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Corte no Sistema S preocupa presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de PE: “Cria ambiente de instabilidade”

Para Roberto de Abreu e Lima, possível redução no repasse de recursos destinados a instituições como SESI e SENAI prejudica “desenvolvimento econômico e social” do estado

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Foto: Divulgação SENAI/PE

O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Roberto de Abreu e Lima, considera que a sinalização do governo federal de cortar de recursos destinados às instituições do Sistema S, como SESI e SENAI, pode criar um “ambiente de instabilidade” no estado. Isso porque, segundo ele, menos investimentos em educação profissional representam menos qualificação de mão de obra para setores como indústria e comércio.

“Nós estamos preocupados e achamos que medidas desse tipo [cortes no Sistema S] devem criar um ambiente de instabilidade e podem prejudicar o esforço de prefeituras e estados de levar educação de qualidade para a população e, com isso, alavancar o desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

Principal segmento da indústria do estado, a construção civil emprega cerca de 80 mil trabalhadores, mas ainda se recupera lentamente da crise econômica. De janeiro a maio deste ano, contratou 14.848 trabalhadores com carteira assinada, enquanto demitiu 14.712. Isso representa um saldo de 136 postos de trabalho abertos e uma modesta aceleração na criação de vagas quando se compara ao mesmo período de 2018. De janeiro a maio do ano passado, o número de demissões superou o de contratações, o que resultou no fechamento de 449 ocupações. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Diante desse cenário, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), José Antônio Simon, acredita que os cortes no Sistema S, se confirmados, serão um obstáculo a mais para que o setor volte a contratar como em anos anteriores à crise.

“Todo corte resulta em uma diminuição na qualidade de prestação de serviços. Não há a menor dúvida disso. Hoje, o SENAI, por exemplo, oferece qualificação gratuita em alguns cursos. Para a construção civil, o Sistema S é imprescindível. Você tem uma cadeia de formação que capacita muita gente no estado”, ressalta Simon.

“Redução de atividades”

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, SESI e SENAI prestam importante contribuição profissional para a população pernambucana e, por isso, os investimentos em serviços ofertados deveriam ser ampliados, em vez de cortados.

“Aqui em Pernambuco, se houver de fato redução de orçamento, teremos que fazer redução de atividades, infelizmente, porque o nosso orçamento está extremamente ajustado. Nós estamos em crescimento de produtividade e isso [cortes] não seria bom”, analisou Essinger.

O Sistema S é composto por nove instituições que atuam na oferta e prestação de serviços a diversas categorias profissionais. Duas delas, SESI e SENAI, são administradas pela indústria. Segundo a Fiepe, 5.531 pernambucanos se matricularam no SESI em 2018, desde o ensino fundamental até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Na educação continuada, que engloba palestras, seminários e oficinas, foram capacitadas 8.300 pessoas.

Já os cursos profissionalizantes oferecidos pelo SENAI formaram 22.504 estudantes no ano passado, em Pernambuco. Para 2019, a previsão é que mais de 43 mil pessoas sejam qualificadas e preparadas para o mercado de trabalho.

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Roberto de Abreu e Lima, considera que a sinalização do governo federal de cortar de recursos destinados às instituições do Sistema S, como SESI e SENAI, pode criar um “ambiente de instabilidade” no estado. Isso porque, segundo ele, menos investimentos em educação profissional representam menos qualificação de mão de obra para setores como indústria e comércio.

“Nós estamos preocupados e achamos que medidas desse tipo [cortes no Sistema S] devem criar um ambiente de instabilidade e podem prejudicar esse esforço de prefeituras e estados de levar educação de qualidade para a população e, com isso, alavancar o desenvolvimento econômico e social”.

Principal segmento da indústria do estado, a construção civil emprega cerca de 80 mil trabalhadores, mas ainda se recupera lentamente da crise econômica. De janeiro a maio deste ano, contratou 14.848 trabalhadores com carteira assinada, enquanto demitiu 14.712. Isso representa um saldo de 136 postos de trabalho abertos e uma modesta aceleração na criação de vagas quando se compara ao mesmo período de 2018. De janeiro a maio do ano passado, o número de demissões superou o de contratações, o que resultou no fechamento de 449 ocupações. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Diante desse cenário, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), José Antônio Simon, acredita que os cortes no Sistema S, se confirmados, serão um obstáculo a mais para que o setor volte a contratar como em anos anteriores à crise.
 

“Todo corte resulta em uma diminuição na qualidade de prestação de serviços. Não há a menor dúvida disso. Hoje, o SENAI, por exemplo, oferece qualificação gratuita em alguns cursos. Para a construção civil, o Sistema S é imprescindível. Você tem uma cadeia de formação que capacita muita gente no estado”.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, SESI e SENAI prestam importante contribuição profissional para a população pernambucana e, por isso, os investimentos em serviços ofertados deveriam ser ampliados, em vez de cortados.

“Aqui em Pernambuco, se houver de fato redução de orçamento, teremos que fazer redução de atividades, infelizmente, porque o nosso orçamento está extremamente ajustado. Nós estamos em crescimento de produtividade.”

Segundo a Fiepe, 5.531 pernambucanos se matricularam no SESI em 2018, desde o ensino fundamental até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Na educação continuada, que engloba palestras, seminários e oficinas, foram capacitadas 8.300 pessoas.

Já os cursos profissionalizantes oferecidos pelo SENAI formaram 22.504 estudantes no ano passado, em Pernambuco. Para 2019, a previsão é que mais de 43 mil pessoas sejam qualificadas e preparadas para o mercado de trabalho.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes