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CORONEL JOÃO SÁ (BA): Município está em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya

Este ano, a taxa de infestação do mosquito transmissor das doenças no município está em 5,5%, segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde

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Créditos: Ministério da Saúde

Desde 2016, Coronel João Sá integra a lista dos municípios baianos em situação de risco para surto para dengue, zika e chikungunya. Este ano, a taxa de infestação do mosquito transmissor das doenças no município está em 5,5%, segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde. O LIRAa é um sistema que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas do Aedes.

Para reduzir as taxas de infestação, desde janeiro, a prefeitura de Coronel João Sá intensificou o enfrentamento ao mosquito, com visitas de agentes de combate às endemias a localidades com altos níveis de infestação, como as ruas Bonfim e Beira Rio, no Centro da cidade, e as residências do bairro da Barroquinha. No início de setembro, a Secretaria Municipal de Saúde realizou mobilização pelas ruas do bairro Sanharol. Na localidade, os agentes visitaram casas e orientaram moradores sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a proliferação do vetor.

Para que histórias como a da Grazieli Costa, de 25 anos, não se repitam é fundamental a mobilização e participação de todos no combate ao mosquito.  Há quatro anos, a moradora da Avenida Frederico pegou zika. Grazieli trabalha em uma farmácia no mesmo bairro e relata que, durante pelo menos três dias, sentiu na pele as consequências de ter sido picada pelo Aedes aegypti. 

“Senti dores no corpo, nas articulações todas e febre. Fiquei boa não, viu? Fiquei bastante empolada, corpo todo empolado, coçando muito", detalhou Grazieli.  

Dados da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia apontam que até 15 de setembro foram registrados mais de 60 mil casos suspeitos de dengue, mais de 5,9 mil casos de chikungunya e mais de 2,1 mil de zika.

Por conta desse cenário, o gestor da Coordenação de Doenças de Transmissão Vetorial da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia, Gabriel Muricy, ressalta que o período que antecede as chuvas é o momento ideal de prevenção. 

“No momento que aumenta a temperatura e aumenta o regime de chuva em alguns territórios, é muito propício para a proliferação desse mosquito. Neste momento, o poder público e a população têm que intensificar as ações de controle a esse vetor. É preciso evitar água parada de todas as formas. Manter os reservatórios de água fechados, evitar o acúmulo de lixo ou qualquer outro resíduo em torno da casa, que favoreça a proliferação desse mosquito. Evitar acúmulo de água em vasos de plantas, em garrafas", orienta o especialista. 

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes. /combateaedes.

Créditos: Ministério da Saúde
 

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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LOC.: Desde 2016, Coronel João Sá integra a lista dos municípios baianos em situação de risco para surto para dengue, zika e chikungunya. Este ano, a taxa de infestação do mosquito transmissor das doenças no município está em 5,5%, segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde. O LIRAa é um sistema que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas do Aedes.

Para reduzir as taxas de infestação, desde janeiro, a prefeitura de Coronel João Sá intensificou o enfrentamento ao mosquito, com visitas de agentes de combate às endemias a localidades com altos níveis de infestação, como as ruas Bonfim e Beira Rio, no Centro da cidade, e as residências do bairro da Barroquinha. No início de setembro, a Secretaria Municipal de Saúde realizou mobilização pelas ruas do bairro Sanharol. Na localidade, os agentes visitaram casas e orientaram moradores sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a proliferação do vetor.

Para que histórias como a da Grazieli Costa, de 25 anos, não se repitam é fundamental a mobilização e participação de todos no combate ao mosquito.  Há quatro anos, a moradora da Avenida Frederico pegou zika. Grazieli trabalha em uma farmácia no mesmo bairro e relata que, durante pelo menos três dias, sentiu na pele as consequências de ter sido picada pelo Aedes aegypti. 
 

“Senti dores no corpo, nas articulações todas e febre. Fiquei boa não, viu? Fiquei bastante empolada, corpo todo empolado, coçando muito.”  

LOC.: Dados da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia apontam que até 15 de setembro foram registrados mais de 60 mil casos suspeitos de dengue, mais de 5,9 mil casos de chikungunya e mais de 2,1 mil de zika.

Por conta desse cenário, o gestor da Coordenação de Doenças de Transmissão Vetorial da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia, Gabriel Muricy, ressalta que o período que antecede as chuvas é o momento ideal de prevenção. 
 

“No momento que aumenta a temperatura e aumenta o regime de chuva em alguns territórios, é muito propício para a proliferação desse mosquito. Neste momento, o poder público e a população têm que intensificar as ações de controle a esse vetor. É preciso evitar água parada de todas as formas. Manter os reservatórios de água fechados, evitar o acúmulo de lixo ou qualquer outro resíduo em torno da casa, que favoreça a proliferação desse mosquito. Evitar acúmulo de água em vasos de plantas, em garrafas.” 

LOC.: E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes. /combateaedes.