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Deputados europeus que se reuniriam com Guaidó são expulsos da Venezuela

Em postagem no Twitter, deputado espanhol González Pons disse que “a única explicação que dão é que Maduro não nos quer aqui”

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Foto: Reprodução/Twitter

Deputados que fazem parte do Parlamento Europeu denunciaram que foram expulsos da Venezuela sem justificativa. Os parlamentares alegam que foram ao país a convite da Assembleia Nacional, que funciona como o Congresso venezuelano, e é controlada pela oposição do governo de Nicolás Maduro.

Os parlamentares informaram que se reuniram com Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional e que se autoproclamou presidente interino da Venezuela no fim de janeiro.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado espanhol González Pons, do Partido Popular Europeu, aparece ao lado de três colegas denunciando que foram expulsos. “Neste momento estamos sendo expulsos da Venezuela. Confiscaram nossos passaportes e não nos comunicaram o motivo de nossa expulsão e não temos nenhum documento que justifique porquê nos tiram do país”, declarou.

Em outra postagem, González afirma que “estão nos tratando mal e a única explicação que dão é que Maduro não nos quer aqui”.

Pelas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores de Maduro, Jorge Arreaza, informou que "por vias oficiais diplomáticas, as autoridades do governo bolivariano da Venezuela notificaram há vários dias o grupo de eurodeputados que pretendia visitar o país com fins conspiratórios, que não seriam admitidos”.

Já o ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, Josep Borrell, esteve em contato com o embaixador espanhol em Caracas, que "cumpriu com todos os pedidos do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela para facilitar a entrada destes parlamentares".

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, publicou uma mensagem no Twitter e escreveu que "o regime de Maduro impede que os eurodeputados façam o seu trabalho". "Espero que o Conselho da União Europeia adote medidas de resposta consistentes com este novo atropelo", disse.

Juan Guaidó foi reconhecido presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países, entre eles Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Dinamarca e Portugal. Já o regime de Maduro tem o apoio da Rússia, da China, da Turquia, do Irã e de Cuba.

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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Deputados que fazem parte do Parlamento Europeu denunciaram que foram expulsos da Venezuela sem justificativa. Os parlamentares alegam que foram ao país a convite da Assembleia Nacional, que funciona como o Congresso venezuelano, e é controlada pela oposição do governo de Nicolás Maduro.

Os parlamentares informaram que se reuniram com Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional e que se autoproclamou presidente interino da Venezuela no fim de janeiro.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado espanhol González Pons, do Partido Popular Europeu, aparece ao lado de três colegas denunciando que foram expulsos.

“Neste momento estamos sendo expulsos da Venezuela. Confiscaram nossos passaportes e não nos comunicaram o motivo de nossa expulsão e não temos nenhum documento que justifique porquê nos tiram do país”.

Em outra postagem, González afirma que “estão nos tratando mal e a única explicação que dão é que Maduro não nos quer aqui”. Pelas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores de Maduro, Jorge Arreaza, informou que "por vias oficiais diplomáticas, as autoridades do governo bolivariano da Venezuela notificaram há vários dias o grupo de eurodeputados que pretendia visitar o país com fins conspiratórios, que não seriam admitidos”.

Já o ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, Josep Borrell, esteve em contato com o embaixador espanhol em Caracas, que "cumpriu com todos os pedidos do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela para facilitar a entrada destes parlamentares".

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, publicou uma mensagem no Twitter e escreveu que "o regime de Maduro impede que os eurodeputados façam o seu trabalho". "Espero que o Conselho da União Europeia adote medidas de resposta consistentes com este novo atropelo", disse.

Juan Guaidó foi reconhecido presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países, entre eles Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Dinamarca e Portugal. Já o regime de Maduro tem o apoio da Rússia, da China, da Turquia, do Irã e de Cuba.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes