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De papel em ‘pior filme brasileiro’ a prêmio em Gramado, Lázaro Ramos relembra início de carreira

O ator, que participou de sucessos como “Madame Satã”, “Carandiru” e “Meu Tio Matou um Cara” recebeu o Troféu Oscarito no festival de Gramado

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Foto: Edison Vara / Agência Pressphoto

A carreira de Lázaro Ramos no cinema começou em 1998 com a cinebiografia de Carla Perez, “Cinderela Baiana”. Em coletiva com os jornalistas, durante o Festival de Cinema de Gramado, Ramos brincou com o fato, já que o longa protagonizado pela ex-dançarina do É o Tchan é considerado uma das piores produções brasileiras. O ator confessou: se arrepende de ter interpretado um dos amigos da moça na película, o Chico. Para ele, o cinema é marcado por fases.

Na fase atual, Lázaro foi homenageado com o Troféu Oscarito, nesta segunda-feira (19). O prêmio é dedicado a atores e atrizes que marcaram o cinema brasileiro, e o ator baiano, com certeza, está entre eles. Estrelando obras marcantes como “Madame Satã”, “Carandiru” e “Meu Tio Matou um Cara”, ele foi ovacionado e aplaudido de pé pela plateia do Palácio dos Festivais.

Outros profissionais das telonas e telinhas, que também participavam do evento, como Bruna Marquezine, citaram o exemplo de garra, competência e talento exibido pelo homenageado.

Lázaro Ramos relembra da adolescência, quando fazer cinema era apenas um sonho. “Não achei que faria nenhum filme, achei que era só um lugar que eu ficaria sentadinho imaginando que um dia estaria lá. O Festival de Gramado faz parte desses sonhos, lá em Salvador eu já escutava sobre ele. Eu ficava olhando esse lugar e ficava pensando que um dia queria ir lá visitar”, conta o ator.

Emocionado, Ramos completou: “e, hoje, chego aqui e vou receber um prêmio por um conjunto de uma obra que é fruto do investimento de pessoas em mim”. Para ele, esse é um momento de “agradecer não só ao Festival de Gramado, mas a todo mundo que um dia olhou para mim e viu algum valor”.

Atualmente, Lázaro vive a experiência de não só atuar em teatros e filmes, mas também dirigiu o longa “Medida Provisória”. Um filme sobre o futuro brasileiro, no qual o governo decreta uma medida que obriga os cidadãos negros a migrarem para a África na intenção de “retornar às suas origens”. O filme tem previsão de estreia para 2020.

Além de Lázaro Ramos, neste ano o Festival de Cinema de Gramado já homenageou Carla Camurati. Nos próximos dias, serão homenageados Maurício de Sousa e Leonardo Sbaraglia. A premiação das mostras competitivas será no sábado (24).

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: A carreira de Lázaro Ramos no cinema começou em 1998 com a cinebiografia de Carla Perez, “Cinderela Baiana”. Em coletiva com os jornalistas, durante o Festival de Cinema de Gramado, Ramos brincou com o fato, já que o longa protagonizado pela ex-dançarina do É o Tchan é considerado uma das piores produções brasileiras. O ator confessou: se arrepende de ter interpretado um dos amigos da moça na película, o Chico. Para ele, o cinema é marcado por fases.

Na fase atual, Lázaro foi homenageado com o Troféu Oscarito, nesta segunda-feira (19). O prêmio é dedicado a atores e atrizes que marcaram o cinema brasileiro, e o ator baiano, com certeza, está entre eles. Estrelando obras marcantes como “Madame Satã”, “Carandiru” e “Meu Tio Matou um Cara”, ele foi ovacionado e aplaudido de pé pela plateia do Palácio dos Festivais.

Outros profissionais das telonas e telinhas, que também participavam do evento, como Bruna Marquezine, citaram o exemplo de garra, competência e talento exibido pelo homenageado.

Lázaro Ramos relembra da adolescência, quando fazer cinema era apenas um sonho.

TEC./SONORA: Lázaro Ramos, ator

“Não achei que faria nenhum filme, achei que era só um lugar que eu ficaria sentadinho imaginando que um dia estaria lá. O Festival de Gramado faz parte desses sonhos, lá em Salvador eu já escutava ‘ah, o festival de Gramado, aquele tapete vermelho, tal filme estreou lá, falaram isso do filme’. Eu ficava olhando esse lugar e ficava pensando que um dia queria ir lá visitar. E hoje chego aqui e vou receber um prêmio por um conjunto de uma obra que é fruto do investimento de pessoas em mim.”

LOC.: Emocionado, Ramos completa dizendo que recebeu um prêmio que representa o conjunto de uma obra do fruto de investimento de pessoas nele.

TEC./SONORA: Lázaro Ramos, ator

“Agradecer não só ao Festival de Gramado, mas a todo mundo que um dia olhou para mim e viu algum valor.”

LOC.: Atualmente, Lázaro vive a experiência de não só atuar em teatros e filmes, mas também dirigiu o longa “Medida Provisória”. Um filme sobre o futuro brasileiro, no qual o governo decreta uma medida que obriga os cidadãos negros a migrarem para a África na intenção de “retornar às suas origens”. O filme tem previsão de estreia para 2020.

Além de Lázaro Ramos, neste ano o Festival de Cinema de Gramado já homenageou Carla Camurati. Nos próximos dias, serão homenageados Maurício de Sousa e Leonardo Sbaraglia. A premiação das mostras competitivas será no sábado (24).

Reportagem, Sara Rodrigues