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RONDÔNIA: Conhecimento é fundamental para que pacientes tenham acesso a tratamento e cura da hanseníase

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível no SUS.

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O conhecimento sobre a hanseníase é fundamental para que as pessoas recebam o diagnóstico e o tratamento antes que a doença avance e cause sequelas. Foi graças a uma amiga da mãe que Marcelo Ferreira começou a se medicar apropriadamente assim que manchas apareceram pelo corpo em 2004. Ela olhou para as marcas na pele e logo identificou a condição, e também foi quem marcou a consulta em uma Unidade Básica de Saúde de Porto Velho para que Marcelo recebesse o diagnóstico. Com menos de quatro meses do acompanhamento médico, largou tudo por conta da dependência química. Hoje, com 34 anos e trabalhando como autônomo, ele relembra os momentos difíceis pelo qual passou.

“Ela veio a reaparecer agora, em 2016. No meu corpo, começaram a aparecer uns caroços, uns negócios meio estranhos no meu corpo. A minha mão também começou a afetar. Meu rosto começou a inchar. Minha orelha começou a inchar também. Então, eu já percebi que era a hanseníase voltando. Eu tomei dois anos. Hoje eu só estou tomando aquele remédio para as contrarreações”, diz. 

O que Marcelo quis dizer é que precisou do tratamento por dois anos quando a doença voltou a apresentar sintomas em seu corpo. Mesmo com o atraso, os inchaços e a necessidade da medicação prolongada, ele está curado e não ficou com nenhuma sequela da hanseníase. Isso porque os remédios, além de tratarem o paciente infectado, também impede a transmissão. A infectologista Cristiane Menezes detalha sobre a transmissão da hanseníase e o tratamento.  

"A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores através de tosse ou espirro, por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento. O tratamento é disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde e em centros de referências do SUS. O medicamento chamado de poliquimioterapia é uma associação de antibióticos recomendados pela Organização Mundial de Saúde”, explica.

Arte: Sabrine Cruz

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

Agência do Rádio



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LOC.: O conhecimento sobre a hanseníase é fundamental para que as pessoas recebam o diagnóstico e o tratamento antes que a doença avance e cause sequelas. Foi graças a uma amiga da mãe que Marcelo Ferreira começou a se medicar apropriadamente assim que manchas apareceram pelo corpo em 2004. Ela olhou para as marcas na pele e logo identificou a condição, e também foi quem marcou a consulta em uma Unidade Básica de Saúde de Porto Velho para que Marcelo recebesse o diagnóstico. Com menos de quatro meses do acompanhamento médico, largou tudo por conta da dependência química. Hoje, com 34 anos e trabalhando como autônomo, ele relembra os momentos difíceis pelo qual passou.     

TEC./SONORA: Marcelo Ferreira, autônomo.

“Ela veio a reaparecer agora, em 2016. No meu corpo, começaram a aparecer uns caroços, uns negócios meio estranhos no meu corpo. A minha mão também começou a afetar. Meu rosto começou a inchar. Minha orelha começou a inchar também. Então, eu já percebi que era a hanseníase voltando. Eu tomei dois anos. Hoje eu só estou tomando aquele remédio para as contrarreações.” 
 

LOC.: O que Marcelo quis dizer é que precisou do tratamento por dois anos quando a doença voltou a apresentar sintomas em seu corpo. Mesmo com o atraso, os inchaços e a necessidade da medicação prolongada, ele está curado e não ficou com nenhuma sequela da hanseníase. Isso porque os remédios, além de tratarem o paciente infectado, também impede a transmissão. A infectologista Cristiane Menezes detalha sobre a transmissão da hanseníase e o tratamento.  

TEC./SONORA: Cristiane Menezes, infectologista. 

“A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores através de tosse ou espirro, por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento. O tratamento é disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde e em centros de referências do SUS. O medicamento chamado de poliquimioterapia é uma associação de antibióticos recomendados pela Organização Mundial de Saúde.”
 

LOC.: Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.