcionado, como é natural do nosso contexto em buscar que a economia se desenvolva de uma maneira mais intensa. E não é das maiores preocupações a questão da lavagem de dinheiro”, afirmou Moro. 

Quatorze parlamentares da comissão votaram favoravelmente à mudança. Outros onze membros do colegiado foram contrários. O texto da ainda precisa passar por votação no plenário da Câmara e do Senado. A decisão no entanto, poderá ser revogada, já que os plenários são soberanos e podem devolver o Coaf para o Ministério da Economia.

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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A comissão mista do Congresso que analisa a reforma administrativa proposta pelo presidente Jair Bolsonaro aprovou nesta quinta-feira (9) o destaque que retira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, do ministério da Justiça e o realoca no Ministério da Economia.

O Coaf é um órgão de inteligência financeira do governo federal que tem como objetivo atuar na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro. Após assumir a Presidência, Bolsonaro transferiu o conselho do extinto Ministério da Fazenda, atual Ministério da Economia, para o Ministério da Justiça. Com a decisão de hoje, o órgão voltará a integrar a estrutura do Ministério da Economia, como era até o ano passado.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, declarou durante sua participação em uma audiência na Câmara nesta quarta-feira (8), que a permanência do conselho no Ministério da Justiça faz parte de uma estratégia no combate à corrupção e a crimes de lavagem de dinheiro. Para Moro, o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, possui outras preocupações mais prioritárias do que o Coaf no âmbito econômico. 

“O ministro da Fazenda e agora o da Economia tem uma série de preocupações, principalmente no âmbito macroeconômico. Tá preocupado com inflação, juros, reforma da Previdência. No aspecto microeconômico direcionado, como é natural do nosso contexto em buscar que a economia se desenvolva de uma maneira mais intensa. E não é das maiores preocupações a questão da lavagem de dinheiro”. 

Quatorze parlamentares da comissão votaram favoravelmente à mudança. Outros onze membros do colegiado foram contrários. O texto da ainda precisa passar por votação no plenário da Câmara e do Senado. A decisão no entanto, poderá ser revogada, já que os plenários são soberanos e podem devolver o Coaf para o Ministério da Economia.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes