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DIVERSÃO EM PAUTA: “It: Capítulo 2” vai além do terror e explora o sentimento de amizade

Com quase 3h de duração, o filme foca muito mais na relação entre os membros do Clube dos Otários

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Foto: Observatório do Cinema

O Clube dos Otários está de volta. Desta vez, 27 anos após derrotarem o assustador palhaço Pennywise pela primeira vez. Em “It: Capítulo 2”, acompanhamos o reencontro do grupo de amigos na velha cidade Derry, no Maine, lugar onde passaram a infância vivida no primeiro filme.

Ainda em 1989, uma promessa foi feita. Não importa onde estivessem, se algum dia Pennywise voltasse, o clube se reuniria novamente para derrotar A Coisa, como eles chamavam, de uma vez por todas. Agora adultos, eles precisam retornar ao lugar que, durante todos esses anos, lutaram para esquecer.

Com quase 3h de duração, “It: Capítulo 2” foca muito mais na relação entre os membros do Clube dos Otários, do que no terror em si. O primeiro ato é destinado completamente ao reencontro dos amigos, o que pode fazer com que o início do filme tenha um ritmo mais lento.

O clima das cenas iniciais é passado ao público exatamente da mesma forma e ordem em que atinge os personagens: a felicidade de estarem juntos, o receio do que possa acontecer, e a triste certeza de que nem todos conseguiram lidar com o passado.

Durante todo o filme, somos levados a flashbacks de cada personagem individualmente. Essas transições de tempo serviram não apenas para o contexto narrativo, mas para voltarmos à sensação de nostalgia que tanto agradou ao espectador no primeiro filme.

São nestes momentos, também, que temos a confirmação da ótima escalação do elenco principal. Além de serem fisicamente parecidos, os atores veteranos conseguiram perfeitamente manter a essência de cada membro do Clube dos Otários. Já a sintonia entre eles demora um pouco para acontecer, mas logo encontra um equilíbrio no decorrer da narrativa.

Em relação ao terror, “It: Capítulo 2” mantém a sua fórmula, misturando o gênero com um alívio cômico. A maioria dos sustos são previsíveis e as cenas que envolvem A Coisa são utilizadas mais a favor da agonia, do que do medo.

Pennywise é uma criatura complexa que pode tomar diversas formas, não apenas a de um palhaço, e esse é um dos pontos mais interessantes explorados pelo filme. Porém, a sua origem ainda não fica completamente clara, apesar das tentativas de esclarecimento no roteiro.

Com o encerramento da jornada dos personagens, temos cada vez mais a certeza de que ambos os filmes “It” não se resumem a apenas um terror. Suas histórias são, acima de tudo, sobre ir além do medo e encontrar coragem no apoio de um grupo de desajustados. No fim, tudo se resume à amizade.

“It: Capítulo 2” entra em cartaz nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 5 de setembro

Reportagem, Poliana Fontenele

Poliana Fontenele



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O Clube dos Otários está de volta. Desta vez, 27 anos após derrotarem o assustador palhaço Pennywise pela primeira vez. Em “It: Capítulo 2”, acompanhamos o reencontro do grupo de amigos na velha cidade Derry, no Maine, lugar onde passaram a infância vivida no primeiro filme.

Ainda em 1989, uma promessa foi feita. Não importa onde estivessem, se algum dia Pennywise voltasse, o clube se reuniria novamente para derrotar A Coisa, como eles chamavam, de uma vez por todas. Agora adultos, eles precisam retornar ao lugar que, durante todos esses anos, lutaram para esquecer.

Com quase 3h de duração, “It: Capítulo 2” foca muito mais na relação entre os membros do Clube dos Otários, do que no terror em si. O primeiro ato é destinado completamente ao reencontro dos amigos, o que pode fazer com que o início do filme tenha um ritmo mais lento.

O clima das cenas iniciais é passado ao público exatamente da mesma forma e ordem em que atinge os personagens: a felicidade de estarem juntos, o receio do que possa acontecer, e a triste certeza de que nem todos conseguiram lidar com o passado.

Durante todo o filme, somos levados a flashbacks de cada personagem individualmente. Essas transições de tempo serviram não apenas para o contexto narrativo, mas para voltarmos à sensação de nostalgia que tanto agradou ao espectador no primeiro filme.

São nestes momentos, também, que temos a confirmação da ótima escalação do elenco principal. Além de serem fisicamente parecidos, os atores veteranos conseguiram perfeitamente manter a essência de cada membro do Clube dos Otários. Já a sintonia entre eles demora um pouco para acontecer, mas logo encontra um equilíbrio no decorrer da narrativa.

Em relação ao terror, “It: Capítulo 2” mantém a sua fórmula, misturando o gênero com um alívio cômico. A maioria dos sustos são previsíveis e as cenas que envolvem A Coisa são utilizadas mais a favor da agonia, do que do medo.

Pennywise é uma criatura complexa que pode tomar diversas formas, não apenas a de um palhaço, e esse é um dos pontos mais interessantes explorados pelo filme. Porém, a sua origem ainda não fica completamente clara, apesar das tentativas de esclarecimento no roteiro.

Com o encerramento da jornada dos personagens, temos cada vez mais a certeza de que ambos os filmes “It” não se resumem a apenas um terror. Suas histórias são, acima de tudo, sobre ir além do medo e encontrar coragem no apoio de um grupo de desajustados. No fim, tudo se resume à amizade.

“It: Capítulo 2” entra em cartaz nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 5 de setembro.

Reportagem, Poliana Fontenele