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Educação financeira: como ensinar as crianças a lidarem com dinheiro

Segundo o especialista Reinaldo Domingos, é importantíssimo mostrar que é preciso ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico

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Foto: Arquivo Pessoal

Diante de um cenário de consumismo desenfreado, população endividada ou frustrada por não conseguir realizar seus sonhos, ensinar como lidar com dinheiro para crianças e jovens tornou-se um dos principais desafios dos pais.

O professor universitário André Luis Barros de Medeiros, de 49 anos, morador de Jundiaí, São Paulo, acabou se tornando educador e terapeuta financeiro por conta do pai dele. Hoje é ele que passa informações para a filha, Beatriz Magalhães Barros de Medeiros, de 10 anos, e para o outro filho, cinco anos mais velho. Para a surpresa André, Bia aprendeu facilmente o que lhe foi ensinado.

“Para criança é muito mais fácil. Esse, eu acho, é o que está por trás da magia da educação financeira. Quanto mais velha for a pessoa, quanto mais idade ela tiver, maior as crenças e comportamentos estão enraizados. Então, é difícil você mudar o seu comportamento. E criança não, né? Criança não tem este tipo de bloqueio", afirmou.

De dois anos para cá, Beatriz tem aplicado no dia a dia os conhecimentos que o pai passou para ela e garante que já conseguiu realizar diversos sonhos, entre eles comprar o seu próprio patins e até uma passagem de avião.

“A partir de 2017, meu dinheiro começou a ser meu. Eu ganho e eu junto do jeito que eu quero. Então, ganhei R$50 e eu faço o que eu quiser com os R$50. Normalmente, eu junto para realizar meus sonhos", contou.

O terapeuta financeiro e apresentador do canal do Youtube Dinheiro à Vista, Reinaldo Domingos, conta que é uma característica das crianças serem muito observadoras e que logo cedo começam a perceber que o dinheiro tem uma importância na vida dos pais e, em paralelo, tem estabelecido os desejos de consumo. Segundo ele, a partir da percepção deste entendimento, que ocorre normalmente por volta dos três anos, a educação financeira já pode começar a ser ensinada.

“É fundamental que a criança, ao guardar dinheiro, saiba que dentro daquele cofrinho, não estamos guardando aquele dinheiro, mas carimbando os nossos sonhos, os nossos desejos. Outro ponto importante: todos os nossos consumos dentro de uma casa têm excessos de gastos na energia, água, telefone, supermercado, padaria. A criança entendendo que ela pode reduzir gastos junto com a família, ela pode também ganhar parte deste dinheiro para realização dos sonhos dela", explicou.

Segundo ele, outra dica importante é mostrar que é preciso ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico, porém, tudo é possível, desde que o dinheiro seja usado com foco e sabedoria. Além disso, uma criança que não é educada financeiramente trará grandes problemas de descontrole para os pais, por querer tudo que vê fazendo ‘birra’. Isso porque a exposição das crianças às ações publicitárias faz com que elas se tornem cada vez mais cedo consumistas.

 

Cintia Moreira

Com 3 anos de formação, Cintia sempre optou pelo radiojornalismo. Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


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Diante de um cenário de consumismo desenfreado, população endividada ou frustrada por não conseguir realizar seus sonhos, ensinar como lidar com dinheiro para crianças e jovens tornou-se um dos principais desafios dos pais.

O professor universitário André Luis Barros de Medeiros, de 49 anos, morador de Jundiaí, São Paulo, acabou se tornando educador e terapeuta financeiro por conta do pai dele. Hoje é ele que passa informações para a filha, Beatriz Magalhães Barros de Medeiros, de 10 anos, e para o outro filho, cinco anos mais velho. Para a surpresa de André, Bia aprendeu facilmente o que lhe foi ensinado.
 

“Para criança é muito mais fácil. Esse, eu acho, é o que está por trás da magia da educação financeira. Quanto mais velha for a pessoa, quanto mais idade ela tiver, maior as crenças e comportamentos estão enraizados. Então, é difícil você mudar o seu comportamento. E criança não, né? Criança não tem este tipo de bloqueio.”

De dois anos para cá, Beatriz tem aplicado no dia a dia os conhecimentos que o pai passou para ela e garante que já conseguiu realizar diversos sonhos, entre eles comprar o seu próprio patins e até uma passagem de avião.

“A partir de 2017, meu dinheiro começou a ser meu. Eu ganho e eu junto do jeito que eu quero. Então, ganhei R$50 e eu faço o que eu quiser com os R$50. Normalmente, eu junto para realizar meus sonhos.”

O terapeuta financeiro e apresentador do canal do Youtube Dinheiro à Vista, Reinaldo Domingos, conta que é uma característica das crianças serem muito observadoras e que logo cedo começam a perceber que o dinheiro tem uma importância na vida dos pais e, em paralelo, tem estabelecido os desejos de consumo. Segundo ele, a partir da percepção deste entendimento, que ocorre normalmente por volta dos três anos, a educação financeira já pode começar a ser ensinada.

“É fundamental que a criança, ao guardar dinheiro, saiba que dentro daquele cofrinho, não estamos guardando aquele dinheiro, mas carimbando os nossos sonhos, os nossos desejos. Outro ponto importante: todos os nossos consumos dentro de uma casa têm excessos de gastos na energia, água, telefone, supermercado, padaria. A criança entendendo que ela pode reduzir gastos junto com a família, ela pode também ganhar parte deste dinheiro para realização dos sonhos dela.”

Segundo ele, outra dica importante é mostrar que é preciso ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico, porém, tudo é possível, desde que o dinheiro seja usado com foco e sabedoria. Além disso, uma criança que não é educada financeiramente trará grandes problemas de descontrole para os pais, por querer tudo que vê fazendo ‘birra’. Isso porque a exposição das crianças às ações publicitárias faz com que elas se tornem cada vez mais cedo consumistas.

Reportagem, Cintia Moreira