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Deputado Rodrigo Coelho (PSB-SC) atribui consolidação da indústria em Joinville à qualificação profissional do SENAI

Segundo parlamentar, instituição “oferece cursos gratuitos ou subsidiados com valores muito baixos”, o que tornou a cidade um importante polo industrial do estado

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O deputado federal Rodrigo Coelho (PSB-SC) considera que o trabalho prestado por instituições como SESI e SENAI contribui para o desenvolvimento da economia catarinense. Ele cita o exemplo de Joinville, que depende da mão de obra qualificada para atender a demanda da indústria metalúrgica, principalmente fonte da economia local.

“Muitos joinvillenses não teriam tido a chance de estudar em locais de altíssimo nível, com laboratórios de última geração, como no caso do SENAI. A instituição oferece cursos gratuitos ou subsidiados com valores muito baixos e que fizeram a cidade ser esse polo industrial, com várias empresas conhecidas”, ressaltou o parlamentar.

A indústria catarinense emprega 747.937 trabalhadores, o que representa 33,9% do emprego formal. O salário médio pago pela indústria é de R$ 2.323,20. O setor mais importante para as exportações industriais do estado é o de alimentos, responsável por 36,90%% do total exportado em 2018. Os dados são do IBGE.

Na avaliação do parlamentar, a qualificação profissional e a assistência a milhões de trabalhadores catarinenses pode ser comprometida se o governo federal efetuar cortes de até 50% nos recursos destinados ao Sistema S.

Esse sistema é composto por nove instituições – SESI, SENAI, Sesc, Senac, Sest Senat, Sebrae, Senar e Sescoop – e atua, prioritariamente, nas áreas de educação básica, ensino profissionalizante, saúde e segurança do trabalho e qualidade de vida do trabalhador.

Na avaliação do vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Francisco Cavalcante, os cortes, se efetivados, vão afetar principalmente a parcela mais pobre da população. Ele foi um dos representantes do Sistema S que participaram, ao lado de parlamentares e representantes da sociedade civil, de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados para debater o papel das instituições no país. 

“O prejuízo seria para a camada mais pobre da população, que recebe mais permanentemente as ações do Sistema S”, afirmou Cavalcante no encontro.

Ao esclarecer a origem dos recursos das entidades que fazem parte do sistema, o diretor-geral do SENAI e diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, argumentou que a contribuição compulsória paga pelas empresas é privada, segundo o artigo 240 da Constituição Federal, ratificado por decisão do Supremo

Tribunal Federal (STF). Essas instituições são administradas e mantidas pela indústria brasileira por meio de um percentual recolhido sobre a folha de pagamento de cada empresa: 1% para o SENAI e 1,5% para o SESI.

Lucchesi explicou ainda que as entidades são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria-Geral da União (CGU), por auditorias independentes e conselhos fiscais com a participação do governo federal. 

“É claro que estamos sempre abertos a aprimorar isso. O mais importante que vimos aqui é um amplo reconhecimento que os parlamentares têm, até porque eles escutam da sociedade sobre a excelência do trabalho de todas as instituições que compõem o Sistema S”, afirmou ele na ocasião.

Referência
Uma das nove instituições que fazem parte do Sistema S, o Senai é responsável pela qualificação e preparação de jovens para o setor industrial e mantém 587 escolas em todos os estados e no Distrito Federal. Mais de 2,3 milhões de matrículas foram realizadas em cursos profissionais em todo o país, apenas no ano passado.

Para a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, o método integrado do SENAI deve ser visto como um exemplo a ser seguido na área educacional.

“O SENAI tem um papel extremamente importante para o Brasil. Criado na época de Getúlio Vargas, virou um centro interessante de qualificação dos trabalhadores que é reconhecido no mundo todo, citado como referência pela OIT, porque no desenho instrucional dos cursos, os eventuais futuros empregadores têm um papel”, elogiou.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: O deputado federal Rodrigo Coelho (PSB-SC) considera que o trabalho prestado por instituições como SESI e SENAI contribui para o desenvolvimento da economia catarinense. O parlamentar cita o exemplo de Joinville, que depende da mão de obra qualificada para atender a demanda da indústria metalúrgica, principalmente fonte da economia local.

“Muitos joinvillenses não teriam tido a chance de estudar em locais de altíssimo nível, com laboratórios de última geração, como no caso do SENAI. A instituição oferece cursos gratuitos ou subsidiados com valores muito baixos, e que fizeram a cidade ser esse polo industrial, com várias empresas conhecidas”

LOC.: A indústria catarinense emprega 747.937 trabalhadores, o que representa 33,9% do emprego formal. O salário médio pago pela indústria é de R$ 2.323,20. O setor mais importante para as exportações industriais do estado é o de alimentos, responsável por 36,90%% do total exportado em 2018. Os dados são do IBGE.

O problema é que a qualificação profissional e a assistência desses trabalhadores pode ser comprometida se o governo federal efetuar cortes de até 50% nos recursos destinados ao Sistema S, que é composto por nove instituições e atua, prioritariamente, nas áreas de educação básica, ensino profissionalizante, saúde e segurança do trabalho e qualidade de vida do trabalhador.

Na avaliação do vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Francisco Cavalcante, os cortes, se efetivados, vão afetar principalmente a parcela mais pobre da população. Cavalcante foi um dos representantes do Sistema S que participaram, ao lado de parlamentares e representantes da sociedade civil, de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados para debater o papel das instituições no país. 

“O prejuízo seria para a camada mais pobre da população, que recebe mais permanentemente as ações do Sistema S”.

Para a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, elogiou o método integrado do SENAI, que na visão dela, é um exemplo a ser seguido na área educacional.

“O SENAI tem um papel extremamente importante para o Brasil. Criado na época de Getúlio Vargas, virou um centro interessante de qualificação dos trabalhadores que é reconhecido no mundo todo, citado como referência pela OIT, porque no desenho instrucional dos cursos, os eventuais futuros empregadores têm um papel”.

Uma das nove instituições que fazem parte do Sistema S, o Senai é responsável pela qualificação e preparação de jovens para o setor industrial e mantém 587 escolas em todos os estados e no Distrito Federal. Mais de 2,3 milhões de matrículas foram realizadas em cursos profissionais em todo o país, apenas no ano passado.

Reportagem, Sara Rodrigues