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DIVERSÃO EM PAUTA: ‘Atentado ao Hotel Taj Mahal’ traz debate importante sobre intolerância religiosa

Baseado em história real, o longa conta com elenco majoritariamente indiano, incluindo o ator e diretor de Bollywood Anupam Kher

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Em 2008, o Hotel Taj Mahal, em Mubai, na Índia, sofreu um ataque terrorista que deixou quase 200 mortos e mais de 300 feridos. Dez anos depois, o diretor Anthony Maras lança o filme “Atentado ao Hotel Taj Mahal”, que estreia, no dia 2 de maio.
Para contar a história, o diretor criou a narrativa de um casal de hóspedes que luta para salvar o filho recém-nascido e um garçom do hotel, que mesmo desesperado para voltar para sua família, se une ao chef Hermant Oberoi para salvar os hóspedes.

O primeiro elogio ao longa vai para quem teve a ideia incrível de transformar essa história de tragédia e sobrevivência em um filme. Mostrar os grupos islâmicos que matam em nome de um deus e como isso afetou a vida de centenas de famílias na Índia.

O roteiro também merece uma atenção especial. Apesar de alguns furos na cronologia e nos fatos, é muito interessante o contraponto entre famílias ricas hospedadas no hotel, e os funcionários que lutam para sobreviver e ainda salvar a vida dos funcionários. É possível perceber que em um momento como esse não deveria existir diferença entre classes, mas ainda assim existe.

Achei fantástica a atuação e, principalmente, o elenco composto em maioria por indianos. Inclusive o renomado ator e diretor de Bollywood Anupam Kher, que interpreta o chef do hotel. O britânico Dev Patel, que interpreta o garçom Arjum, também tem forte presença e faz com que o público se apegue facilmente ao personagem.

Existe uma crítica forte importante em relação a como estrangeiros olhavam para quem era indiano. Como os estrangeiros achavam que só pelo tom da pele, o formato do rosto e simplesmente por serem indianos, eles estavam unidos ao grupo terrorista e poderiam ser um deles. O filme estreia no dia 2 de maio nos cinemas brasileiros.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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Em 2008, o Hotel Taj Mahal, em Mubai, na Índia, sofreu um ataque terrorista que deixou quase 200 mortos e mais de 300 feridos. Dez anos depois, o diretor Anthony Maras lança o filme “Atentado ao Hotel Taj Mahal”, que estreia, no dia 2 de maio.

Para contar a história, o diretor criou a narrativa de um casal de hóspedes que luta para salvar o filho recém-nascido e um garçom do hotel, que mesmo desesperado para voltar para sua família, se une ao chef Hermant Oberoi para salvar os hóspedes.

O primeiro elogio ao longa vai para quem teve a ideia incrível de transformar essa história de tragédia e sobrevivência em um filme. Mostrar os grupos islâmicos que matam em nome de um deus e como isso afetou a vida de centenas de famílias na Índia.

O roteiro também merece uma atenção especial. Apesar de alguns furos na cronologia e nos fatos, é muito interessante o contraponto entre famílias ricas hospedadas no hotel, e os funcionários que lutam para sobreviver e ainda salvar a vida dos funcionários. É possível perceber que em um momento como esse não deveria existir diferença entre classes, mas ainda assim existe.

Achei fantástica a atuação e, principalmente, o elenco composto em maioria por indianos. Inclusive o renomado ator e diretor de Bollywood Anupam Kher, que interpreta o chef do hotel. O britânico Dev Patel, que interpreta o garçom Arjum, também tem forte presença e faz com que o público se apegue facilmente ao personagem.

Existe uma crítica forte importante em relação a como estrangeiros olhavam para quem era indiano. Como os estrangeiros achavam que só pelo tom da pele, o formato do rosto e simplesmente por serem indianos, eles estavam unidos ao grupo terrorista e poderiam ser um deles.
O filme estreia no dia 2 de maio nos cinemas brasileiros.

Reportagem, Sara Rodrigues